Cantanhêde não está nos jornais



“Vélez Rodrigues será demitido”, bradou com orgulho a jornalista Eliane Cantanhêde em pleno horário nobre, na Globo News. A colunista do Estadão chamou sua informação falsa de “informação quentinha”. Logo, o presidente Jair Bolsonaro se manifestou sobre a fake news: “sofro fake news diárias como esse caso da “demissão” do Ministro Vélez. A mídia cria narrativas de que não governo, sou atrapalhado, etc. Você sabe quem quer nos desgastar para se criar uma ação definitiva contra meu mandato no futuro. Nosso compromisso é com você, com o Brasil”, disse o presidente.

No entanto, senti falta do nome de Cantanhêde nas capas dos jornais brasileiros no dia seguinte. A notícia mentirosa da jornalista, que poderia causar instabilidade dentro do governo, não ganhou notoriedade. Os veículos que deram destaque ao vergonhoso acontecimento não fazem parte da “extrema-imprensa”, são veículos independentes.

O Estadão, que desesperado me atacou após a reprodução da denúncia de Jawad Rhalib contra Constança Rezende, cria do jornal, se resguardou em um silêncio sepulcral. Ninguém solta a mão de ninguém. Amigos não se acusam, amigo não dedura o outro. Assim age a classe jornalística presente em grandes veículos de comunicação, seguidores robóticos de uma mesma ideologia.

Eliane Cantanhêde divulgou fake news, mas não ouvimos “extra, extra”. O Jornal Nacional, que dedicou enormes seis minutos em horário nobre para me atacar no caso Constança, se calou. Os jornalistas da Globo, Estadão, Jovem Pan e outros, estão empenhados em informar ou em atacar bravamente aqueles que ameaçam o seu monopólio da informação? A doída verdade é que os grandes veículos estão agonizando lentamente diante da revolução do jornalismo brasileiro. Mudamos. Jornalistas que foram preteridos por não aderirem às regras ideológicas dos jornais tradicionais estão ganhando o reconhecimento do público. Com a explosão das redes sociais, tiramos o controle da informação das mãos de Bonner’s, Cantanhêdes, Leilanes. Se outrora o filtro midiático decidia o que a população poderia saber e como deveria saber, hoje temos informação em tempo real que chega dos quatro cantos do planeta.

Cantanhêde não virou notícia nos programas matinais da Jovem Pan. Não deve ter recebido dezenas de ligações de sites petistas. Companheiros da jornalista afirmaram que a pobre colunista do Estadão estava sofrendo “linchamento virtual”. Solidariedade com a qual os jornalistas independentes nunca puderam contar.

Cantanhêde não virou pauta dos jornais, não vai virar, mas a Globo sabe que está afundando, dando os últimos suspiros no mar da credibilidade.

Sobre o Colunista

Fernanda Salles

Fernanda Salles

Jornalista/Repórter

35 Comentários

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  • Me permita te corrigir. Acompanhei ontem (28) o programa Morning Show, da Joven Pan pelo youtube. O Caio Copolla, que é um ponto fora da curva, fez duras críticas em relação à essa fake news da Eliana Cantanhêde. Para ser mais preciso, ele foi irônico, ao se referir à “noticia” como uma barrigada.

    Sigam em frente, a maioria das pessoas já não depositam confiança na “extrema mídia”.

  • A Globo deixou a máscara cair, porém, é lamentavel que ainda mais da metade da população, conforme pesquisa recente, ainda acredita que esses veículos ainda são confiáveis. A esquerda teve sucesso na alienação desse povo.

  • E seria tão simples ser humilde e reconhecer os próprios erros! Um dos motivos do pecado é, justamente, a soberba, o grande impedimento dessa gente de voltar a ser confiável. Realmente são umas bestas!

  • A globo pode até nem causar alarde com esse fato, mas nos bastidores com certeza sabe que essa fala de sua jornalista vem enfraquecer sua narrativa de mídia isenta e com notícias seguras e confirmadas e acabam sendo prejudicados. Acho que essa fonte dela deu informação para induzí-la ao erro e causar constrangimento, ou a jornalista no afã de querer aparecer não confirmou a informação e queimou seu filme.

