Bolsonaro na Veja: uma rápida nota

Por Filipe G. Martins | Mídia Sem Máscara

Ana Clara Costa, a jornalista que assina a peça de propaganda contra o deputado Jair Bolsonaro para a Veja desta semana, é uma daquelas figuras típicas do jornalismo tucano: formada na Wharton Business School, ela não é ignorante o suficiente para acreditar em economia marxista ou keynesiana, mas subscreve toda a agenda cultural da esquerda, venera o lumpemproletariado (o povo oficial, formado pelas “minorias”) e sente nojo do povo real, que se preocupa com segurança pública, está farto da roubalheira da classe política e repudia a corrosão dos valores tradicionais simbolizada em exposições como a do MAM e do Queermuseu.

Não surpreende, portanto, que ela tenha se colocado a serviço de figuras como o governador Geraldo Alckmin e o prefeito João Dória (a quem ela parece ser mais simpática nas redes sociais) e esteja trabalhando, ativamente, contra o candidato que dará mais trabalho aos dois.

Não há nenhuma grande novidade em nada disso, mas a capa da revista é um tanto curiosa. Apostando em uma chamada em letras vermelhas e com um subtítulo repleto de adjetivos — insultuoso, extremista e outras platitudes do tipo –, a Veja tenta alertar seus leitores (em número cada vez menor) de que o deputado federal representa uma grande ameaça. No interior da revista, o conteúdo da matéria segue a mesma linha, com o agravante de dizer algumas bobagens sobre o professor Olavo de Carvalho, mas o que mais chama a atenção é mesmo a capa, que em um certo sentido, mais profundo do que a turminha do André Petry poderia imaginar, acerta o alvo.

O deputado Jair Bolsonaro representa mesmo uma ameaça. Ele ameaça os arranjos do establishment brasileiro, de que fazem parte a Veja e o tucanato em geral; a hegemonia da tríade PT-PMDB-PSDB e a sobrevivência de seus esquemas de corrupção; a instrumentalização das instituições de ensino para a formação de idiotas úteis como os que assinam a edição da revista; e a cultura do banditismo que, todos os anos, vitima centenas de milhares de brasileiros. O deputado ameaça, ainda, todos aqueles que abominam a idéia de serem governados por alguém que pensa, fala e age como a maior parte do povo brasileiro e que, no mínimo, atrapalha um bocado os mais diversos esquemas de poder conduzidos por grupelhos iluminados que desejam ditar os rumos do país.

 

P.S.: Para o tal do especial sobre a Revolução Russa, os jornalistas da Veja produziram matérias que, comparam Lênin ao presidente Donald Trump e, dentre outras coisas, tecem loas às supostas conquistas que as mulheres obtiveram com o regime comunista.

P.S. 2: O efeito da matéria certamente será o oposto do esperado. A um ano da eleição, como nos mostrou o Trump, “all media is good media”.

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  • I’m a travelling man

    Dá pra acreditar nesse lixo aí defecado pela jornelera Ana Clara Costa publivomitado na Veja?
    Quando fizeram o favor de libertar a Hasselman, mulher boa, daquele esterco de publicação estapafúrdia, logo se soube que a coisa esquerdou e azedou. Houveram boatos de que a chefia havia mudado para esquerdalhas da pior laia, mas não se via redações muito porcas, ainda. Era “confusa”, soft, no estilo GloboNews – “fake isentinho”. Agora resta comprovado. Veja é oficialmente veículo comuno-marxista-peidolista (refiro-me às suas teorias e pensamentos com valor e peso de peido).
    #BOLSONARO2018 está em primeiro, segundo, terceiro, até o décimo vigésimo lugar. Só daí aparece o socialista fabiano Dória e SÓ ENTÃO o presidiário Luladrão, que nem cheiro de segundo turno vai ter (exceto as fraudes que se vê por todos os lados jurando comprovar que Bolsonaro não tem um percentual maior que todos os outros presidenciáveis juntos).
    Já vi de tudo nessa vida.