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Contra a privatização, funcionários dos Correios entram em greve em todo o país

Correios
 


A Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas dos Correios e Similares (FENTECT) decidiu entrar em greve nessa segunda-feira (17). Segundo a entidade, não há prazo para o fim da paralisação na estatal, que começou às 22h.

Responsável por definir a greve, a Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares (Fentect) afirma que a categoria teve “direitos retirados” no decorrer dos últimos meses.

Na lista de benefícios tidos como “principais” pela entidade estão o “vale cultura” e o “vale peru”. Dessa forma, a ideia da Fentect é que o movimento grevista permaneça por “tempo indeterminado”. Assim, cerca de 100 mil servidores têm suas atividades profissionais interrompidas.

A entidade afirma que desde julho os sindicatos tentam dialogar com a direção dos Correios sobre estes pedidos, o que, segundo eles, não aconteceu. Alegam que, em agosto, foram surpreendidos com a revogação do atual Acordo Coletivo que estaria em vigência até 2021.

Secretário-geral da Fentect, José Rivaldo da Silva, culpa o comando dos Correios pela decisão grevista. De acordo com o sindicalista, os responsáveis pela estatal erraram a retirar os vales cultura e peru e outros benefícios dos servidores públicos. “A direção buscou essa greve, retirou direitos em plena pandemia e empurrou milhares de trabalhadores a uma greve na pior crise que o país vive”, reclamou.

Além de paralisar o trabalho a fim de forçar a recuperação de benefícios em época que profissionais da iniciativa privada se veem em meio a reduções salariais e demissões, a entidade que representa funcionários dos Correios fez questão de expor o viés político com tal atitude. Afinal, a Fentect pede “Fora Bolsonaro” e “Fora, Floriano Peixoto”, em alusões aos presidentes da República e da própria estatal.

Por fim, o movimento registra que “luta” contra a privatização. Para a associação sindical, os Correios devem ter todos os seus custos mantidos com dinheiro público. Ou seja: quer o contribuinte bancando a empresa.

Greve faz grupo clamar pela privatização dos Correios

Idealizada para marcar posição contra a privatização dos Correios, a greve iniciada na segunda-feira ganha efeito contrário. A paralisação serve para que políticos, empresários e influenciadores digitais defendam publicamente a venda da estatal.

Secretário especial de Desestatização, Desinvestimento e Mercados do Ministério da Economia até a semana passada, o empresário Salim Mattar tece críticas ao movimento grevista. De acordo com ele, que antes de deixar o governo reforçou o desejo em prol da privatização dos Correios, a ação liderada pela Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares (Fentect) é meramente política.

O também empresário Flávio Augusto vai além de criticar a greve. Ele registra que a venda da empresa para a iniciativa privada é um sonho. “Um dia, o pesadelo acaba”, afirma por meio de postagem no Twitter.

Com informações, G1 e Revista Oeste

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