  • Grande matéria, Fernanda! Parabéns! Disse de forma clara e sucinta, o que acontece de verdade no jornalismo brasileiro. A luta é árdua, mas como formiguinhas, venceremos! Foi assim na eleição de nosso Presidente, e será assim nos próximos anos! #ImprensaAmestradaNãoPassará

  • Pena que a notícia não seja verdadeira. Mas com esse presidente trapalhão e cabeça dura só se for por pressão dos militares.

  • A República Socialista Soviética da imprensa Mainstream está se dissolvendo mais rápido que a queda do muro de Berlim.

    O número de assinantes estão caindo, a SECOM, está se secando a verba. (Que particularmente ainda é alto, mas comparado a outros Governos está bem mais justo)

    Estão em desespero porque estão perdendo hegemonia para as respostas em massa na internet, são tags e tags tanto no face quanto no twitter.

    Assim sendo, o Terça Livre ganha mais força, juntamente com a mídia independente.

  • Fernanda Salles, a Máxima da mídia “difamar” o governo, tudo mais não importa. Como diz um famoso comentarias “tem método”.

    Parabéns ao Terça,

  • Sempre estiveram a serviço da MENTIRA. Esconderam o Foro de SP de nós! Esconderam o Petrolão, que segundo disse em depoimento Emílio Odebrecht, TODOS sempre souberam. Aliás, o corporativístico barato que defendeu a jornalista do Estadinho quando disse, sim, que QUERIA DESTRUIR BOLSONARO não se fez presente quando Paulo Francis denunciou a corrupção na Petrobras e foi processado por dizer a verdade. Morreu sozinho. Outra coisa que a escória jornalística nos esconde até hoje é que em 64 os militares lutaram CONTRA O COMUNISMO. Aqueles que dizem com a maior cara de pau do mundo que lutavam por “democracia”, na verdade, queriam nos impor uma DITADURA DO PROLETARIADO. E não tem um fdp de um jornal para expor essa verdade! E VIVA 64!

    …..

  • Li e gostei do texto!Parabéns!

    Que pena a imprensa brasileira deixou de ser uma literatura! Agora lemos só farpas e deselegantes, atritos para com o povo e País.
    As portas do Brasil estão abertas! São serventia d e nossas casas!
    Chega um dia, em que as pessoas mostram como são. Continuam com revanchismo, a globo, e “atiçam atritos” todos os dias para com o povo, e o País. Alienação está aos poucos sendo derrubada pelo entendimento do que é ser manipulado por uma emissora fútil.
    A globo estava tentando dominar governos. Mas não existem máscaras que durem mais do que a própria face.

    VIVA 31 de MARÇO, 1964!

  • No caso, apenas o Caio Coppolla que deu voz a denúncia de Fake News da Cantanhêde sobre o ministro da educação na grande mídia. Um garoto que segura a audiência de um programa inteiro (Morning Show). O caso da Constança e tantos outros eles jamais vão desmentir pq é como um suicídio a própria reputação. Cada vez mais TL e outros veículos de notícia irão tomar o lugar daqueles que ainda se acham os “paladinos da verdade”, mas só distribuem mentiras para engolirmos

  • Bolsonaro pode usar 30 minutos de transmissão em TV aberta toda semana legalmente e sem precisar pagar milhões para isso? Isso é possível ou existe legislação que não permita?

  • É isso mesmo. E os canais independentes têm que se unir e fortalecer a voz do jornalismo verdadeiro. Nós, leitores, precisamos disso.

  • Exelente texto. Parabéns Fernanda! Tem toda razão a mídia tradicional marxista perdeu a hegemonia da narrativa em 2013 pra nunca mais recuperar, e não adianta nada o editorial fúnebre do Estadão apoiam a censura prévia dos corruptos dos ministro Toffoli, Lewandowski, Marco Aurélio, Celso de Melo, Mendes, Rosa Weber e Morais, e não adianta lista negra para Toffoli censurar a mídia alternativa. E mesmo usando dos meios mais sórdidos para atacar internet e os influenciadores condervadores e libertários com o artigo 13, a mídia tradicional marxista jamais vai ter de volta a hegemonia da narrativa pois os lutadores da liberdade e a tecnologia são mais sagaz e inteligente que esse bando de jornaleiro mediocre e infantilizado da extrema-imprensa. Força, Fernanda! Pois estamos vencendo.

