Brasil e Argentina assinam acordo de livre comércio automotivo



Brasil e Argentina assinaram nesta quinta-feira (3), em Montevidéu, o acordo comercial para o setor automotivo. O tratado prevê o livre comércio de bens automotivos, a partir de 1º de julho de 2029, sem quaisquer condicionalidades. Até que se atinja o livre comércio em definitivo, o pacto prevê aumentos graduais, com efeitos imediatos, dos volumes intercambiados sem a cobrança de tarifas.

A negociação foi concluída no dia 6 de setembro, no Rio de Janeiro, pelos Ministros da Economia do Brasil, Paulo Guedes, e da Produção e Trabalho da Argentina, Dante Sica e agora firmado pelos diplomatas dos dois países.

Os acordos anteriores entre Brasil e Argentina para o setor automotivo vinham sendo renovados periodicamente. O novo texto, no entanto, tem validade indeterminada.

Os produtos automotivos correspondem à metade do comércio de bens entre os dois países. Em 2018, as exportações brasileiras desse setor para a Argentina chegaram a US$ 7,5 bilhões.

Em nota conjunta, os Ministérios da Economia e das Relações Exteriores informaram que o acordo traz segurança jurídica e previsibilidade de investimentos para importante parcela da indústria nacional. Segundo as duas pastas, o tratado também facilitará a adequação do setor automotivo à união aduaneira do Mercosul, onde os demais produtos circulam sem tarifas e são exportados para fora do bloco com tarifas externas comuns.

Com informações da Agência Brasil

Sobre o Colunista

Bruna de Pieri

Bruna de Pieri

Jornalista e católica.

3 Comentários

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  • Afinal o conteúdo da noticia é boa ou ruim para o Brasil e brasileiros ?
    Numa primeira análise , caros produzidos na Argentina poderiam ser produzidos no Brasil , com mais empregos , salários e toda aquela geléia habitual.
    Mas nem tudo é tão simples assim.
    Uma linha de montagem custa fácil algumas centenas de milhões de dólares.
    E este investimento tem que ser recuperado , não tem choro. Quem aplicou esta grana preta quer tudo de volta e com lucro melhor que os papeis de investimento pagam.
    Então como encarar esta realidade ?
    Fazendo o que estão fazendo atualmente , e muito bem feito.
    Não olham para Argentina ou Brasil , mas tudo como um único mercado consumidor , que é o dobro se cada um destes países for encarado sozinho.
    Nestas condições , o investimento de centenas de milhões de dólares será recuperado rápido e sem chances de dar chabú, desde que não haja marolas politicas.
    Hoje já é assim . Na Argentina são feitos veículos mais caros e sofisticados , com volume de produção menor , e no Brasil carros mais populares , de grande volume de produção . Os dois tipos , o sofisticado feito na Argentina , e o popular feito no Brasil , são vendidos nos dois países e a única diferença é a carga de impostos de cada pais , aonde o Brasil ganha com 4 corpos de vantagem.
    Se isto não fosse feito , talvez ainda estaríamos produzindo o Opala , lembra dele ?
    Os ” Hermanos ” argentinos algumas vezes e em algumas ocasiões são indigestos ( no futebol ? ) , mas neste caso , por incrível que pareça , é um típico ganha-ganha.

  • De novo esse acordo com a Agertina? Já vi essa novela em décadas e como sempre acabou em agua para o brasil. Não vi os produtos importados da agernt ficarem mais baratos e não houve nenhum beneficio para o pais ou sociedade!
    A economia do estado de SP é maior que o Pip da argent, qual a vantagem nesse acordo?
    QUE MERDA!!

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