Colunista do Estadão ex-terrorista vê perigo de o Brasil eleger Hitler - Terça Livre TV
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Colunista do Estadão ex-terrorista vê perigo de o Brasil eleger Hitler

Flavio Tavares (à direita) em encontro com Che Guevara em Montevideo, em 1961.

 

O ex-integrante do grupo terrorista ALN, de Carlos Marighela, e escritor gaúcho, Flávio Aristides Freitas Hailliot Tavares, publicou em sua coluna no jornal Estado de São Paulo, no último dia 19 de maio, que o Brasil corre o risco de eleger um Hitler para presidente. Flavio disse o seguinte:

Agora, quando o opulento frigorífico JBS carneia um boi em pleno repasto do exercício presidencial, passaríamos do caos à convulsão absoluta que nos poderia levar a inventar um salvador messiânico, tão demente como aquele que surgiu na Alemanha em plena crise, em 1933, e depois conturbou e quase destruiu o mundo.

Com a crise da esquerda após uma série de escândalos de corrupção, é compreensível que apenas reste ao colunista chamar de nazista quem quer seja que vença as próximas eleições apresentando-se como oposição ao que se tem visto nos últimos anos.

O colunista do Estadão é um jornalista e escritor experiente. Lendo com atenção seus escritos é possível perceber a sutileza das teses favoráveis á esquerda que defende em seu espaço no jornal. Ora se lê em suas colunas que toda essa corrupção já existia antes do PT, ora, a lenga-lenga “se não fosse o PT, os escândalos não viriam à tona”. Em um de seus últimos textos, ele afirma que PSOL e REDE são os únicos partidos não investigados nas operações da polícia federal e MPF. O PSOL não só é investigado por esses escândalos atuais mas também por escândalos anteriores à Lava-jato. Já a REDE sabemos do que se trata, é a sigla de refúgio dos comunistas, pois vários petistas já se abrigaram na nova legenda e continuam a defender a mesmas bandeiras que nos trouxeram até aqui. O que esperar da cabeça de onde saiu o roteiro do propagandístico documentário “O Dia que Durou 21 Anos”, que atribui aos americanos a orquestração o 31 de março de 1964. Aquela velha e surrada conversa socada goela abaixo no brasileiro sobre a história do regime militar.

Mas quem é o jornalista Flávio, ou melhor, o Dr. Falcão? O jornalista, em 1967 foi acusado de integrar o grupo terrorista que planejava atentados no triângulo mineiro e sul de Goiás, o MR-21 (Movimento Revolucionário 21 de Abril). Como as primeiras cidades alvo seriam Uberlândia-MG e Catalão-GO, o grupo montou um campo de treinamento terrorista na Fazenda São Sebastião, situada na divisa dos municípios de Uberlândia e Araguari. Flavio adotava o codinome de Dr. Falcão. Ele era o homem de ligação do grupo com Leonel Brizola, que à época apoiava a luta armada e havia recebido mais de 1 milhão de dólares de Fidel Castro para financiar a guerrilha no Brasil.

Aqui cabe um parenteses sobre essa grana. Contam algumas fontes que o cunhado de João Goulart havia desviado parte da fortuna enviada de Cuba para proveito próprio. Segundo essas mesmas fontes, Brizola teria comprado terras e negócios no Uruguai, onde se encontrava exilado. Quando Fidel ficou sabendo do desfalque, teria ficado furioso e passado a se referir ao político como “El Ratón” (O Rato, em espanhol). Essa história veio à tona no programa Roda Viva em que Brizola era o entrevistado. Ele se irritou quando o jornalista Lenildo Tabosa Pessoa perguntou ao então governador do Rio de Janeiro se a história era verdadeira.

O golpe que Brizola teria aplicado nos próprios companheiros comunistas mostra-se provável com as informações trazidas por seu filho, o arquiteto João Otávio Brizola, em uma entrevista que ele deu ao jornal Zero Hora, em 2014. Segundo João, ele testemunhou operações de recebimento de dinheiro e armas comandadas pelo pai no período em que viveram no Uruguai após 64.

Voltando ao processo de Flávio, o emissário de Brizola, ou melhor, o Dr. Falcão, consta nos autos que ele teria designado e enviado a Uberlândia para ser o instrutor em táticas de guerrilha dos militantes do MR-21 uma pessoa de codinome Juca, um terrorista que teria viajado a Cuba e recebido treinamento militar. A operação que levou à prisão do grupo apreendeu uma série de materiais explosivos e dispositivos de certa sofisticação que apenas pessoas com treinamento especializado poderiam manusear. Segundo a perícia, havia matéria-prima suficiente para confecção de uma série de artefatos explosivos e incendiários, como pólvora, clorato de potássio, enxofre, limalha de alumínio e ácido sulfúrico, além dos demais materiais e engrenagens de detonação.

