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Brasil, EUA e Japão se unem contra a China na OMC



Nessa terça-feira (13/10), Brasil, Estados Unidos e Japão se uniram contra a China na Organização Mundial do Comércio (OMC), visando uma melhor reforma dessa entidade, com impacto significativo nas trocas globais.

Conforme informou o site Valor Econômico, os três países apresentaram um comunicado em conjunto convocando os outros 161 membros a garantir o princípio de economia de mercado na OMC, para assegurar condições justas de competição. Isso vale para todos os países, mas a principal visada é a China, segunda maior economia do mundo.

“Vemos essa discussão como necessária no contexto de se alcançar reforma significativa na OMC”, diz o comunicado conjunto. O objetivo é enquadrar certas práticas, como excesso de capacidade, condições de concorrência desleais, distorções das relações comerciais internacionais.

“Esta não é uma questão de debater diferentes modelos econômicos, mas reflete um entendimento compartilhado de ‘fair play’”, acrescentam Brasil, Estados Unidos e Japão.

O embaixador brasileiro Alexandre Parola convocou os outros países a “reafirmar e fortalecer nosso compromisso coletivo de políticas orientadas para o mercado, a fim de garantir condições equitativas e um sistema comercial mais justo e aberto”.

Os critérios propostos são:

  1. As decisões das empresas sobre preços, custos, insumos, compras e vendas são livremente determinadas e tomadas em resposta aos sinais do mercado;
  2. As decisões das empresas sobre investimentos são livremente determinadas e tomadas em resposta a sinais do mercado;
  3. Preços de capital, trabalho, tecnologia e outros fatores são determinados pelo mercado;
  4. Decisões de alocação de capital ou afetando empresas são livremente determinadas e tomadas em resposta a sinais do mercado;
  5. As empresas estão sujeitas a normas contábeis internacionalmente reconhecidas, incluindo auditoria independente;
  6. As empresas estão sujeitas a leis societárias orientadas ao mercado e efetivas, direito de falências, direito da concorrência e direito de propriedade privada e podem fazer valer seus direitos por meio de processos legais imparciais, como um sistema judicial independente;
  7. As empresas podem acessar livremente informações relevantes nas quais, basear suas decisões de negócios; e
  8. Não há interferência governamental significativa nas decisões de negócios das empresas descritas acima.

Sobre o Colunista

Brehnno Galgane

Brehnno Galgane

Graduando em Filosofia pela PUC-Rio, Católico e cultivador de uma narrativa que tenha sentido segundo a forma humana.

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