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Bolsonaro nunca pediu informações de inquéritos, diz ex-diretor da PF

 


O ex diretor-geral da Polícia Federal, delegado Maurício Valeixo,  afirmou durante o depoimento prestado nesta segunda-feira (11), que o presidente Jair Bolsonaro nunca pediu informações de inquéritos.

Valeixo disse que em agosto de 2019 passou a acompanhar o ex-ministro Sérgio Moro em audiências semanais com o presidente e que nestas reuniões, tratavam normalmente de “ameaças contra o presidente das redes sociais e outros assuntos relacionados ao Ministério da Justiça”.

O delegado foi provocado durante o interrogatório a explicar o que significava, na visão dele, uma “interferência na Polícia Federal”.

Valeixo respondeu que “a partir do momento em que há uma indicação com interesse sobre uma investigação específica, estaria caracteriza uma interferência política”, mas salientou que isso não ocorreu, em nenhum momento sob seu ponto de vista.

O delegado também reforçou que não lhe foi solicitada nenhuma informação por parte da presidência da república sobre investigações ou inquéritos em tramitação na superintendência do Rio de Janeiro.

Valeixo foi questionado se, dentro da doutrina da Polícia Federal, o Presidente da República pode solicitar relatórios de inteligência da Policia Federal.

Respondeu que eventualmente o presidente pode solicitar tais relatórios quando envolver questões estratégicas, que envolva a tomada de decisões, como, por exemplo, em questões que envolvam questões de repercussão nacional, o que também é feito por outros órgãos, como a PRF, as Forças Armadas e a própria ABIN.

Perguntado: Qual é sua definição de interferência política na Polícia Federal?, respondeu QUE para o depoente a partir do momento em que há uma indicação com interesse sobre uma investigação específica, estaria caracterizada uma interferência política, o que não ocorreu em nenhum momento sobre o ponto de vista do depoente;

QUE em duas oportunidades, uma presencialmente, outra pelo telefone, o Presidente da República teria dito ao depoente que gostaria de nomear ao cargo de Diretor Geral alguém que tivesse maior afinidade, não apresentando nenhum problema com o depoente;

QUE foi esclarecido pelo Presidente que não havia nenhum problema contra a pessoa do depoente;

QUE o depoente registra que o presidente nunca tratou diretamente com ele sobre a troca de superintendentes, nem nunca lhe pediu relatórios de inteligência ou informações sobre investigações ou inquéritos Policiais;

QUE na gestão do depoente, a escolha de superintendentes era tratada em reuniões de diretoria, nas quais os diretores eram consultados;

QUE não havia nenhum critério objetivo pré-estabelecido, no entanto era considerado o histórico de trabalho, funcional, do avaliado;

QUE não havia a necessidade de aprovação por parte do Ministério da Justiça para a escolha de algum superintendente;

QUE nunca foi indicado pelo Dr. MORO qualquer nome para a função de superintendente ;

QUE a única mudança de superintendente mencionada pelo então Ministro MORO se restringia à Superintendência do Rio de Janeiro, o que ocorreu por duas vezes;

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Católica, produtora, doutora em artes da cena, professora e aikidoista.

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