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Boletim Especial:  Estratégia que deu vitória a Obrador é semelhante a das “tesouras” aplicada no Brasil

Na manhã de hoje, o Terça Livre TV trouxe um Boletim Especial sobre a situação das eleições no México, que deram a vitória ao esquerdista André Manuel Lópeza Obrador.

O empresário mexicano Edgar Fernández foi ouvido pelo entrevistador Allan dos Santos sobre a situação do país, que é considerada “muito complicada” por conta de se alinhar aos regimes da Venezuela e Cuba. Isto ocorre no momento em que a América Latina tenta guinar para fora da esquerda, como vem ocorrendo com alguns resultados eleitorais.

O que chama atenção é que, no México, os liberais ajudaram a entregar o governo a revolucionários de esquerda

Fernández destaca que o que se sucedeu no pleito mexicano foi antecedido de um forte descontentamento real em função da corrupção, violência no país, como os assassinatos relacionados com o narcotráfico, além da própria criminalidade urbana no país. “Há ainda a falta de oportunidades e problemas econômicos”, salientou.

Obrador – espertamente – traçou uma estratégia de campanha antecipada em que batia nesses pontos ao mesmo tempo em que firmava uma nova aliança para abrigar as velhas forças da política esquerdista da região.

Segundo o entrevistado, o mal-estar vivenciado pela população acabou favorecendo o populismo e suas ideias políticas alinhadas às esquerdas. “A população do México comprou o discurso anti-sistema, populista, contrário ao governo do PRI, que faz um péssimo trabalho (governo este de esquerda) na parte de segurança e combate à corrupção”, esclarece Fernández.

Ele destacou ainda que muitos dos casos de corrupção estão associados com o Brasil, como por exemplo, os que envolvem a empresa Odebrecht e são investigados pela Operação Lava Jato. De acordo com Edgar Fernández, tudo o que ocorreu ainda contou com a impunidade em relação aos corruptos.

“Já se tinha um personagem com dois anos em campanha e desgraçadamente 52% da população resolveu da um voto de confiança a Obrador e ao que ele representar”, frisou Fernández.

O entrevistado ainda descreve uma situação semelhante a do Brasil ao falar do espectro político do México. Conforme ele, não há um partido verdadeiramente conservador no país. No máximo, dentro de uma suposta direita, o que se tem são algumas visões liberais que acabam se aliando a posições de esquerda.

“Uma estranha aliança entre a suposta direita e esquerda” que deixa de o eleitorado conservador sem opções, sem ter um candidato que tenha posições definidas no campo moral. Fernández explica que, dentro deste cenário, o eleitorado é totalmente confundido com alianças entre a suposta direita e a esquerda.

Em outras palavras, se tem no México uma situação de um estamento bem semelhante ao do Brasil, onde se observa o que ficou conhecido como “estratégia das tesouras”, dividindo a disputa eleitoral entre o PSDB e o PT, com partidos orbitando entre essas duas legendas. A situação do espectro brasileiro é muito semelhante a dos mexicanos. Por esta razão, o Foro de São Paulo pode ter conseguido um aliado no governo daquele país, já que na América Latina tem perdido espaços.

Para se entender melhor o espectro mexicano, o PRD é o partido da Revolução Democrática que junto com o Morena e o Partido Do Trabalho estão alinhados ao Foro de São Paulo. São participantes do Foro. O PRD é o partido onde o Lopez estava e se juntou com o bloco que se dizia de direita por conta das convicções liberais.

Diante disso, a aliança fez com que a disputa se desse entre duas forças políticas nas quais o Foro de São Paulo tinha forte influência. Lopez Obrador criou uma nova sigla para dar andamento ao mesmo processo revolucionário no México.

Assista a íntegra do Boletim Especial aqui: https://www.youtube.com/watch?v=9zlaSGaM1T8

 

 

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