Ricardo Rovervan

Bolsonaro intimida Diálogo Interamericano

Uma publicação programada para terça feira (27/02) do site do Diálogo Interamericano trará exposto o medo que a esquerda deste lado do globo tem de Bolsonaro. O título será: “Brazil’s Election and Latin America’s Volatile Politics” (Eleições Brasileiras e as Políticas Voláteis da América Latina).

A matéria no site evidencia a preocupação da esquerda internacional com o nome do deputado Bolsonaro e o prevê como principal rival de Lula para a disputa presidencial. Sobre o capitão Jair Messias, o texto diz: “defensor da ditadura militar” e a respeito do Luis Inácio, condenado pela Lava Jato, afirma ser o preferido do eleitorado e o candidato da liderança, mas que pode ser desqualificado pelos processos por corrupção.

O texto do site anuncia um evento que será realizado pela revista “Americas Quarterly” e enumera 4 questões que serão os temas do evento:

  • Quais fatores, além de amplo descontentamento e desconfiança do establishment, provavelmente moldarão os contornos da eleição?
  • Quais serão as implicações potenciais para o resto da América Latina?
  • Como o Brasil se compara às eleições no México, Colômbia e outros países?
  • Será que 2018 será lembrado como um ponto de virada na história política latino-americana?

Para abordar as questões, os nomes serão:

  • Brian Winter, editor chefe da Americas Quarterly
  • Monica de Bolle, Senior Fellow do Peterson Institute for International Economics
  • Roberto Simon, especialista em América Latina do FTI Consulting

O evento será mediado por Michael Shifter, atual presidente do Diálogo Interamericano e que foi diretor da Fundação Ford.

Confira a matéria neste link.

O Diálogo Interamericano é conhecido como uma ONG de lobby político sustentada por fundações, indivíduos e governos através de colaborações espontâneas. Na prática é o centro elegante da esquerda que nasceu do Partido Democrata nos EUA, é o centro estratégico onde reúnem-se os líderes regionais e outras figuras influentes para organizar as agendas de programas socialistas como legalização da maconha, imigração e demais.

Sobre a origem da organização e os membros brasileiros já escrevi em um artigo anterior e sugiro a leitura para maiores esclarecimentos.

A novidade aqui é a revista “Américas Quarterly” que em seu site apresenta-se como a “principal publicação de política, negócios e cultura nas Américas” e deixa claro se tratar de uma formadora de opinião das cabeças da esquerda, comunicando uma “agenda” pré-determinada às lideranças. Ao especificar o público leitor, utiliza as palavras (traduzidas) “CEOs, altos funcionários do governo e líderes de pensamento“.

Americas Quarterly (AQ) is the leading publication dedicated to politics, business, and culture in the Americas. Borrowing elements from The EconomistForeign Affairs, and National Geographic—but with a focus on Latin America—AQ has an influential, agenda-setting audience and a print circulation of 15,000. Readers include CEOs, senior government officials, and thought leaders, as well as a general-interest audience passionate about the Americas. Launched in 2007 and based in New York City, AQ is an independent publication of Americas Society/Council of the Americas, which for more than 50 years have been dedicated to dialogue in our hemisphere.”

Confira a informação neste link.

Brian WinterBrian Winter é co-autor do livro “O Improvável Presidente do Brasil“, junto com Fernando Henrique Cardoso. Indubitavelmente anti-Bolsonaro, já publicou quatro artigos na revista em que é editor chefe, nos quais demoniza o capitão, acusando-o de homofobia e apoio à tortura.

 

 

 

Monica de BolleMonica de Bolle é autora do livro “Como matar a borboleta-azul: uma crônica da era Dilma“, uma crítica feroz avessa ao mandato Dilma, mas também anti-Bolsonaro. Em um artigo escrito em seu site denominado “Bolsonomia” iguala o capitão a ex-presidente Dilma, o critica em texto no site Poder 360, em seu twitter já o chamou de deselegante.

 

 

 

monica de bolle

roberto simonRoberto Simon, embora seja um crítico do regime venezuelano, também é contra o capitão Bolsonaro. Um tuíte por Simon postado já viralizou em sites de esquerda como Diário do Centro do Mundo.

roberto simon

Em outras palavras, está nítido que será um evento anti-Bolsonaro por todas as perspectivas: do moderador aos 3 participantes, passando pelas instituições envolvidas.

Para Bolsonaro alcançado este nível de preocupação, tanto da esquerda mais ortodoxa pelo Foro de São Paulo, quanto pela fabiana do Diálogo Interamericano, é porque o destino do Brasil é de suma importância para a estratégia de toda a América Latina.

Fonte: Blog do Ricardo Rovervan

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Um Comentário

  1. Eu acredito antes de tudo que a democracia é o direito de todos poderem se expressar sem serem coagidos ou mesmo intimidados de qualquer maneira existente ou a existir. Se o que chamam de “ditadura militar no Brasil” fosse verdade teria havido um genocídio igual ao do Chile de Pinochet, ou de Cuba com Fidel Castro, ou da China com Mao Tse Tung, ou de Mussolini na Itália, ou de Adolf Hitler na Alemanha ou de Maduro na Venezuela… As pessoas no Brasil tinham festivais, direito de ir e vir, não eram proibidas de deixar o país, tínhamos músicos estrangeiros e brasileiros em todo o Brasil executando suas músicas a multidões, chegávamos em casa com o sol amanhecendo, tínhamos saúde, educação, transporte, meio-ambiente e segurança. Os meios públicos funcionavam melhor do que hoje, e o nosso suado dinheiro do BNDES não ia para países comunistas para nos criar dívidas. Quase todas as dívidas criadas no período do governo militar sob a gestão destes nos geraram em contrapartida benefícios até hoje compartilhados pela população, ou seja, nos deixaram um legado de hidrelétricas, escolas, universidades, estradas, hospitais, telecomunicações e toda uma infraestrutura de tamanho continental. Se não fosse pelos militares o Brasil teria virado um Venezuela de fome de hoje e uma desgraceira de Cuba há muito tempo! Abençoados sejam todos os militares que lutaram pelo Brasil para que não fossemos comunizados. Graças aos subversivos daquela época criou-se todas as facções de pilantras e vagabundos existentes hoje no Brasil de norte a sul e leste a oeste. Estes indivíduos subversivos malditos nos causaram e causam um prejuízo dos infernos até os dias de hoje com essa porcaria de DH (direitos humanos) que só defendem e amparam bandidos da pior espécie ao invés de amparar as vítimas trabalhadoras e pessoas de boa índole que são vítimas desses facínoras que a mídia tanto gosta de acolher. Essa é a única grande verdade que vivemos hoje em dia! É lamentável que ser de esquerda, apoiar o comunismo/socialismo/tráfico de drogas/bandidagem e tudo o que mais destrua o país seja uma qualidade e não uma desgraça para os “Comunistas de iPhone” e a mídia “não séria” em geral!!!
    Não existem partidos de direita. Só de esquerda ou centro-esquerda. Nenhuma política advinda destes que estão aí presta em 50%. Aguardamos ansiosamente alguém sério, honesto e trabalhador para nos representar junto ao Congresso Nacional.

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