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A alma daqueles que apoiam o aborto já não mais existe

Por Vince Pereira

Acredito que grande parte dos indivíduos que apoiam o aborto, ou que “reivindicam a liberdade reprodutiva das mulheres” visto que segundo eles “ninguém apoia o aborto”, não acreditem na existência da alma sendo ateus e agnósticos ou simplesmente seculares irreligiosos. Mas, para minha surpresa, percebo que uma considerável parte das pessoas que aprovam tal prática dizem-se religiosas, com argumentos pífios e rasos como “minha religião não permite, jamais faria, mas não posso proibir que outras pessoas o façam” ou “isso não é uma questão moral e religiosa, mas sim política e de saúde pública”. Não sou inocente ao ponto de achar que pessoas assim sejam de fato religiosas além de um utilitarismo torpe, onde a religião é apenas uma formalidade familiar ou algo que coloque-os em uma situação confortável perante a sociedade trazendo possíveis benefícios sociais, mas enfim…

Para essas pessoas que supostamente ainda acreditariam em almas, porém na prática evidentemente não creem, só digo-lhes uma pequena frase que talvez já suspeitem “sua alma não mais existe”. Você foi completamente corrompido pelo pensamento materialista e egocêntrico, tornou-se uma pessoa robotizada e utilitarista que não consegue enxergar para além dessa sociedade podre, automatizada e hedonista na qual vivemos. O seu ser clama por prazeres mundanos apenas, acreditando que uma engenharia social com viés eugênico irá trazer vantagens para sociedade que por sua vez tornará a sua própria vida melhor, mais organizada e “planejada”. Esqueceu-se da beleza da vida que é justamente o misterioso e o não-planejado, virou um cyborg que desfruta incessantemente de bens materiais descartáveis, conforto, emoções e experiências milimetricamente calculadas, e que por fim apenas causam a auto-destruição de si através da angústia e do desespero.

Uma sugestão para esses robôs é que saiam do armário e vistam a camisa do ateísmo, abracem o niilismo e o vazio que com ele habitam, tenham o culhão de assumir o que realmente são, pois afinal de contas creio que essa seja sua única salvação. É o melhor que se tem a fazer caso não esteja disposto a tornar-se outra pessoa completamente diferente e renascer da robotização assassina, de si mesmo e do inocente, pedindo perdão infinitamente pois talvez nem salvação haja mais. Aquele que é incapaz de solidarizar-se com o que um dia já foi não tem mais alma, vive como um andarilho em um deserto de solidão chamado egoísmo onde o único ser é você mesmo, você e seu planejamento mundano que para nada serve. Nenhum grupo religioso e social digno tolera o aborto, nem mesmo o Budismo, religião queridinha dos descolados e de feministas que tentam passar a imagem de esotéricas, espiritualizadas ou crentes em horóscopos apenas pela estética e não por seus valores e significados.

Aqueles que o cercam e corroboram de sua indiferença pelo seu passado e de todos aqueles que já nasceram e nascerão irão lhe abandonar deixando-o completamente sozinho, pois suas almas também não existem. Resta embriaga-se em prazeres passageiros que o levarão viciosamente a experiência da dor.

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2 Comentários

  1. Como sempre, muito bom!
    Tanto já se disse e já se sabe sobre o abortista/sociopada, mas o Vicente pegou um prisma muito interessante.
    Parabéns, feliz análise.

  2. Já arrumei discussão por causa disto. Não cheguei a tocar na questão da alma, mas falei da sordidez escondida em cada um, que considera o aborto um ato que não deva ser crime até porque muitas pessoas o farão independente da lei. Ao mesmo tempo, já vi não poucos, que se autodenominam “espiritualista universalista” que alegam que “somos todos um” e para estes, praticar o aborto não deve ser crime pois que o pratica irá adquirir um karma e pagará nas próximas encarnações. Ao contrário da pena de morte a um adulto mostruoso, que deve ser proibida… Alegam que praticar aborto é algo individual (mesmo dentro do conceito deles de que somos todo um…) e que quem não deseja abortar não pode proibir quem deseje… sem carregar pena alguma pela omissão, aliás ganha “pontos positivos” pela sensibilidade e evolução… é tão maluco, irracional… não comem ovos de galinha (não fecundados) porque estariam comendo animais e isso deixa o espírito pesado e ligado ao mundo…mas pode deixar esquartejar um embrião humano, porque não é da conta da sociedade… É tudo tão absurdo nas argumentações dessa gente…

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