  • Atenção Senhor Alan dos Santos

    Tema: Palestras que teremos na semana próxima em Boston: Brazil Conference.

    Respondendo a um seguidos no Twitter, Fábio Pannunzio lhe proferiu as seguintes palavras.

    Daniel Lima: Debate?? Só tem amiguinho aí, vão ficar no confete mútuo e em determinado momento começarão a criticar o governo, se quer debate chame o @allantercalivre , ou o @flaviogordon, aí teremos idéias diferentes e contrapontos reais.

    Fábio Pannunzio: Atá. Allan realmente entende do assunto.

    E continuou… Esse Allan é apenas um marginal das redes sociais. Um falsificador de notícias. Um jagunço virtual. Um miliciano do general Carlos Bolsonaro. Só isso.

    O cara é corajoso….cabe processo.

    Eu não tenho twitter por isso não lhe enviei, porém pode fazer a checagem.
    Abraços.

  • A “grande” mídia se desespera, pois sabe que seu reinado está ruindo aos poucos. Resultado da incompetência do jornalismo brasileiro, preocupado apenas com quanto iria receber dos governos anteriores.

  • A mídia tradicional precisa ser desmentida, desmascarada, onde a internet não chega, ou seja, em vários cantos do Brasil. São nesses lugares que a ideologia esquerdista pega forte e precisamos acordar a população.
    facebook.com/sobom2007

  • Viva 31 de Março 1964!

    Nossas preces GENERAL OLYMPIO MOURÃO FILHO!

    Diamantina_ MG.

    Nossa gratidão Estadista, Presidente DR. JUSCELINO K. de OLIVEIRA.
    (Capitão-Médico- Policia Militar de MG).
    (Diamantina-MG)

  • A bandeirante também faz parte dessa mídia suja, todos os jornalistas comedores de capim dessa emissora, quando podem procuram qualquer coisa para incriminar o presidente.

  • 100% nossa linda e cheia de credibilidade Fernanda Salles!!!!!
    Globolixo e seus jaburus para os quintos dos infernos!!!!

  • Eu me lembro claramente da Cantanhêde falando orgulhosa durante o noticiário da noite que ela e a filha fazem campanha para Bernie Sanders nos EUA

  • A imprensa como um todo, salvo algumas exceções, está lutando contra as redes sociais, tentando de qualquer forma retomar o protagonismo no mindset brasileiro e voltar a eleger e derrubar governos com suas fake news. Do alto de seu pedestal, não percebe que aqui na terra, o povo mudou, já se deu conta que mídia mainstream mais mente do que fala a verdade, de acordo com suas conveniências.
    Sem ter o governo como refém pra sustentá-los, vão desidratar e morrer à míngua.

