Atenção voltada ao STF: Ministros julgarão homeschooling essa semana  



Na quinta-feira, 30, o Supremo Tribunal Federal (STF), deve se debruçar sobre a questão do homeschooling ou educação domiciliar no Brasil. Os ministros enfrentarão a questão diante do caso da professora Paula Martins, 37 anos, que educa os filhos em casa, sem mandá-los a uma escola. O Conselho Nacional de Educação se posiciona contra a prática.

O STF vai definir se pais e mães possuem o direito ou não de educarem seus filhos em casa. Caso a Corte entenda que não, o homeschooling não poderá ocorrer no Brasil. A professora Paula e o marido afirmam que pretendem seguir a lei independente do resultado da decisão, mas argumentam a evolução no aprendizado dos filhos desde que adotaram o homeschooling.

Paula e o marido são professores e participaram de grupos de discussão sobre a educação doméstica. Há estipulação de regras e uma rotina de aprendizado.

Contra eles, estão a Advocacia Geral da União, que representa o Ministério da Educação e o Conselho Nacional de Educação. Ou seja: o Estado. O Estado argumenta que a prática é inconstitucional e que a escola dá ao estudante posições diferentes das que são apresentadas pela família. Na argumentação da AGU, a escola é posta muito mais como um educador moral que necessariamente focada nos conhecimentos técnicos, como Português, Matemática, Ciências etc.

No homeschooling, entretanto, não há o aprisionamento da criança, já que existem atividades de convivência. Os pais precisam se responsabilizar pela convivência social. De acordo com a Associação Nacional de Educação Familiar, mais de sete mil famílias adotam esse modelo. A Associação torce para que o STF regularize a prática.

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Redação TL

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4 Comentários

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  • Precisamos adotar esta proposta no Brasil, a questão da doutrinação realizada pelos professores na escola deve ser reduzida ou então eliminada! Vamos lutar e orar para que algo como esta proposta seja mandada para frente!

  • Que argumento falso do Estado. Educação Moral! Kkkkkkkkkkkk
    Feliz os pais que podem ensinar seus filhos.

  • O Estado sempre contra o povo.
    Querendo tirar dos pais, antes de um direito, o dever de educar plenamente seus filhos.

  • Parece surreal. O Estado quer privar os pais do direito de educar e ensinar os PRÓPRIOS filhos. Aliás, privar a criança de ser educada pelos pais, seus genitores, aqueles que mais os amam, que dariam a vida por ela. O Estado se acha mais preparado e interessado na criança do que os pais. Estado, meu filho pra você é um número, pra mim é tudo!

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