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Collor não é mais candidato a presidente. Menos um sem chance!

O senador Fernando Collor de Mello (PTC) não é mais candidato à presidência da República. O PTC – o nanico partido de Collor – caiu na real. O senador por Alagoas não consegue emplacar nas pesquisas, não conseguiu se vender como o “liberal outsider” por conta de seus discursos não serem condizentes com a prática.

Em outras palavras, a pré-candidatura de Collor era uma balela. E agora, o PTC confirma isso ao desistir de disputar a presidência sem sequer citar o nome de Collor em nota pública.

Collor é mais um nome do estamento burocrático que tomou conta da República. Esteve ao lado dos governos petistas da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) e do ex-presidente condenado Luiz Inácio Lula da Silva, o Lula (PT). Além disso, é um dos nomes investigados na Operação Lava Jato.

Ao anunciar que Collor não é mais candidato, o PTC sequer cita o nome do candidato, como já dito. A legenda emitiu nota assinada pelo presidente do partido Daniel Tourinho em que afirma que a preocupação principal é com a cláusula de barreira.

Para Tourinho, não ter candidato à presidência é uma questão de sobrevivência, pois assim as sigla foca em eleger deputados estaduais, federais e senadores.

Quando se fala em deputados federais é importante frisar: a eleição destes tem tudo a ver com o Fundo Partidário, que passa a sustentar as legendas com recursos que são públicos. Logo, todas as agremiações possuem o maior interesse em eleger o maior número de federais possível.

Quanto mais parlamentares em Brasília, mas dinheiro nas máquinas partidárias. Por isso que é uma questão de sobrevivência. Não se trata apenas de cláusula de barreira.

Collor sai do pleito nacional, mas pode focar em um pleito local: as eleições em Alagoas. Por lá, se discute a possibilidade do senador disputar o governo estadual contra Renan Filho (MDB). É que Fernando Collor de Mello tem total interesse em atrapalhar a vida de Renan Filho.

Motivo? Caso Renan Filho se reeleja, ao final de quatro anos ele deve disputar o Senado Federal em uma eleição de uma única vaga. Ou seja: um embate futuro entre Collor e os Calheiros. Como em Alagoas, ainda não surgiu um forte candidato de oposição, Renan Filho figura como franco favorito nas pesquisas eleitorais.

Quem tenta construir uma candidatura ao governo de Alagoas é o presidenciável Ciro Gomes (PDT). É que na Terra dos Marechais, o PDT de Gomes é aliado de Renan Calheiros por meio do deputado federal Ronaldo Lessa (PDT). Lessa é candidato à reeleição, mas Ciro Gomes tenta fazer de Lessa um candidato ao governo com o apoio do PSDB alagoano para que não tenha que estar no mesmo palanque de Renan Calheiros no estado de Alagoas. É que pega mal.

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