Dante MantovaniEleições 2018

Adélio Bispo e a sombra de Stálin

Como jornalista, acompanhei Jair Messias Bolsonaro por quase 10 cidades do interior paulista. Apesar do clima de grande alegria e euforia por onde quer que ele passasse, senti em todas essas localidades a sombria presença de Adélio Bispo. Em qualquer mínima brecha da segurança, ele – ou algum tipo similar – estava ali pronto para dar a facada, o que comentei duas semanas antes com a colega jornalista Tatiana Alvarez, que pode atestar.

Sentíamos o peso nos ombros da escolta, seu esforço sobre-humano para proteger o candidato e a nítida preocupação que pairava pelo ar. Não tenho dúvidas de que este atentado foi planejado com muita antecedência e a muitas mãos. Quem quiser entender como a esquerda planeja e executa este tipo de ato terrorista leia o livro “O homem que amava os cachorros”, do escritor cubano Leonardo Padurra.

O livro narra a trama, lenta operacionalização e execução do atentado que tirou a vida de Leon Trotsky, um dos líderes da revolução bolchevique de 1917, que foi eliminado por seu antigo comparsa Joseph Stálin devido a disputadas pelo poder de Estado na URSS.

A obra literária mostra meticulosamente como é o processo de cooptação, treinamento, lobotomização, operacionalização e execução de atentados contra líderes políticos considerados “inimigos da revolução”, matéria na qual o movimento comunista internacional é arqui-especialista.

No Brasil, há uma tremenda seara de partidos políticos de coloração ideológica pró-comunista, muitos dos quais, inclusive, a disputar as eleições de 2018. E todos esses partidos possuem um inimigo em comum: Jair Messias Bolsonaro.

Certamente , por serem comunistas, admiram e conhecem bem os métodos criados e difundidos a todo mundo pela antiga URSS.

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9 Comentários

  1. Me pergunto se os militares leem estes livros, pois pelas declarações de Olavo de Carvalho, o único militar que se dignou a ler e entender um livro dele demorou quase 10 anos desde o lançamento!

  2. Excelente artigo! Também me questiono com frequência o mesmo que o Renato. Será estratégia deles? Ou será ignorância? Lembrando que o contra-golpe de 64 não teve início no alto escalão do exército.

  3. Os militares, em especial os Generais e demais oficiais não estão nem um pouco preocupados em estudar questões como essas… A preocupação deles é apenas a carreira, a remuneração e o embuste. O que o Professor Olavo de Carvalho disse ainda está acontecendo… E o pior: a AMAN está começando a formar futuros oficiais com a mentalidade do marxismo cultural. Creio que, se nada mudar, nos próximos 20 anos veremos uma Revolução Comunista aos moldes da Venezuela, cujo apoio das FFAA foi crucial para o sucesso do feito.

  4. FAÇO AS PALAVRAS DO AMIGO J.F.S.Mendes as minhas palavras. Muito bom ponto de vista e muito boa a explicação.

    Os militares, em especial os Generais e demais oficiais não estão nem um pouco preocupados em estudar questões como essas… A preocupação deles é apenas a carreira, a remuneração e o embuste. O que o Professor Olavo de Carvalho disse ainda está acontecendo… E o pior: a AMAN está começando a formar futuros oficiais com a mentalidade do marxismo cultural. Creio que, se nada mudar, nos próximos 20 anos veremos uma Revolução Comunista aos moldes da Venezuela, cujo apoio das FFAA foi crucial para o sucesso do feito.

  5. A tese é brilhante, traz a baila, a origem suja do socialismo, onde matar o adverso se constituía garantia ao processo de educação social:Ao inimigos não se mandam flores, se mata, pois há a necessidade de atemorizar. Trotsky, que o diga,quando, mesmo distante,no México, era uma ameaça. Foi assassinado mando de Stalin….e. O socialismo tupiniquim, segue amesma escola. Outras tentativas ou mortes haverao de manchar a nossa história política.

  6. É a primeira vez que comento neste dileto espaço. Mas dois comentários acima me impeliram a dar um testemunho.
    Sou Tenente Coronel de Polícia Militar. E antes que imaginem uma enorme diferença de nossa formação e a dos oficiais das FFAA, lembro que a estrutura de ensino das Polícias Militares é herdada do exército.
    No equivalente à graduação (Academia do Barro Branco) , recebi um conteúdo muito grande relacionado ao Direito e Administração, mas também Teoria Geral do Estado e Ciência Política. Realmente não havia filosofia. Nesta época lembro de ter lido, por exemplo, Anatomia do Poder, de Kenneth Galbraith. Ou seja, não ficamos somente com a literatura de caserna. No equivalente às pós graduações chamadas por nós de Curso de Aperfeiçoamento de Oficiais e Curso Superior de Polícia, fomos também estimulados a buscar outras literaturas, principalmente em matérias relacionadas à Estratégia e Ciência Política novamente.
    Sei que as forças armadas tem conteúdos ainda mais profundos sobre estas áreas do conhecimento. Afinal seus oficiais atuarão mais nesta seara.
    Lembro a todos também que existe uma instituição chamada Escola Superior de Guerra. Procurem na Internet. Há artigos bem valiosos ali disponíveis pra quem quer conhecer outros prismas de visão.
    Por fim, não esqueçam que as instituições militares tem um contingente grande de oficiais da ativa e da reserva, e estes integram um “corpo”, onde é óbvio, seguirão rumos sistêmicos de acordo com suas aptidões ou destinos, incluisve no campo intelectual.
    E para concluir: a primeira vez que ouvi a frase “todo militar é burro!” foi em uma aula de história e da parte de um professor esquerdista.

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