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Barroso blinda ofensa de Jorge Oliveira contra o jornalista Allan do Santos

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O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), na última sexta-feira (11/9), decidiu blindar a ofensa de Jorge Oliveira, ex-assessor de gabinete de Bolsonaro, contra o jornalista Allan do Santos.

Como noticiado na semana passada, o jornalista ingressou com uma interpelação judicial contra as declarações do ministro Jorge Oliveira dadas ao jornal Valor, do Grupo Globo.

Ao jornal, Jorge afirmou que, em alguma medida, os apoiadores eram sim o PSOL do presidente, comparando o jornalista Allan dos Santos à “esquerda” do PSOL, respondendo positivamente à pergunta do repórter do Valor se Allan dos Santos seria um “PSOL da direita”.

Em resposta à fala de Jorge, Allan dos Santos disse que comparar dois indivíduos distintos e independentes com um partido político fundado por um terrorista e tendo um ex-candidato à presidência da república que fugia da justiça desde 2013 para evitar condenação por dano contra o patrimônio público é, na melhor das hipóteses possíveis, atestado de “estupidez”, “canalhice e cafajestismo” no mais alto grau.

Ainda segundo o jornalista, a analogia imprópria que parece ter sido feita pelo advogado Jorge Oliveira é também desproporcional e, a fim de entender as ofensas proferidas pelo conselheiro, Allan também faz uma série de questionamentos acerca das afirmações de Jorge.

“Ele acha que eu já matei ou tenho desejo de matar pessoas ateando fogo nelas, especialmente crianças, mas tudo em nome do patriotismo, não do socialismo. Ele acha que depredei patrimônio público ou estou fugindo da justiça, em nome do patriotismo. Ele é incapaz de compreender a estupidez da pergunta do jornal Valor e responde sem saber distinguir os três elementos (PSOL, Sara e eu) utilizados no silogismo falacioso, o que o tornaria a pessoa mais incompetente para o cargo da Secretaria-Geral da Presidência da República do maior país da América Latina”, disse Allan dos Santos.

A interpelação foi distribuída para a relatoria do ministro Luis Roberto Barroso, que proferiu decisão rejeitando liminarmente a medida.

Para Barroso, Jorge Oliveira não pretendeu equiparar o jornalista Allan dos Santos aos criminosos históricos do PSOL ao concordar com a adjetivação “PSOL de direita” para o fundador do Terça Livre proposta na entrevista.

Leia aqui, na íntegra, a decisão de Barroso.

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