Criptomoedas: um processo irreversível

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O Terça Livre conversou hoje (5/12) o especialista em criptomoedas Ezequiel Gomes para explicar o tema.

Os fenômenos sócio-políticos, culturais e econômicos começam muitas vezes entre a população com demandas específicas e acabam por ganhar vulto, alterando toda realidade das pessoas. Um exemplo disso foi o caso recente dos kombeiros em São Paulo: há alguns anos, o transporte público deixava muito a desejar, ônibus eram muito demorados, pontos de ônibus lotados, sem cobertura ou qualquer conforto e ainda sem segurança. O resultado era a ansiedade do cidadão ao embarcar o mais rápido possível.

O que isto significa? Uma demanda popular, uma necessidade da população que abriu como consequência uma oportunidade de negócios.

Na época alguns cidadãos que tinham kombis com bancos para transportar passageiros começaram a fazer o percurso das linhas de ônibus, oferecendo uma alternativa aos cidadãos. O negócio na época deu certo, cresceu e se tornou um problema para o estado.

Para o estado enfrentar os kombeiros não houve alternativa: foram obrigados a melhorar o transporte público.

O que acontece com as criptomoedas é o mesmo processo: há diversas demandas sociais e econômicas para facilitar as transações financeiras. Algumas pessoas querem se ver livres de transportar cédulas, moedas e até cartões de crédito e débito na carteira, por razões de sequestro relâmpago por exemplo. Outras querem a facilidade de comprar e vender pela internet sem um banco como intermediário. E principalmente, dentro da questão dos bancos, deixar de pagar as taxas das operações de saque, depósito, transferência, mensalidades, anuidades de cartões, etc. Há ainda crises governamentais como foi o caso do confisco das poupanças no governo Collor e a desvalorização da moeda no processo inflacionário.

Como alternativa às ofertas de moeda comuns, surgiram as criptomoedas, sendo a principal delas o BitCoin. A ideia de início não teve muita adesão, mas recentemente começou a se popularizar. Dentro do universo das transações dessa moeda alternativa, surgiram fatos bons e ruins, tanto transações genuínas na compra de bens e serviços quanto ilegalidades como pagamento de hackers para cometerem crimes.

Outro ponto importante é que a estrutura da criptomoeda é descentralizada e não permite assim que seja exterminada e portanto, o único caminho que se observa até o presente é que cresça se disseminando gradualmente.

Diante deste cenário, convidamos um especialista para explicar o que é a criptomoeda e como ela funciona.

Confira a entrevista completa

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