  • Julio Junior Já na oitava dose de vodca, o ex-soldado russo se regozija com o amigo brasileiro:
    – Por Deus! Como eu amo a liberdade!
    Sorrindo, o brasileiro completa:
    – É mesmo! Não há nada pior do que uma ditadura.
    – Mmmm? Vocês também tiveram ditadura no Brasil?
    – Sim! E como tivemos! Os generais deram um golpe e tomaram o poder em 64.
    – Caramba! Não sabia dessa. Fuzilaram congressistas?
    – Não exatamente. Foi o próprio congresso e o povo que instituiu.
    – Você não disse que foi um golpe?
    – Sim. Foi.
    – Não entendi. Enfim… Foram quantos mortos?
    – Umas 360 pessoas!
    – É … Para um dia já é o bastante.
    – Não, isso foi no total.
    – Total de quê?
    – Da ditadura, ora!
    – Peraí, mas foi só uma coisa rápida e cirúrgica? Tipo… Atacou pontos-chave e dominou tudo em dias?!
    – Nãããão! foram 21 anos de opressão.
    – E quem foi esse “genocida” (risos) que matou 400 pessoas em 20 anos?
    – Foram 5 ditadores.
    – Sei. Uma junta militar governando, né?
    – No caso… Nem era bem uma junta. Saia um e depois o outro entrava.
    – Um depondo o outro a força? Que coisa!
    – Não, cara! Terminava o mandato e vinha outro.
    – Mandato? Tipo… Com tempo determinado, rodízio de governo?
    – É… Mas só que… A gente não podia votar, né?!
    – Então vocês tiveram 5 governantes com mandato temporário e que mataram 20 opositores por ano?
    – Sim. Mas o povo se levantou e tirou eles de lá!
    – A população ainda tinha suas armas?
    – Sim. Quase todo mundo tinha arma em casa. Comprava em loja de departamento.
    – Que ditadores burros! E aí… Depuseram os militares à força?
    – Não chegou a tanto, mas eles saíram do poder.
    – Me fala! Arracaram eles de lá? Teve motim das forças armadas? Como o povo conseguiu isso? Os ditadores contra-atacaram? Um banho de sangue!
    – Olha… Até que não. Os militares anunciaram eleições democráticas e deixaram a presidência.
    – Peraí… Peraí… Deixa eu entender. Deixaram? Como assim? Tipo por conta própria?
    – É que o povo, no fim, já tava meio contra eles também, sabe?
    – No fim? O povo esperou pra ficar contra só no fim? Não teve fome? Expropriação? Economia falida?
    – Que nada! Falar a verdade teve até crescimento econômico e obras de infraestrutura. Nossa maior hidrelétrica é daquele tempo.
    – Mas o crime explodiu?
    – Bem… Não era um paraíso, mas tava controlado. Tirando as explosões e os assaltos a banco das guerrilhas…
    – Essas guerrilhas paramilitares ligadas ao governo são um inferno mesmo! Que setor do exército controlava as facções?
    – Nenhum. Eram assaltos e sequestros promovidos por aquela oposição que falei.
    – A oposição era feita por assaltantes?
    – Não, por guerrilheiros. Os caras eram tipo uns heróis libertadores que matavam soldados, sequestravam gente importante, roubavam agências bancárias, plantavam bombas em quartéis…
    – Que horror! Como esses terroristas podiam ser heróis? Deus! Como vocês combatiam isso?
    – Eles não chamavam de terrorismo na época. Era luta política, saca? E também era justificado. Tinha que derrubar aquele governo cruel.
    – Mas e quanto ao roubo a banco e os sequestros… não é crime isso daí?
    – Talvez …. mas eles tinham que tirar dinheiro de algum lugar para manter o movimento.
    – Sim, mas assaltar cidadãos comuns e tirar grana dos pais de família que eles queriam libertar?
    – Não tinha alternativa, né?! A União Soviética já não estava mais sustentando a revolução como antes…
    – Opa, opa! Um momento. Nós russos que estávamos financiando vocês contra os seus militares?
    – Sim. No começo os soviéticos estavam nos ajudando a derrubar a ditadura e instaurar a democracia no Brasil.
    – E você acreditou nisso? A nossa ditadura comunista matou 21 milhões de pessoas nos seus 74 anos e deixou o país afundado, irmão! Vejo que você nunca conheceu uma opressão de fato. Acho que é por isso mesmo que você não entende o valor da liberdade!
    – Foi o que eu aprendi nas aulas de história.
    – Garçom, outra garrafa!

    Copiado de Paulo Alencar

    É os militares ainda deram anistia ampla, geral e irrestrita a esses comunistas do inferno.

  • Recebi de uma amiga. Longo, mas bem interessante sobre a imprensa:

    “Sobre a imprensa e militares, o Stephen Kanitz escreveu hoje:

    A História Não Contada de 1964

    Por que intelectuais, jornalistas, historiadores, professores e escritores tem tanto ódio dos militares brasileiros?

    A razão jamais divulgada, até hoje, é essa.

    Uma semana depois de assumirem o governo, os militares patrocinaram uma emenda constitucional que se tornaria o maior erro deles.

    Promoveram a emenda constitucional número 9 de 22 Julho de 1964, e logo aprovada 81 dias depois.

    Essa emenda passou a obrigar todo jornalista, escritor e professor deste país a pagarem imposto de renda, algo que nenhum destes faziam desde 1934.

    Pasmem.

    Este é um dos segredos mais bem guardado pelos nossos professores de história, a ponto de nem os novos militares, jornalistas, professores de história e escritores de hoje sabem o que ocorreu de fato.

    Além de serem isentos do IR, jornalistas tinham financiamento imobiliário grátis, vôos de avião grátis, viviam como reis.

