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A guerra fria voltou? Não, apenas estava adormecida

Bruno Dornelles
 


As tensões da crise gerada pela permanência de mísseis soviéticos em território cubano, o mais próximo que estivemos de uma nova guerra mundial, ainda corre por nossa memória, principalmente depois de confrontados com a notícia de que a Rússia passou a efetuar exercícios militares e a mover aviões cargueiros, capazes de carregarem um míssil nuclear, para dentro do território venezuelano. Isso porque, após a crise dos mísseis de Cuba, nossos professores de história – em sua grande maioria, hipnotizados por uma ideologia marxista que ou simpatizavam ou simplesmente reproduziam – nos fizeram crer cegamente que ocorrera uma surpreendente reviravolta, na qual a Rússia subitamente deixou o vermelho, a foice e o martelo de lado. Assim, o comunismo tratava-se apenas de um elemento de seu passado e, em que pese a dominação cultural marxista continuasse a todo gás no mundo inteiro, a Rússia subitamente abriu mão do totalitarismo socialista para se sentar junto às nações do então mundo livre.

Enquanto isso acontecia, Brasil, América Latina, Estados Unidos e Europa eram absolutamente tomados por dentro pela ideologia comunista e pela subversão cultural. Não obstante, herdeiros da antiga KGB tomavam o trono e posições de destaque na Rússia – como Vladmir Putin, ex-chefe -, tudo para causar o jogo de encenações que continuaria a erguer a antiga Revolução Bolchevique como o acontecimento máximo russo, porém agora, também da restauração dos valores ocidentais que a própria União Soviética destruiu. Dessa forma, a Rússia atual se colocou contrária à tão negada corrente chamada globalista, elevando seu mestre intelectual e filho de membros da KGB, Aleksandr Dugin, a declarar guerra ao que chamava a seita do Clube Bilderberg e de George Soros.

Contudo, neste mar de comunistas e globalistas, estes não esperavam pelos novos players orgânicos que surgiriam nos últimos anos: Estados Unidos, Polônia, Hungria, Inglaterra e, surpreendentemente, o Brasil. Enquanto o eixo orgânico do mundo livre se prepara para resistir internamente contra socialistas e globalistas, a Rússia parece se aproveitar da prudência americana no continente e da existência de um aliado de Israel na presidência do Brasil, para, enfim, utilizar o idiota útil que sobrou do paciente terminal chamado Foro de São Paulo, Nicolas Maduro.

Eis a parte mais assustadora: o bloco chino-russo possui o maior arsenal militar já visto pela humanidade. Ao passo em que interesses cirúrgicos vão se revelando, as peças destes três players – isso sem considerar o próprio Islã como um quarto – passam a se mover. Assim, tudo indica que os desentendimentos futuros podem ser muito superiores a um fator que pôde atualmente se manter isolado, como no caso da Síria.

Fato é: o socialismo e o globalismo chegaram silenciosamente e arrebatando os cidadãos mais comuns, ao arrepio das casas familiares que ainda conservavam valores e o cristianismo, e passaram, após um tempo de mornidão, a elegerem seus próprios líderes e os colocarem no poder. Ao passo que a resistência dessas famílias pela própria liberdade econômica, cultural e religiosa aumenta nas localidades, a pressão mundial socialista e globalista também tendem a aumentar. Os tempos são propícios: muito mais do que um novo período de entrega da humanidade aos grandes players da esquerda, é o julgamento moral dos homens dos nossos tempos.

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