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Caixa Preta da Funai: Aviões mostram o ‘compromisso’ dos governos passados com a saúde indígena

 


A ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, vistoriou neste final de semana, oito aviões da Fundação Nacional do Índio (Funai) que, segundo relatório, foram deixadas desde a década passada em hangares dos aeroportos de Goiânia/GO, Brasília/DF, Rio de Janeiro/RJ e Itaituba/PA.

Há ainda uma aeronave do Incra, cedida à Funai para o atendimento aos indígenas. O prejuízo com aluguéis não pagos pode chegar a R$ 3 milhões.

“É um crime contra a administração pública e contra os povos indígenas. Enquanto esses aviões estão aqui parados, milhares de aldeias sofrem diariamente com a falta de comida, de vacinas e de atendimento médico”, afirma Damares Alves. “Quantos índios já morreram por picadas de cobras porque não tinha uma aeronave dessas para levá-los ao hospital?”, disse ainda em entrevista.

“Este era o “compromisso” dos governos passados com a coisa pública e com a saúde indígena”, diz Damares.

O recurso já supera o valor atual de mercado das aeronaves, calculado em aproximadamente R$ 1 milhão. Todas estão em péssimo estado de conservação e sem condições de voar. Uma delas, em Brasília, teve os motores arrancados. Um edital deve ser lançado dentro dos próximos 30 dias para a venda dos bens. Algumas devem render somente o valor da sucata.

A Funai investiga o ocorrido, mas a suspeita é de que elas tenham sido abandonadas após a transferência da competência de atendimento para o Ministério da Saúde, em 2010. Nenhum documento explica o porquê de os bens não terem sido transferidos para o órgão à época.

“Já iniciamos o processo administrativo em que buscaremos a responsabilização dos gestores que tiveram tão pouco caso como patrimônio público e com a saúde indígena. Nada disso vai ficar impune”, assegura o presidente interino da Funai, general Fernando Melo, que também participou da vistoria.

Damares Alves publicou em suas redes sociais um vídeo onde se mostra indignada com a situação encontrada. “Este era o “compromisso” dos governos passados com a coisa pública e com a saúde indígena”, escreveu.

Confira a situação de alguns dos aviões no vídeo abaixo:

*Com informações Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos

Sobre o Colunista

Bruna de Pieri

Bruna de Pieri

Jornalista e católica.

8 Comentários

Clique aqui para comentar

  • Por mais mulheres como Damares no Brasil, mulheres honestas, de coragem e compromisso de mudança.

    Parabens ao governo Bolsonaro e todos envolvidos!

    Bolsonaro 2022

  • O Brasil vive de grito. Quem grita mais é campeão, é presidente, é sindico, é o gostosão. STOP Damaris. Respire, fale pausadamente, pare de GRITAR. Vai fundo, tome as providências que devem ser tomadas. Ferre quem tem que ser ferrado. Vossa Excelência tem a força. Bote ma cadeia, na cadeira elétrica quem tem que colocar. Acabou … Agora faz esse carnaval e … o que mais, minha ministra, para daqui a alguns anos quem estiver em seu posto fazer a mesma GRITARIA? Ou há algo por trás desse GRITO? Mas, respire pausadamente … e vai fundo.

  • E os esquerdopatas dizem que defendem os índios! Só trouxa de esquerda com o cérebro cheio de maconha para acreditar nisso! Os petralhas só amam encherem seus bolsos de dinheiro!!!

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