A obsessão do ativismo midiático por Olavo de Carvalho

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Num universo de mais de 3 mil alunos matriculados ou que já passaram pelo COF, a revista Época conseguiu encontrar apenas 5 garotos que “se desiludiram” com o professor Olavo. E entre esses cinco, praticamente nenhum poderia ser chamado de ex-aluno.

O caso mais notório, por ser uma obsessão doentia que já dura anos, é do Carlos Velasco. O rapaz de fato esteve matriculado no COF, mas o que ele ali procurava não era filosofia, cultura, nem educação, e sim contatos para uma causa política. Por algum tempo, o sr. Velasco imaginou que o professor Olavo seria o mentor de uma ideologia bastante confusa, composta por elementos díspares, como a defesa da monarquia, tradicionalismo russo, catolicismo romano, neo-paganismo fascista, revolucionarismo utópico, anti-modernismo reacionário, musculação e anabolizantes. Essa maçaroca ideológica, contudo, só existia na cabeça do próprio Velasco, que, não encontrando em Olavo um líder para a sua cruzada contra o mvndo moderno, abandonou o COF e foi vender barbeadores para a molecada masculinista pela internet. Atualmente, sua cruzada anti-modernista e anti-ocidental resume-se em tentar destruir a imagem pública de Olavo de Carvalho mediante a invenção periódica de biografias. Olavo já foi acusado de ser líder muçulmano cooptando jovens para sua seita islamizante, e também de ser agente do Mossad encarregado da propaganda sionista no Brasil. Só isso já seria suficiente para negar ao sr. Velasco qualquer credibilidade. Mas quem disse que a Época está preocupada com a credibilidade de suas fontes?

Em seguida, a matéria de Época saca um anônimo Paulo, que, segundo a reportagem, teria se desiludido com o Olavo por ele ter mudado de opinião sobre a invasão do Iraque. Paulo não tolerou que Olavo se manifestasse de maneira contrária ao pacifismo libertário que ele próprio professava. Não encontrando o guru que procurava, foi-se embora. Curioso é que Paulo faz exatamente aquilo de que a revista acusa Olavo: não aceita o contraditório, não admite mudança de opinião, não admite estar errado. Olavo de Carvalho, por sua vez, reviu sua posição, concluiu que estava errado, e mudou de opinião. Que monstro!

Depois a revista puxa a dupla Razzo e Joel Pinheiro, que declaram jamais terem sido alunos, seguidores, leitores assíduos ou qualquer coisa parecida que justifique uma “desilusão com o guru”. Razzo, pelo menos desde que assinou o primeiro contrato com a Editora Record, não perde uma oportunidade para relembrar ao seu público de que pensa com a própria cabeça, e de que suas “ressalvas quanto às opiniões que circulam no espaço democrático da polis” nada devem ao Olavo. E como prova de sua independência intelectual, costuma exibir uma coleção de diplomas obtidos em faculdades particulares. Já do sr. Joel Pinheiro, a única interação com o Olavo de que tenho notícia foi uma surra intelectual que ele levou em 2012 durante uma polêmica sobre a natureza da filosofia e da formação filosófica. Na época, achei por bem imortalizar a surra no livro “A filosofia e seu inverso”, no qual reuni outros escritos do professor Olavo sobre o que é e o que não é filosofia, sobre o que é e o que não é um filósofo. E o sr. Joel dá as caras no livro como um perfeito anti-exemplo da atividade filosófica. A dupla não é caso, portanto, de ex-alunos ou discípulos que se decepcionaram e se afastaram do mestre, como a revista Época tenta vender. São apenas dois meninos que, dotados de horizontes de consciência extremamente limitados e municiados de referências bibliográficas colocadas em circulação no Brasil pelo próprio Olavo, são incapazes de meditar sobre a origem biográfica das próprias idéias e acreditam piamente que contextos culturais dão em árvores.

Talvez o único ex-aluno que aparece na reportagem seja o sr. Caio Rossi. Esse assistiu a alguns cursos do professor e se dedicou à leitura de autores perenialistas sobre os quais o Olavo comentava. A questão é que Olavo sempre alertou para o perigo da leitura de Guenón e Shuon, que antes de terem um projeto intelectual, tinham um plano de islamização do ocidente. É curioso que sr. Rossi acuse Olavo de ser um guru e líder de seita, pois era justamente isso que ele procurava ali. Não encontrando o guru esperado em Olavo, nem a seita que desse sentido à sua vida, nem homens musculosos que lhe preenchesse algum vazio, e inebriado pela leitura de autores muçulmanos sem a devida prudência recomendada pelo professor, o sr. Rossi “se desiludiu” com o Olavo e – vejam só – entrou para uma seita esotérica islâmica, submetendo-se à autoridade espiritual de um sheik. Quando percebeu a fria em que se metera e decidiu voltar, alegadamente, para a Igreja Católica, jogou a culpa de sua imprudência nos ensinamentos de Olavo de Carvalho, que por sua vez sempre alertou para o perigo das organizações esotéricas e iniciáticas, e aderiu ao anti-modernismo reacionário e marombeiro, com ênfase no culto pagão dos corpos masculinos musculosos e bem definidos, e juntou-se à cruzada anti-olavista e picaresca do sr. Velasco.

