A Nova Esquerda é Doriana



Liberais e socialistas fabianos estão juntos no objetivo de desgastar a onda conservadora. E não importa a velocidade.  

Por Guilherme Galvão Villani 

Como não acompanho mais Felipe Moura Brasil, Carlos Andreazza, Vera Magalhães, Kim Kataguiri, Nando Moura, Arthur do Val, André Guedes, Luciano Huck, João Amoedo, Danilo Gentili e cia, vou absorvendo por meio de canais e influenciadores conservadores os passos dessa trupe – a Nova Esquerda. 

Mas ela é tão nova assim? Não me parece. Ao menos o modus operandi.  

Me parece um movimento suprapartidário que, incomodado com o sucesso das urnas de Jair Bolsonaro e seu governo, resolveu se unir em um movimento conjunto de difamação e perseguição à base de apoio popular do governo, apoiadores que se expressam nas redes sociais e manifestações.   

A principal narrativa, e mais suja possível, é taxar de robôs e milícia virtual o apoio espontâneo da população, apoio este que elegeu Bolsonaro e sustenta o governo.  

Tudo começou com José Fucs do jornal Estadão, jornal entupido de esquerdopatas travestidos de jornalistas. E em grave situação financeira. 

Em matéria do dia 16 de março, o jornalista taxa de rede bolsonarista de jacobinos, e acusa – pessoas comuns com opinião em redes sociais – de promover linchamentos virtuais e difamações.  

Fucs é um velho amigo do MBL, e participou no final de semana do Congresso promovido pelo “movimento”, ao lado de Michel Temer, Vera Magalhães e Carlos Andreazza. 

A narrativa foi reiterada por Felipe Moura Brasil – FMB, editor-chefe da Jovem Pan, em matéria da Revista Crusoé do grupo Empiricus. E a partir de então o que se vê é uma perseguição implacável contra apoiadores que preferem se expressar por pseudônimos. 

O CEO da Empiricus Felipe Miranda nega envolvimento direto com a Crusoé. João Dória é prestigiado na festa de 10 anos do grupo.

A hipocrisia é a tônica de FMB. Perguntado onde sua namorada vive, disse que preferia não expor sua companheira. Mas o mesmo não teve pudor algum em perseguir a família de Allan dos Santos e mais recentemente de Victor Vicenzza, um declarado apoiador de Bolsonaro mas que preferia por direito usar um pseudônimo.

UNIÃO POR INTERSECÇÃO DE INTERESSES 

É público e notório que João Dória, o socialista fabiano travestido de liberal, tem pretensões presidenciais.  

O mesmo usa de sua experiência e ligações no mundo da comunicação e poder econômico à frente do governo paulista para emplacar como o isentão favorito da isentosfera liberal-esquerdista.  

À frente da prefeitura de São Paulo já havia usado o caixa do município para turbinar gastos com propaganda em ano eleitoral. 

É de muito antes a parceria de João Dória com a Jovem Pan. E da Jovem Pan com o Governo do Estado de São Paulo.

O esquerdista DCM já havia denunciado a gastança de Alckmin com publicidade e apontado a Jovem Pan como uma das principais beneficiadas.

Inclusive apontado a parceria do LIDE de João Dória com a Jovem Pan, para o evento “Quem faz um Brasil Melhor”. Quem estava lá ao lado de Tutinha do dono da Jovem Pan? O Geraldinho 4,78% dos votos em 2018.

O MBL, na figura de Kim Kataguiri, tem a pretensão de um dia comandar a Câmara dos Deputados.  O MBL vai ser o concentrador da isentolândia.

Já declarou “mea culpa” e quer ser o aglutinador de polos absolutamente antagônicos, apenas para interesses eleitorais, obviamente.

João Dória abraçou os “ex-bolsonaristas” Alexandre Frota e Gustavo Bebianno.  

Aparentemente Bebianno foi apresentado a Jair Bolsonaro por intermédio de Julian Lemos, deputado federal pelo PSL-Paraíba. Bivarista, Julian Lemos foi um dos primeiros convidados da rádio Jovem Pan a falar sobre o caso de ruptura do presidente com Bivar.

Julian Lemos é o pseudônimo de Gulliem Charles Bezerra Lemos. Há uma interessante reportagem sobre este deputado e o envolvimento com Bebianno na campanha. Tirem suas conclusões.

Bebianno é amigão de Paulo Marinho, um controverso empresário do Rio de Janeiro, que agora também desembarca no PSDB. 

André Marinho, filho de Paulo, ligado ao LIDE de João Dória e humorista na Jovem Pan “acusou” Eduardo Bolsonaro de não querer ele no programa. Se é verdade ou não, o fato é que os filhos do presidente não viram com bons olhos a aproximação do pai com Bebianno e Marinho. Tinham razão.

Talvez a maior “prova” que não há como confiar na imparcialidade da Jovem Pan com suas ligações no PSDB é a entrevista de Paulo Pontes, âncora demitido em 2017:

“Para mim, desde sempre, Lula, Aécio, Temer, Alckmin e milhares de outros se equivalem. Mas a lei [na rádio] era só criticar o PT e abafar o resto…… “

Já Vera Magalhães, colunista do Estadão e comentarista da Jovem Pan, é esposa de Otávio Cabral, que trabalhou na campanha de Aécio Neves em 2014 e agora está com João Amoedo do Partido NOVO desde as eleições de 2018.

 

Eu poderia continuar citando inumeráveis “intrigantes” relações entre a Nova Esquerda, João Dória, a Jovem Pan, jornalistas, desertores de primeira hora da barca bolsonarista, entre outros.

Por ora aconselho aos leitores manterem a vigilância sobre quem é quem neste (sub) mundo da política.

Ao nosso presidente, desejo que ele esteja melhor acompanhado no próximo partido, pois o número de traidores que teve recentemente também mostra sua inabilidade de filtrar más companhias.

“Bem-aventurado o homem que não anda segundo o conselho dos ímpios, nem se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores”

 

Agradecimentos:

Kim Paim, baiano, engenheiro civil e elétrico, atualmente morando na Austrália e criador do canal YouTube Kim Paim. Acompanhem e divulguem.

 

 

 

 

 

 

 

FONTES:

Alckmin aumenta em 30% gastos com publicidade entre 2011 e 2015 e esconde quanto ganhou cada empresa de mídia. Por Kiko Nogueira

https://www.conjur.com.br/2001-jun-25/globo_afasta_jornalista_depois_reportagem_veja

https://www.brasil247.com/geral/caso-boechat-cria-saia-justa-para-revista-epoca

http://portalimprensa.com.br/noticias/brasil/65892/contratacao+de+marido+para+campanha+de+aecio+leva+editora+da+folha+a+se+licenciar

https://relatorioreservado.com.br/assunto/joao-amoedo/

https://www1.folha.uol.com.br/poder/2018/10/tradutor-de-bolsonaro-filho-de-aliado-e-youtuber-e-presidente-de-braco-jovem-do-lide.shtml

https://www.buzzfeed.com/br/severinomotta/uma-mensagem-de-whatsapp-provocou-um-pandemonio-na-campanha

 

Sobre o Colunista

Guilherme Galvão Villani

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Mariliense. Gosto pela Administração, Contabilidade e Finanças. Atua em Mercados de Capitais. Agente Autônomo de Investimentos.

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