BrasilLuis Vilar

Agradeçamos a Bernardo Küster por dizer que a grama é verde! Mais que isto, o apoiemos! 

O pensador G.K Chesterton dizia, dentre várias de suas declarações recheadas de humor, leveza e verdades, que chegará o dia em que teremos de dizer que a “grama é verde”. Há muito que esse dia chegou. E é uma verdade incontestável afirmar que absolutamente nenhuma ideologia secular pode se confundir com o Cristianismo.

Mas, se Chesterton afirmou que um dia teríamos que dizer que a grama é verde, eu ouso complementar: agora é necessário defender que ela não é alimento.

O que fazem os “teólogos” (e aqui merecem aspas gigantescas) da Libertação dentro da Igreja Católica, com suas ramificações, guerras de narrativas, e subversão dos ensinamentos cristãos, colocando-os a serviço do marxismo é algo espúrio. Torna-se ainda mais repudiável quando praticados pelos padres que fazem questão de bordar (metaforicamente, ao menos por enquanto) o martelo e a foice em suas batinas.

Com o espaço perdido pelas esquerdas diante do que o PT fez no país, associando um estamento burocrático previamente existente (como explana Raimundo Faoro em Os Donos do Poder) ao gramiscismo mais vulgar por parte dos “intelectuais orgânicos” (no sentido de Gramsci: a classe falante e não os intelectuais de verdade), essa turma tem repensado suas estratégias. É o mais do mesmo com outra roupagem.

Vozes como as de Leonardo Boff, Frei Betto e outros ecoam em pequenos grupos, retraçando estratégias, como se joga uma pedra no espelho d`água. A partir dali, nas extremidades das circunferências, vai se espalhando a semente da ideologia secular do comunismo, socialismo e da mentalidade revolucionária de uma forma geral.

Por isso precisamos sim falar das CEBs.

Bernardo Küster foi à fonte. Um verdadeiro exercício de jornalismo no qual expôs as fontes primárias e confrontou, usando do humor, porém tratando de um assunto extremamente sério, estas com a doutrina da Igreja Católica. Ele expôs cenas deploráveis para os verdadeiros católicos, como a profanação da Hóstia, introdução de elementos estranhos e contrários ao rito religioso, além dos discursos inflamados pró-PT e pró-esquerdas sendo feitos em cerimônias religiosas ou encontros de “fiéis”.

Küster se apoia no que é a Igreja Católica. Na tradição, no magistério e na própria Palavra Sagrada. Vale lembrar, do Papa Pio XI, que logo no início de sua Carta Encíclica, destaca: “Vós, sem dúvida, Veneráveis Irmãos, já percebestes de que perigo ameaçador falamos: é do comunismo, denominado bolchevista e ateu, que se propõe como fim peculiar revolucionar radicalmente a ordem social e subverter os próprios fundamentos da civilização cristã”. É a aconselhável a todo católico que leia este documento na íntegra. Pode ser encontrado aqui: https://w2.vatican.va/content/pius-xi/pt/encyclicals/documents/hf_p-xi_enc_19370319_divini-redemptoris.html.

O catolicismo é avesso a toda e qualquer ideologia secular e mentalidade revolucionária, basta pesquisa em fontes sérias – e não nas milhares deturpações ao longo do tempo – as posições diante do nazismo e do fascismo. Basta observar na História o quanto tais ideologias e a mentalidade aqui citada perseguiu o cristianismo por seus valores e pelo que representa em termos de transcendência. Em particular, a perseguição à Igreja com mentiras, calúnias, estratégias de difamação etc.

Há um inimigo que atua de fora para dentro e outro de dentro para fora. Küster denuncia muito bem este segundo. De maneira irrefutável. Por esta razão incomodou e vem sendo atacado por covardes que sequer possuem a coragem de citar seu nome na tentativa de desacreditá-lo. Mas, ao se deparar com estes, vale observar o conselho de Groucho Marx: você vai acreditar neles ou nos seus próprios olhos.

A Igreja Católica, para os fiéis, é lugar de se buscar santidade. Não de fazer propaganda político-partidária-ideológica, ainda mais em defesa de uma legenda que anda de mãos dadas com agendas como a defesa do aborto, a ideologia de gênero etc. Há quem diga que Bernardo foi incompreendido. Não! Quem pensa em empurrar ideologias na goela dos católicos compreendeu muito bem Bernardo. Agora, por óbvio, como sempre ocorreu na História, essa gente subverte, se vitimiza, acusa os outros do que são, para depois pagarem de os tolerantes e detentores de um monopólio de virtudes.

Bernardo Küster merece o apoio dos católicos. Devemos sim compartilhar seus vídeos e nos posicionarmos; ainda mais em um ano onde se cobra o protagonismo dos leigos. Ninguém é obrigado a ser católico, mas sendo é dever do católico defender e amar a Igreja. O que Küster faz é um ato de amor ao ponto de encaminhar oração à Nossa Senhora de Fátima por aqueles que o atacam, pedindo para que Deus ilumine a cabeça dos sacerdotes.

Küster é um nome presente em minhas orações. Peço aos cristãos que também o coloque em suas orações. Como crente em Deus, sei que determinadas batalhas não se dão apenas nesse plano, mas há uma guerra espiritual em jogo. Não conheço Bernardo pessoalmente, mas ele tem o meu apoio, ainda que o alcance de tudo o que eu digo seja bem menor do que as visualizações que ele atingiu com seus vídeos.

Fora isso, este jovem – que deve ter seus 30 anos de idade – é um exemplo de dedicação ao estudo para o fortalecimento de sua fé, demonstrando profundo conhecimento de Filosofia, Teologia e História.

Como jornalista, orgulho-me do trabalho jornalístico desenvolvido por Bernardo. São vídeos que me inspiram tanto do ponto de vista do conteúdo quanto do formato. Que Deus o abençoe, caro Bernardo. No mais, só tenho a agradecer por seu trabalho!

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