A reportagem da revista Época é apenas uma peça de desinformação, com o objetivo de ludibriar o leitor e promover o assassinato da reputação de Olavo de Carvalho.

Mas há outra razão de existir dessa matéria. A revista Época sabe há muito tempo que “Olavo de Carvalho vende”. O professor teve uma coluna semanal na própria revista durante anos, e que já então era a seção mais lida do semanário. Quando o sr. Paulo Moreira Leite decidiu cortar 75% do espaço do Olavo na revista, houve uma chuva de cartas e protestos dos leitores. Quando o filósofo finalmente foi desligado do corpo de articulistas, a revista sofreu um cancelamento em massa de assinaturas. Como o Olavo não se interessa mais em escrever para órgãos da grande mídia, pois suas redes sociais e blog têm mais acesso e visualização do que qualquer grande jornal do país, os editores perceberam que o grande negócio era produzir ao menos uma matéria por semana sobre o filósofo. O sujeito que vendeu 350 mil cópias de um livro de filosofia no Brasil também serve para vender alguns acessos às páginas de jornais e revistas que estão em processo adiantado de declínio. Manter essas polêmicas sensacionalistas em torno do Olavo traz leitores e dá dinheiro. A verdade, meus amigos, é que o anti-olavismo se tornou um negócio editorial rentável. Não se trata, portanto, de apenas uma disputa ideológica (ela ainda existe, evidentemente), mas sim de garantir o almoço de amanhã. E como a maior parte dos jornalistas são frutos da péssima qualidade dos cursos de comunicação social, ignorantes diplomados, e incapazes de compreender a filosofia e a figura do filósofo, é preciso inventar uma filosofia que caiba em suas cabeças e uma figura que lhes sirva aos seus propósitos comerciais. O que os jornalistas infelizmente parecem não perceber é que a grande mídia já caiu em descrédito e que esse truque sujo já no pega mais ninguém.

Texto original em BlogDoOlavo, por Silvio Grimaldo.

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Redação TL

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14 Comentários

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  • A Filosofia Pura, foi contaminada pelo p/t, as Escolas e Faculdades encheu de gente, abraçando a ideologia de apedeutas e peseudos intelectuais, mas poucos homens de verdade.

    Pensar o passado para compreender o presente e idealizar o futuro.

  • Este texto é um imbecilidade!!!!

    Olavo de Carvalho comete tantos erros de lógica elementar e tantas falhas de argumentação que não é jamais possível considerar ele um filosofo. Alem de histórias que ele inventa que não corresponde a fatos históricos.
    Ele escreve muito bem mais ele não faz filosofia. Ele emite opiniões que muitas vezes são terrivelmente mal fundadas.

    O sucesso dele vem do fato dos leitores serem muito mal formados, incluindo seus alunos que são terrivelmente “bitolados”. Então as pessoas vão na onda dele sem informação e sem nem entender direito o que ele escreve.

    Os seguidores não pensam por se próprios, repetem sistematicamente o que ele pensa e fala.

    E ele barganha encima disso.

    Um cara que diz que “Movimento Eterno” é auto contraditório cometendo aquilo que podemos chamar de “Sequestro Semântico”, ou é “Burro” ou “Mal Intencionado”.

    O Culto exagerado a Olavo de Carvalho é mais um indicador da Péssima Formação do Povo Brasileiro.

  • essa filosofia de auto ajuda do karnal, ponde e outro tb não remetem a filosofia. São profissionais sofistas, emitem opiniões como terapeutas. Por isso não condeno ou domínio Olavo. Ele cita muito mais fontes q qualquer outro acadêmico.

  • Imbecilidade é você, seu Paulo Sérgio. Ou você não leu as obras de Olavo, ou você é um analfabeto funcional que lê mas não consegue entender absolutamente nada. Sendo você um reflexo da podridão educacional brasileira. Você parece ser como muitos que saem opinando sem conhecer os elementos da questão. A contribuição filosófica do Olavo não se resume em vídeos ou em artigos. Tem uma biografia amplamente notável, centenas de milhares de aulas e outras centenas de apostilas. Agora, não sei se você é capaz de entender isso, já que sua capacidade de compreensão é tão limitada.

