ArtigosLuis Vilar

A importância do Comunista Exposto nesse momento: algo imensurável!

O “pensador” Perry Anderson (marxista) reconheceu que o capitalismo não se transformaria, por força das circunstâncias, por milagre dialético; com isto, passa afirmar, por meio de suas teses, que nem mesmo Karl Marx defendeu isso quanto às leis da História.

Portanto, fala da necessidade uma luta política que não é uma mera condição de uma prática de reformas e embates com lados divergentes. Mas a defendendo como, antes de tudo, uma luta ideológica. Antonio Gramsci, por sua vez, vê nesse movimento a conquista da hegemonia.

A chave central é usar dos interesses particulares de um coletivo como se estes fossem os interesses gerais de uma sociedade no seu conjunto, na sua totalidade. Coletivizar interesses específicos e transformar esta “classe” em dominante.

Como o poder coercitivo a tornaria ilegítima, é preciso – portanto – legitimar este processo antes da chegada ao poder, para que este não se apresente como uma imposição. Sendo assim, o poder político se estabelece quando visto como legítimo ao conquistar espaço transparecendo ser a vontade geral, o que seria a função de uma intelectualidade orgânica, que – por sua vez – trabalhasse tais valores e interesses, mas escondendo os fins políticos.

Quando estes coletivos alcançam o status de seus interesses políticos serem vistos pela população como vontade geral, usa de alguns dos seus como representantes para se estabelecer a hegemonia. Assim, para submeter os demais ao poder não basta – por ser menos eficaz – a coação. É preciso alcançar uma submissão voluntária, apropriando-se daquilo que é o “senso comum” para transformá-lo em produto de uma engenharia-social.

O livro Comunista Exposto – que será lançado no Brasil (em minha visão com certo atraso) – de W. Cleon Skousen é de suma importância para esclarecer tais pontos. Skousen, de forma didática e simplificada, traduz tudo isso deixando claras as metas do movimento comunista. Li o livro (em inglês) por volta dos anos 2000. Confesso: estou ansioso pela tradução para o nosso país. Primeiro: por já conhecer o brilhantismo da Vide Editorial nesse trabalho de resgate da alta cultura. Segundo: a nova leitura se dará depois de ter lido muitos filósofos que, na época em que me debrucei sobre o estudo de Skousen, ainda não conhecida.

Então, não tenho um pingo de dúvida ao afirmar ao leitor: é uma das melhores aquisições que você fará nesse ano. Acerta também o Terça Livre ao fazer um programa especial de lançamento desta obra. É importantíssimo conhecer tais metas na prática para poder sair da definição de comunismo como consta nos dicionários políticos, que enxerga o movimento apenas pela expropriação dos meios de produção e não dão atenção a tudo que veio com o revisionismo do marxismo.

Tal revisionismo apostou – como fizeram Hebert Marcuse, Gramsci e outros – na revolução cultural lenta, gradativa, para a conquista de uma hegemonia pela desestabilização – e até mesmo destruição – dos pilares ocidentais, que é o que de fato garante a nossa liberdade.

O leitor irá compreender, de uma vez por todas, porque a alta cultura é tão importante; a razão pela qual o ataque ao cristianismo é tão ferrenho; e que todas as remodelações propostas por meio do vago conceito de “justiça social” é uma forma de esconder objetivos políticos para a implantação futura de um totalitarismo. Tudo isso por meio de uma servidão voluntária. São pontos que, de certa forma, já eram apresentados por Hayek e outros críticos do marxismo clássico e/ou revisto.

Tudo isso se baseia em várias “premissas” de Karl Marx. Dentre elas, a concepção de ser ontológico e superestrutura, que coloca o homem como um recipiente onde absolutamente tudo é “construção social”, amputando uma visão transcendente: denúncia já feita por Viktor Frankl ao falar do hiato ontológico e da tridimensionalidade do homem: seus aspectos biológicos, sociais e transcendentes.

É que – utilizando do conceito de Louis Althusser – O Capital de Karl Marx se enche de sofrimentos dos explorados, dos horrores da acumulação primitiva até o capitalismo triunfante para revelar que o próprio Marx abriu mão de olhar para os “indivíduos concretos e (passou a) tratá-los teoricamente como meros suportes de relações”.

Louis Althusser acaba por revelar a estratégia que até esta data se faz presente ao só se enxergar um homem pelo coletivo do qual ele faz parte. Se não pode ser encaixado em um coletivo, passa a ser alguém desprezível classificado por algum adjetivo que o indique como contra-revolucionário.

Logo, um ser a ser atropelado pela hegemonia conquistada. Dentre os meios de se conquistar esta, a exclusão deste indivíduo ao ponto de defender que ele seja eliminado do debate público. Seja por um forçado ostracismo ou pela morte, como já defendeu o senhor Mauro Iasi ao falar que o conservador merece uma boa cova, um bom paredão e uma boa bala, não nessa ordem, evidentemente.

