Terça Livre > Artigos > Notícias > Afinal, não teremos debate entre liberais e conservadores?

Existe uma massa popular enorme e impossível de ser adjetivada que apoia Jair Messias Bolsonaro. E, claro, esta massa, desconhecida do próprio Jair, usa o que tem à mão para criticar quem quer que se oponha a esta ou aquela proposta do deputado. Algumas vezes é eficaz e justa, outras vezes é puramente mimética.

Os discordantes parciais ou absolutos são literalmente metralhados de mensagens e até ofensas, justas e injustas, e passam a analisar o fenômeno Bolsonaro usando como base de seus argumentos a reação desta massa popular no melhor dos quadros, pois alguns são apenas cínicos e abjetos.

Com o intuito de debater nos casos injustos, os opositores respondem à massa querendo denegrir Bolsonaro. Isso os torna pior que as reações injustas que receberam, pois nivelam o debate que deveria ser honesto e acadêmico em uma rinha, sem salientar a diferença entre liberais e conservadores num tom adulto.

Resumo do circo: os críticos de Bolsonaro usarão do mesmo modus operandi da esquerda para assassinar refutações em vez de colocar em pauta o que realmente importa. O diálogo intelectual ficará cada vez mais impossível e quem sai ganhando com isso é a esquerda, que internamente, por mais impossível que pareça, debate entre Trotsky e Lênin, passando por Gramsci e Marcuse até que ganhem a hegemonia cultural e o estamento burocrático. Só então eles começam a matar uns aos outros, como bem mostra a história.

Se Carlos Andreazza, Claudio Tognolli e outros querem discordar de Bolsonaro, melhor que façam isso em alto nível, pois se optarem por baixo nível, o povão está em maior número e eles não conseguirão expor o que pensam, mas só o que sentem.

Bolsonaro tornou-se um ícone para o povo mais sofrido e cansado de ser trouxa do PSDB, PT e PMDB. E esta responsabilidade, por mais pesada que seja, será bem gerida, pois ele não é um personagem e se errar encontrará meios para ajustar-se e continuar na via da prudência. Bolsonaro nunca iludiu-se e sabe que a responsabilidade é grande.

Afinal, se Lula e Dilma já foram presidentes e o Brasil ainda existe, por que raios deixaria de existir tendo como presidente um homem que não fará acordos com as FARC, Foro de São Paulo, Soros, Diálogo Inter-Americano, Cuba, Coréia do Norte? Pelo contrário, quer aproximar o Brasil de Macri, Trump e Netanyahu.

Elevem o debate, senhores!

Afinal, não teremos debate entre liberais e conservadores?
Fico no aguardo.

Por Allan Dos Santos

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