“Ataque em Campinas não mudará disposição em liberar armas”, afirma Onyx Lorenzoni



O ministro extraordinário da Transição, Onyx Lorenzoni, afirmou na terça-feira, 11, que o atentado que terminou com cinco pessoas mortas na Catedral Metropolitana de Campinas (SP) não vai mudar a disposição do governo em flexibilizar a posse de armas de fogo no país. “São coisas completamente diferentes”, disse.

O assassino que invadiu a igreja portava duas armas, uma delas aparece com a numeração claramente raspada na foto, ou seja, de origem ilegal. Ignorando o fato, grande parte da mídia politizou a tragédia para levantar a discussão sobre a liberação da posse de armas de fogo.

Pistola com numeração raspada nas mãos do criminoso, que cometeu suicídio após o atentado.

Lorenzoni lembrou que os governos do PT, aliados ao MDB, desrespeitaram a vontade da população, que votou contra o Estatuto do desarmamento no referendo de 2005.

“O presidente Jair Bolsonaro pretende respeitar a vontade expressa pela maioria da população naquele momento, o direito à legítima defesa. Vamos respeitar isso dentro da lei”, disse.

POLICIAIS MILITARES (ARMADOS) EVITARAM QUE A TRAGÉDIA FOSSE AINDA MAIOR

Armados, policiais evitaram que criminoso fizesse mais vítimas.

O criminoso, identificado como Euler Fernando Gandolpho, 49, ainda tinha 22 balas quando foi neutralizado pela polícia. Elson de Souza Cruz, 3° sargento da PM e o soldado Lucas Felipe Amaral, foram os primeiros a chegar ao local, os policiais militares estavam na praça em frente à Catedral de Campinas.

“Passa todo um filme [na cabeça] na situação. E a gente começa a lembrar das técnicas que a polícia te passa para manter a calma essas horas, e evitar o máximo possível o mal maior”, conta o sargento De Souza. O mal maior seria a morte de outras pessoas, já que o assassino ainda tinha as 22 balas.

Informações: Jornal do Brasil, Terra

Sobre o Colunista

Fernanda Salles

Fernanda Salles

Jornalista/Repórter

6 Comentários

Clique aqui para comentar

  • É a famosa inversão incansavelmente repetida por Olavo de Carvalho: Bandidos, que não deveriam ter armas, tem; se pelo menos 1 pessoa estivesse armada naquele momento, talvez 4 vidas inocentes teriam sido salvas. Ou seja, fazer cumprir a lei, ninguém faz, mas condenar a única solução viável, todos condenam.

  • O erro do governo Bolsonaro será aceitar que essa leva de investigações mal resolvidas (nos últimos anos) continuem sem solução. Tem muita coisa interessante sendo acobertada nelas. Escândalo BNDES não é filho único.

  • Leonardo, por muito tempo só pegaram algumas pessoas do baixo escalão de toda uma máfia que começa nos antigos presidentes até o batedor de carteira. O BNDS financiava tudo isso, então, ele não é filho único; ele é onde se escondem os poderosos. Portanto tem que direcionar primeiramente o BNDS.

  • Precisamos URGENTEMENTE de posse e certamente também precisamos do porte, pois o direito individual de defesa é, e tem de ser considerado pelo Estado FUNDAMENTAL, não devemos delegar a segurança individual à ninguém, salvo a incapacidade de mante-a o governo pode ajudar, mas não dependermos totalmente dele. Absurdo, caso houvessem cidadãos de bens na igreja armados, teriam parado o agressor muito antes da tragédia que ocorreu pela falta de capacidade de defesa dos presentes.

  • Importante destacar o evento do ataque na Igreja Católica de Campinas em semelhança à um episódio da 3a. temporada da série da Marvel, Demolidor. Um criminoso entra na Igreja durante a missa e executa o padre. Qualquer semelhança entre realidade e ficção não é mera coincidência.

Blog Authors

Guilherme Galvão VillaniGuilherme Galvão Villani

Mariliense. Gosto pela Administração, Contabilidade e Finanças. Atu...

Juliana GurgelJuliana Gurgel

Católica, produtora, doutora em artes da cena, professora e aikidoista.

Paulo FernandoPaulo Fernando

Advogado, professor de Direito Constitucional e Eleitoral para concu...

Polibio BragaPolibio Braga

Políbio Braga é um jornalista e escritor brasileiro. Nascido em S...