O Comunista Exposto mostra isso de forma tão evidente que vale lembrar de Groucho Marx quando pede que você acredite em seus olhos e não nele.

Há muito os espaços que os agentes dessa hegemonia querem foram conquistados no Brasil. São jornais, universidades, programas de televisão e os demais meios culturais que juntos formam a intelectualidade orgânica almejada por Gramsci para tomar de assalto o “senso comum”.

Com isso, moldar mentes de gerações futuras com a atuação de uma geração presente. Isto é a doutrinação. Há muito, portanto, que o Brasil já se encontra em outra fase, onde muitos já se encontram doutrinados e trabalhando pelo objetivo político final sem sequer se darem conta.

Sair desta matrix não é tarefa fácil. Enxergar onde se encontra a realidade é algo ainda mais difícil. Todavia, é necessário – por mais doloroso que seja – dar os primeiros passos. O Comunista Exposto o ajudará nesse sentido. Mostrará o quanto o marxismo cultural e aquilo que alguns insistem em enxergar como teoria da conspiração se fazem presentes onde menos você imagina. Por vezes é até difícil de acreditar, mas é real.

A Vide Editorial mais uma vez é responsável por um grande marco no resgate da alta cultura desse país. Por fim, reitero: não acredite em mim, mas nos seus olhos…e estude, estude, estude. Afinal, como diz o professor Olavo de Carvalho, inteligência é algo que quanto mais se perde, menos se sente falta.

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7 Comentários

  1. A livraria do Terça Livre não poderia traduzir o livro Regras para Radicais, do Saul Ainsky? E também traduzir o livro Minha Luta, de Hitler? Vi uma vez que um grupo de israelenses queria que as pessoas lessem o livro de Hitler para que entendessem o antissemitismo. Muitas pessoas hoje são antissemitas ao estilo de Hitler mas nem sabem disso. Alguns dizem que se todos lêssemos este livro poderíamos desmistificar a balela de que Hitler era de Extrema-Direita. O que vocês acham?

  2. Quando solicitei o Livro “Comunista Exposto” para os meus estudos, não foi para “ajudar” o Terça Livre ou para enaltecer uma “Agenda Conservadora”, mas sim para conhecer muito melhor o meu inimigo que está em minha sombra.
    Há muitos anos, sofria uma perseguição oculta que não sabia a fonte ou o motivo. Não sabia o que era ou quem era. Achava que era por causa de uma atitude minha ou algo que fiz contra alguém. (Em parte estava certo, porém o motivo era algo completamente diferente). O motivo era o meu conceito de não aceitar ser parte do coletivo. Sou uma pessoa afirmativa e individualista (não no termo egoísta do contexto, mas sei quais são meus limites e da minha ética).
    Não sabia que isso estava indo em contra o plano da Hegemonia Cultural Marxista.
    Graças ao um vídeo no You Tube enviado por Maçons explicando sobre a Hegemonia Cultural de Antônio Gramsci libertou-me na Ignorância e da Culpa. Pude compreender que não era vítima de escolhas ou ações equivocadas de minha parte, mas de uma ação perversa externa. Uma ação que não aceitava que eu era Livre. Com os meus textos escritos, com a minha busca de Conhecimento e opinião Conservadora. (Sempre apoio aquilo que funciona, não portando a época que foi criada ou criado).
    Isso foi a Dez anos atrás…
    Hoje tenho um cabedal de Conhecimento não acadêmico que libertou-me as amarras. Não tenho Curso Superior, mas segundo o Professor Olavo de Carvalho, isso não tem importância, pois o que vale é o seu Conhecimento adquirido e o que se pode fazê-lo para mundo a todos a que os cercam. Escrevo trabalhos de ficção, Realismo Fantástico na Verdade, sempre seguindo os conselhos do texto dos tradutores de direta sobre o tema e sem ilusões dito abaixo:.
    Guia de Sobrevivência para o autor de fantasia e ficção científica conservador, liberal clássico e libertário.
    http://tradutoresdedireita.org/guia-de-sobrevivencia-para-o-autor-de-fantasia-e-ficcao-cientifica-conservador-liberal-classico-e-libertario/
    Não quero promover-me usando este texto, só quero incentivar aqueles que, como eu, sofreram anonimamente diante uma Cultura Marxista que destrói a nossa Cultura Literária e Criativa desse nosso País. Se é difícil ler, imagina com esse tipo de inimigo…
    Obrigado pela oportunidade de deixar a minha opinião. ^__^b

  3. Quero adquiri o Livro O Comunismo Exposto, Porem Não to conseguindo acessar a livraria TL, Tenho q começar uma leitura, afim vou ficar no aguardo que so compro aqui. Abrçs

  4. Li rapidinho. O livro é revelador e, sobre muitos aspectos, apavorante! Mas vale a pena ler porque devemos saber muito bem quem são os nossos inimigos.

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