  • ESSE PAULO B. ENCHE A BOCA PARA FALAR EM “ SEQUESTRO SEMÂNTICO“ E QUE O OLAVO SE UTILIZA DISSO…
    VAI FALAR O QUE PARA UM CARA DESTE?
    DEVE VIR DA USP, UNICAMP, UNE E ESSE LIXO TODO, OS QUE MAIS SE UTILIZAM DESTA MERDA DE “SEQUESTRO SEMÂNTICO“ VEM E ACUSA OLAVO DE FAZE-LO!!
    RESUMINDO,… MERDA NA CABEÇA..KKKKKKK

  • Certamente ninguém é obrigado a gostar do Olavo Carvalho mas todos que não o reconhecem como um dos grandes filósofos brasileiros vivos só comprovam que não tem capacidade de entender nada sobre este assunto e logo não tem o direito de opinar também sobre algo que esta muito acima de suas capacidades.

    Olavo tem razão!

    Olavo de Carvalho é o único intelectual que combateu eficazmente a mediocridade do pensamento uniforme propagandeado pela hegemonia cultural Esquerdista que os imbecis tentam replicar na tentativa de ofuscar a verdade sob falsos pretextos do politicamente correto e das utopias marxistas nefastas.

    Não reconhecer esta simples verdade é um atestado de incompetência para opinar sobre qualquer tema de maior complexidade hoje no Brasil.

    Espero que o brasileiro em geral consiga aprender a valorizar este Homem que durante as últimas décadas lutou sozinho para levar a Verdade a todos enquanto o Brasil parecia rendido completamente ao culto da ignorância..

    Que Deus o abençoe e tenha misericórdia do Brasil

  • Vai um trecho do ótimo artigo no Alerta Total:

    http://www.alertatotal.net/2019/02/sintomas-para-se-identificar-um.html

    “Apenas um homem irracional iria desejar o Estado decidindo sua vida por ele, ao invés e criar condições de segurança para ele poder executar sua própria vida. Só uma agenda irracional tentaria deliberadamente prejudicar o crescimento do cidadão em direção à competência, através da adoção dele pelo Estado. Apenas o pensamento irracional trocaria a liberdade individual pela coerção do governo, sacrificando o orgulho da auto-suficiência para a dependência do bem-estar. Só um louco iria visualizar uma comunidade de pessoas livres cooperando e ver nela uma sociedade de vítimas exploradas pelos vilões.”

    O artigo fala sobre a doença mental esquerdista.
    Na verdade essa doença é algo relacionado ao SADO-MASOQUISMO.

    Todo aquele que de todas as formas tenta se opor à idéia de liberdade é efetivamente um DOENTE acometido da PATOLOGIA denominada SADO-MASOQUISMO.

    Tal aberração patológica se deve tanto ao prazer com o sofrimento e opressão alheios quanto com o próprio.

    Daí a idéia de Liberdade para TODOS os deixar em absoluto transtorno neurótico, ao ponto de não perceberem as contradições e delirios que perfazem o comportamento HISTÉRICO. Onde o pobre diabo surta ensandecido e cheio de ira contra a realidade que se opõe a suas fantasias.

    Os sofismas ou FALÁCIAS são o meio com que tentam dar realidade ao mundo de suas fantasias: a idéia de Liberdade os atormenta, pois nela inexistem dominadores e dominados.

    Liberdade é AUSÊNCIA de COERÇÃO e OPRESSÃO:

    Liberdade de ir e vir não exige que uns transportem outros, mas que ninguém impeça os capazes de SE transportarem.

    Se a NINGUÉM é concedido o direito de oprimir e coagir impunemente, então todos são livres.

    Da mesma forma o VAZIO é AUSÊNCIA de TUDO, não a PRESENÇA do NADA. Pois o nada é inexistência e não pode estar presente. O escuro é ausência de luz, não a presença de luz negra. A careca é ausencia de cabelo, não um tippo de cabelo.

    É essa possibilidade que detona a raiva histérica nos SADO-MASOQUISTAS. Transtonam-se inconformados com a possibilidade da Liberdade e a emoção exarcebada os torna absolutamente irracionais. Daí mergulharem em contradições e assertivas totalmente desconexas e apartadas da realidade.

    Afinal: SÃO DOENTES!!!

  • Não sabia que analfabetos funcionais acompanhavam o Terça-Livre.

    Esse Paulo Sérgio não sabe nem escrever e quer meter o pau no Olavo. O cara escreve “encima” ao invés de “em cima, “mais” ao invés de “mas”.

    Parabéns a toda a equipe do TL!!!!!
    Vocês estão atingindo a todos!!!

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