Aversão ao PT faz investidores fugirem rumo ao Dólar americano



Em 2002 havia grande receio de uma possível vitória do petista Lula, em 2018 o que existe é a certeza que o PT representa o caos venezuelano para o Brasil.

Por Guilherme G. Villani

Em 6 de Junho deste ano durante um evento do Banco BTG Pactual, o gestor do megafundo SPX Rogério Xavier fez uma apocalíptica previsão.

Xavier disse que a situação do Brasil é caótica e o mercado estava ferrado. O PIB deveria crescer apenas 0,8% neste ano e o dólar poderia chegar até R$5,30. O governo financiou terroristas (se referindo à Tabela do Frete mínimo) e que qualquer candidato indicado pelo Lula sairia com uma grande vantagem.

Dias depois o mesmo Xavier viria a dizer que “Confundiram um exercício com uma profecia”. Será?

No último dia 17 o levantamento XP/Ipespe mostrou o crescimento da candidatura de Fernando Haddad no cenário “apoiado por Lula”. Os 15% de Haddad o credencia a disputar o 2º turno com o líder das pesquisas Jair Bolsonaro.

Desde então, a fuga para o dólar americano vem se intensificando assim como o desinvestimento em ativos reais na bolsa de valores brasileira.

O Agronegócio, o setor mais competitivo do Brasil, acusou o golpe socialista de Michel Temer. Voltamos no tempo.

As entregas de fertilizantes simplesmente pararam. O transporte de fertilizantes era a “carga de retorno” dos caminhões que se dirigem aos portos com grãos.

Em um efeito dominó, a paralisação da carga de retorno paralisou o transporte da carga de origem. Os grãos não saem dos armazéns.  A Anec (Associação Nacional de Exportadores de Cereais) reduziu a estimativa de exportação de milho para 20 milhões de toneladas, ante 32 milhões projetados anteriormente. Uma perda de US$ 1,8 bilhão. Esta situação se estende a todos os produtos agrícolas.

Apesar de haver outros dados positivos como o crescimento das vendas no varejo e expansão de empregos formais no mês de julho, nada garante que isto não passa de um repique das significativas quedas ocorridas no mês de maio por conta da greve dos caminhoneiros.

Para completar o quadro de volatilidade que o país passará nos próximos meses, os institutos de pesquisa e a mídia mainstream insistem em dar holofotes para o presidiário Lula colocando sua impossível candidatura como uma das hipóteses.

Não bastasse, ainda estimulam a vinculação de Lula a Haddad nas pesquisas eleitorais, jornais e televisão.

São poucas as vozes no jornalismo brasileiro que não dão coro às duvidosas pesquisas eleitorais. Augusto Nunes da Jovem Pan relatou uma experiência de 1982 quando o Instituto Gallup errou por 20 pontos percentuais durante meses e mesmo na boca de urna em uma pesquisa para governador Santa Catarina. (link do vídeo)

Não precisamos ir tão longe para notar o quão duvidáveis são as pesquisas eleitorais no Brasil. Em 2014, o IBOPE e DATAFOLHA apontavam Aécio Neves com cerca de 22% das intenções de voto durante toda a eleição. Aécio passou para o 2º turno com 34%.

Em 2016,  nas últimas duas pesquisas antes do pleito, o Datafolha apontava a queda de Flavio Bolsonaro para 8% das intenções nas eleições municipais do Rio de Janeiro, o candidato obteve 14% dos votos. Quase o dobro.

Talvez a única boa notícia desta situação desastrosa que se configura é que o PT passará a ser a vidraça dos pretendentes ao 2º turno. Os votos de Jair Bolsonaro estão cristalizados. A declaração de votos espontâneos vem apresentando crescimento, assim como o apoio popular em suas viagens pelo Brasil.

Mantida a resiliência de Jair Bolsonaro, a disputa será para disputar o pleito no segundo round com o capitão da reserva. E o alvo dos pretendentes terá que ser o PT.

FONTE: http://www.arenadopavini.com.br/acoes-na-arena/spx-dolar-esta-barato-e-pode-bater-r-530-selic-deve-subir-em-breve-e-juro-americano-vai-a-6

https://revistagloborural.globo.com/Noticias/Agricultura/noticia/2018/06/frete-minimo-congelou-entregas-de-fertilizantes-diz-anda.html

http://investimentosenoticias.com.br/noticias/economia/emprego-formal-no-brasil-apresenta-expansao-em-julho

https://www1.folha.uol.com.br/poder/eleicoes-2016/2016/10/1819479-mesmo-com-4-lugar-na-disputa-pela-prefeitura-do-rio-familia-bolsonaro-diz-que-sai-fortalecida.shtml

Sobre o Colunista

Guilherme Galvão Villani

Guilherme Galvão Villani

Mariliense. Gosto pela Administração, Contabilidade e Finanças. Atua em Mercados de Capitais. Agente Autônomo de Investimentos.

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  • Ótima análise, já é sábia e notória que as pesquisas no Brasil não são inteiramente confiáveis, juntos rumo ao segundo turno, por um Brasil melhor!

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