    Nenhum livro de história, nenhum jornalista de esquerda jamais irá lhes lembrar que o Artigo 113, 36 da Constituição de 1934 e repetido no artigo 203 da constituição de 1946, rezava o seguinte.

    203 .“Nenhum imposto gravará diretamente a profissão de escritor, jornalista ou professor.”

    Por 30 anos foi uma farra, algumas faculdades vendiam diplomas de jornalista “até arcebispo era jornalista.”

    Por 30 anos esse favoritismo classista era um nó na garganta de nossos médicos, enfermeiras, bombeiros, polícias e militares, que se sacrificavam pelos outros sem reconhecimento.

    Que mérito especiais tinham esses privilegiados, além a de poderem chantagear governos, que muitos faziam.

    Especialmente os privilegiados de esquerda, pois o Imposto de Renda é o imposto que por definição distribui a renda dos mais ricos para os mais pobres.

    Hipocrisia intelectual maior não há.

    Até a família Mesquita entrou na justiça pleiteando a isenção dos lucros do Estadão, alegando que os lucros advinham de suas profissões de jornalistas.

    Só que com esta medida os militares de 1964 antagonizaram, em menos de dois meses de poder, toda a elite intelectual deste país.

    Antagonizaram aqueles que até hoje fazem o coração e as mentes dos jovens.

    “Grande parte dos jornalistas que tiveram suas crônicas coletadas para este livro, Alceu de Amoroso Lima, Antônio Callado, Carlos Drummond de Andrade, Carlos Heitor Cony, Edmundo Moniz, Newton Rodrigues, Otto Lara Resende, Otto Maria Carpeaux, entre outros, foram aqueles que logo se arrependeram do apoio dado ao golpe.”

    Essa gente apoiou a luta pela democracia, ela só se tornou golpe depois da PEC que tirou seus privilégios classista.

    “Jornalistas apoiaram o regime, mas antes dele fazer aniversário de um ano, já eram adversários do regime que ajudaram a instalar”, continua Alzira Alves.

    Só por que mexeram no bolso dos jornalistas e historiadores, dos intelectuais a professores, numa medida justa, democrática, e que combateu a má distribuição da renda, que esses canalhas incentivavam.

    Se os militares fossem de fato de direita, como jornalistas, professores de história e escritores não pararam de divulgar, eles teriam feito o contrário.

    Eles se incluíram nesta lista classista.

    Mas foram éticos e não o fizeram.

    Jornalistas também não pagavam imposto predial1, imposto de transmissão1, imposto complementar2, isenção em viagens de navio, transporte gratuito ou com desconto nas estradas de ferro da União, 50% de desconto no valor das passagens aéreas e nas casas de diversões. 3,4

    Devido a estas isenções na compra de casa própria, a maioria dos jornalistas tinha pesadas dívidas, e a queda de 15% nos seus salários causou sérios problemas financeiros e familiares.

    Some-se a inflação galopante que se seguiu, o baixo crescimento do PIB, e levaria uns 10 a 15 anos para esses jornalistas, escritores e professores recuperarem o padrão de vida que tinham antes.

    O “golpe” que os militares causaram foi esse.

    Contra os intelectuais e não contra a nação.

    Não é de se espantar que passados 50 anos os militares continuam sendo perseguidos por comissões da verdade, reportagens, e tudo o mais, apesar dos militares hoje serem outros.

    Foi uma desfeita e tanto.

    Colocaram estas classes a nu, calhordas que todos eram, por que todos se beneficiaram sem exceção.

    Em 2013, a Revista Exame da Editora Abril, comenta esta isenção da seguinte forma.

    “A isenção (infelizmente) foi revogada em 1964, por meio da Emenda Constitucional nº 9 de 22 de julho de 1964.”

    Infelizmente ? A Exame achava essa isenção justa? Mesmo 40 anos depois?

    Alberto Dines, do Observatório de Imprensa, em 2012 comenta:

    “Getúlio, muito inteligentemente, atuou para melhorar o padrão social do jornalista. A legislação do Getúlio nos deu grandes vantagens.”

    Alberto Dines apoia ainda hoje esse previlégio?

