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Candidatura de Collor à presidência também tem dimensão local em Alagoas

Em Alagoas, Fernando Collor de Mello sempre foi uma “esfinge política”. Foi assim que se elegeu senador em 2006, ao se lançar candidato ao cargo aos 45 minutos do segundo tempo da legislação eleitoral.

Desde então, tentou retornar ao governo do Estado – inclusive em uma das eleições (2010) – com o apoio do condenado Luis Inácio Lula da Silva, o Lula (PT), e da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), mesmo o candidato oficial do PT, naquela época, sendo o atual deputado federal Ronaldo Lessa (PDT).

Em 2014, para retornar ao Senado se aliou ao senador Renan Calheiros (PMDB) e ao atual governador de Alagoas, Renan Filho (PMDB). Porém, atualmente, Collor não tem grupo político definido e precisa lançar sementes para o futuro.

É que os grupos políticos de Alagoas jogam o xadrez de 2018 já pensando em 2022. Caso Renan Filho seja reeleito governador do Estado e Renan Calheiros  também tenha êxito, Renan Filho, lá no futuro, pode disputar o Senado Federal contra Fernando Collor, na busca por uma dobradinha do PMDB, ou então para que o pai Renan Calheiros seja candidato ao governo do Estado.

Além desses nomes, o PSDB pode ter candidatos ao Senado Federal agora e no futuro, o que também é desafio para Collor. Logo, o senador do PTC precisa fortalecer um partido para chamar de seu e mostrar que está vivo no tabuleiro de xadrez.

Nada melhor que apostar em 2018, já que não perde nada. Com poucas chances de se eleger presidente, numa derrota, Collor volta ao Senado.

Quanto a Renan Calheiros, ele terá uma das mais difíceis eleições de sua vida. Pois enfrentará o ministro do Turismo, Marx Beltrão (PMDB), o ministro dos Transportes, Maurício Quintella Lessa (PR), o senador Benedito de Lira (PP), o ex-governador de Alagoas, Teotonio Vilela Filho (PSDB) e até o procurador-geral de Justiça de Alagoas, Alfredo Gaspar (PSL), que também quer concorrer ao Senado Federal.

Claro, eles precisam combinar com o povo…

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