Os comparsas de Flavio no MR-21 contaram à polícia da época que o objetivo do grupo era o de instaurar um regime comunista aos moldes chinês no Brasil. Começariam pela região central do território até se espalharem pelo resto do país. A presença da China comunista na rede do apoiadores dos guerrilheiros é conhecida pelo fato da prisão de 9 jornalistas chineses no Rio de Janeiro em abril de 1964. Com o grupo, a polícia encontrou, armas, explosivos e cerca de 120 milhões de cruzeiros. A nossa esquerda tentou limpar a barra desse episódio escrevendo um livro para dizer que os chineses eram jornalistas de verdade e foram torturados pelos militares brasileiros antes de serem enviados de volta ao seu país. Nada de novo. Mais do mesmo. Só não explicaram o que faz um jornalista em um regime totalitário. Ele noticia o que?

Comunicação oficial da prisão de 9 chineses, em abril de 1964. Foram apreendidos com os estrangeiros materiais explosivos, armamento e grande quantidade valores em várias moedas. Eles estavam no Brasil sob o disfarce de jornalistas.

Caso a organização criminosa de Flavio tivesse obtido sucesso em seu planos – tomando como referência o que sabemos da China por meio de ONGs que denunciam crimes contra os direitos humanos, como o Epoch Times –, talvez seríamos obrigados a escolher o salvador messiânico e demente Adolph Hitler como via razoável para sairmos do inferno no qual seríamos atirados.

Segundo a Portaria 1.034, de 7 de abril de 2004, do Ministério da Justiça, publicada no Diário Oficial em 01/05/2006, Flavio passou a receber uma bolada mensal do programa do PSDB/PT “bolsa-ditadura” por ter sido uma das vítimas de perseguição e tortura dos militares. Seus ganhos, livres de imposto de renda e qualquer encargo, atingem hoje quase R$ 20.000,00.

O MINISTRO DE ESTADO DA JUSTIÇA, no uso de suas atribuições legais, com fulcro no artigo 10 da Lei n.º 10.559, de 13 de novembro de 2002, publicada no Diário Oficial de 14 de novembro de 2002 e considerando o resultado do julgamento proferido pela Primeira Câmara da Comissão de Anistia, na sessão realizada no dia 13 de outubro de 2003, no Requerimento de Anistia n.º 2003.01.15769, resolve:

Declarar FLÁVIO ARISTIDES FREITAS TAVARES anistiado político, concedendo-lhe reparação econômica, de caráter indenizatório, em prestação mensal, permanente e continuada, correspondente ao cargo de Editor Chefe, no valor de R$ 10.714,27 (dez mil, setecentos e quatorze reais e vinte e sete centavos), com efeitos retroativos a partir de 30.10.1991 até a data do julgamento em 13.10.2003, perfazendo um total retroativo de R$ 1.536.783,46 (um milhão, quinhentos e trinta e seis mil, setecentos e oitenta e três reais e quarenta e seis centavos) e a contagem de tempo, para todos os efeitos, do período compreendido entre 31.01.1969 e 28.08.1979, perfazendo um total de 10 (dez) anos e 06 (seis) meses e 28 (vinte e oito) dias, nos termos do artigo 1º, incisos I, II e III da Lei n.º 10.559, de 2002.

MÁRCIO THOMAZ BASTOS

É pra burguês nenhum botar defeito.

Por que o Comunismo não é odiado como o Nazismo? | Dennis Prager [Legendado PT-BR]

Tradução e Legendas: Filipe Pontes

 

Seguem abaixo algumas denúncias da Epoch Times sobre o regime chinês:

Mensagem pedindo liberdade é encontrada em embalagem de produto da China

Bilionário chinês exilado faz revelações sobre a extração forçada de órgãos na China

A história das viagens de genocidas chineses a Cuba

Cresce perseguição contra cristãos na China, diz relatório

Estranha coincidência: os mais ricos da China estão ligados ao Partido Comunista

Comentários ‘inadequados’ geram prisões em massa na China

Polícia chinesa utiliza táticas ditatoriais para deter protesto

Entenda por que o Regime Chinês reescreveu sua história na 2ª Guerra Mundial

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