Bispo dos EUA acusado de assédio sexual é proibido de participar de liturgias públicas

O ex-bispo americano, Michael Bransfield, celebrando missa em abril de 2010 para familiares das vítimas de uma explosão em Montcoal, Virginia (AFP Brasil)


O Vaticano proibiu o bispo americano Michael Bransfield de participar de liturgias públicas.

O Monsenhor Bransfield, que renunciou em 2018 após acusações de assédio sexual,  já não poderá mais residir em sua antiga diocese, nem participar de celebrações ou liturgias públicas, em qualquer lugar que esteja.

Também deverá se desculpar publicamente pelo mal que causou, explica o Vatican News, que cita também um comunicado da Nunciatura Apostólica dos Estados Unidos.

Com esta sanção contra o ex-bispo de Wheeling-Charleston (nordeste), “o papa Francisco continua com sua linha de firmeza com o episcopado americano”, agregou o portal do Vaticano.

Será o futuro bispo desta diocese de Virgina Ocidental “quem deverá decidir concretamente os tipos de ações que poderá realizar seu antecessor para reparar suas faltas, em coordenação com a Santa Sé”, afirma.

Normas mais rígidas

Em maio, o chefe da Igreja, em decreto, tornou mais rígidas as normas que obrigam os padres e religiosos a denunciar qualquer suspeita de agressão sexual ou assédio, bem como todo o encobrimento de tais atos pela hierarquia católica.

Todas as dioceses do mundo devem implementar dentro de um ano um sistema acessível ao público para apresentar relatórios sobre as denúncias de potenciais casos de abusos sexuais, que serão examinados em um prazo de 90 dias.

Essas decisões foram tomadas em um “motu proprio”, ou seja, uma carta emitida diretamente pelo papa, que modifica a legislação interna da Igreja (o direito canônico).

O decreto condena toda violência sexual, dando ênfase aos crimes cometidos contra crianças e pessoas vulneráveis. Inclui os casos de violência contra religiosas por seus superiores, ou assédio de seminaristas e noviças. Ele ressalta ainda que é proibido produzir, exibir, armazenar e distribuir “material de pornografia infantil”.

Sobre o Colunista

Bruna de Pieri

Bruna de Pieri

Jornalista e católica.

1 Comentário

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  • Infelizmente, mesmo achando que estão sob a proteção divina que “muitos” acreditam que as igrejas oferecem, ainda existem casos dessa natureza.

    O ruim é que afasta os fiéis que não se sentem representados.

    Só nos resta pedir punição severa aos culpados, para inibir outros que compartilhem da mesma ideia.

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