    Em discurso no dia do Professor na Associação do Ensino Superior, seu presidente conclama:

    “Os professores mais antigos devem sentir saudades dos tempos em que os professores eram respeitados e valorizados, como acontecia, por exemplo, durante a vigência da Constituição Federal de 1946 artigo 203.“

    Por que então os militares foram tão burros, segundo Alberto Dines, de se indispor justamente com a imprensa?

    De serem acusados de desrespeitar e não valorizar os professores deste país?

    Por que foram fazer esta medida logo no início, quando ainda estavam com outros problemas para resolver, e não cinco anos depois, por exemplo?

    Por que pretendiam ficar pouquíssimo tempo.

    Castelo Branco de fato pretendia ficar 18 meses, somente até o fim de mandato de João Goulart.

    Essa PEC é a maior prova disso, mas antes de irem embora, era preciso corrigir essa malandragem classista.

    Agora vem o pior.

    Foi esta súbita mudança de tom dos jornalistas, professores de Sociologia, História, Política e Ciências Sociais, que assustou a ala mais radical do Exército a não devolver o poder como Castelo pretendia .

    Foi essa hostilidade, e os preparativos feitos em Ibiúna por José Serra e José Dirceu, que mostraram que a democracia continuava em risco.

    Quero deixar bem claro que não conheço nenhum militar, tudo aqui é fruto de pesquisa na Internet.

    Notas de Rodapé.

    1 Art 27 – Durante o prazo de quinze anos, a contar da instalação da Assembleia Constituinte, o imóvel adquirido, para sua residência, por jornalista que outro não possua, será isento do imposto de transmissão e, enquanto servir ao fim previsto neste artigo, do respectivo imposto predial.

    2. LEI Nº 986, DE 20 DE DEZEMBRO DE 1949.

    3. Jânio de Freitas “Até a década de 60, os jornalistas gozaram do privilégio, por exemplo, de não pagar Imposto de Renda e de só pagar 50% das passagens aéreas. Uma das consequências, para citar uma de tantas, era o grotesco princípio de gratidão que proibia publicar-se o nome da companhia de avião acidentado.”

    4. Alberto Dines “O Sindicato dos Jornalistas do Rio de Janeiro era uma agência de viagens. Era uma corrupção tremenda.”

    5. antes da regulamentação, todo mundo era “jornalista”. Todos queriam os mesmos privilégios da isenção do Imposto de Renda e desconto de 50% nas passagens aéreas. Até o arcebispo tinha carteira de jornalista.

    André Marroig

  • Parabéns Fernanda Salles, ótima matéria, muito bem escrita.
    Essa mídia esquerdista comunista socialista petista vive espalhando Fake News sobre nosso ótimo governo.
    Essas mídias tradicionais não divulgam nenhum dos sensacionais projetos de governo e todas as medidas e ações que nossos fantásticos ministros já apresentaram.
    Quanto a essa tal de Eliane Cantanhêde, quem é ela para divulgar com antecedência uma decisão presidencial?
    Como ela pôde publicar tamanha Fake News??

    Nosso ministro Vélez é perfeito para a pasta da Educação. Homem com ideias fantásticas, um planejamento excepcional principalmente para combater o Marxismo Cultural.
    Nunca será demitido pelo nosso querido presidente!! Foi a escolha perfeita para o cargo. Coisa que o PT em 13 anos no governo nunca fez. Quase viramos Cuba, e quase viramos Venezuela.
    Mas esses esquerdistas ficam incomodados com tamanha competência.

    Essa mídia deveria aprender com a Fernanda Salles como se faz um jornalismo de verdade.
    Eliane Cantanhêde é uma incompetente. Nosso presidente já disse que não vai demitir o Ministro Vélez……..ZZZZZZzzzzz

    Enquanto isso no mundo real: “… Bolsonaro demite ministro da Educação”.

    Então, como estávamos falando: O PT acabou com o país, é muito difícil governar depois de tantos anos de roub…..

  • Nosso ministro Vélez é perfeito para a pasta da Educação. Homem com ideias fantásticas, um planejamento excepcional principalmente para combater o Marxismo Cultural.
    Nunca será demitido pelo nosso querido presidente!! – J. Ricardo

    QUEM COMENTOU ISSO DEVERIA RECEBER O “TROFÉU ORELHA” DO ANO!!!

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