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Após causar confusão no Judiciário, PT parte para a guerra de narrativas contra “inimigos” inventados

O Partido dos Trabalhadores (PT) não dá ponto sem nó na busca por construir narrativas que possam ser usadas pela militância na defesa de seus objetivos. Assim foi quando – por meio de uma manobra planejada – tentaram libertar o presidente condenado Luiz Inácio Lula da Silva, o Lula (PT), no domingo, dia 08.

Como já disse o próprio deputado federal Paulo Pimenta (PT/RS), em entrevista à imprensa, ele sabia – antes e entrar com o pedido de habeas corpus favorável a Lula – que o desembargador plantonista era Rogério Favreto, que foi filiado no PT por anos e exerceu cargos em governos petistas. Favreto fez o esperado pela turma vermelha: mandou soltar Lula.

Porém, a reação do Judiciário foi rápida. O juiz federal Sérgio Moro se pronunciou; ao final da tarde de domingo, 08, já havia decisão do presidente do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), Carlos Eduardo Thompson Flores cassando o habeas corpus de Lula.

O ex-presidente condenado a 12 anos e um mês por corrupção e lavagem de dinheiro segue preso.

Mas o PT pretende de instalar o “caos” e tirar proveito. Agora, são as narrativas que entram em cena.

A primeira delas: o partido trabalha para passar a imagem de que a celeridade da Justiça se deu para perseguir Luiz Inácio Lula da Silva, o Lula (PT), e assim alimentar a imagem de um suposto preso político, como se Lula não tivesse sido condenado em um processo com amplo direito à defesa e cheio de elementos probatórios, como foi o do caso do Triplex.

Dentro dessa narrativa, o PT escolhe seus alvos. A novidade é que além do Judiciário de forma geral, e Moro de maneira específica, um novo “inimigo” entra na mira do PT: o ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann.

Sem qualquer fundamento, a não ser um depoimento da deputada federal petista Maria do Rosário, o Partido dos Trabalhadores acusa Jungmann de ter ordenado a Polícia Federal que não cumprisse o habeas corpus.

Estamos diante de mais uma versão fantasiosa dos petistas. Paulo Pimenta chega a dizer que houve a mobilização de um “esquema” para que Lula não fosse libertado.

O ministro já se pronunciou sobre o caso e disse que a PF cumpriu a lei em um momento muito delicado, já quebrava diante de um conflito de competências. PT pretende mobilizar o Congresso e o Senado para emplacar sua narrativa.

A confusão jurídica promovida pelo PT deve servir de mais elemento para tentar atiçar protestos e mobilizações nas ruas do país. Um ato já está marcado para o dia 18, na cidade de Curitiba (PR).

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