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Coletivos esquerdistas atacam a polícia no Chile

Grupo exigia 'educação menos sexista'

Um grupo de feministas e coletivos de esquerda, formados por estudantes do Ensino Médio, protestaram nesta quarta-feira (9), no centro de Santiago, para exigir o que eles chamaram de “educação não sexista”. O protesto ocorre em meio a uma onda de invasões de sedes universitárias por grupos radicais de esquerda.

Convocados pela Coordenadora Nacional de Estudantes Secundários (Cones) em apoio às invasões que se estendem por vários dias em ao menos 10 faculdades do país, os estudantes foram autorizados a marchar pela comuna de Recoleta, vizinha a Santiago.

Nas ruas, após atacarem a polícia com pedras e pedaços de pau, os estudantes só conseguiram avançar alguns metros antes de serem dispersados pelas forças de segurança, que usaram jatos d’água e bombas de gás lacrimogêneo.

Santiago, Chile. 2018

Há três semanas começou no Chile uma série de invasões feministas em faculdades, entre elas a de Direito da Universidade do Chile, a mais importante do país, que permanece tomada desde 27 de abril.

“Nossas instituições não conseguiram levar a sério a violência de gênero, de abordá-la e entendê-la como um fenômeno estrutural”, disse Emilia Schneider, uma das porta-vozes da mobilização.

Entre as reivindicações dos estudantes está a implementação de protocolos para casos de denúncias de “abuso sexual” e a introdução de matérias sobre ideologia de gênero na grade curricular.

Informações: Exame

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