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Crítica do filme – Bright

Bright é um filme de 2017, que logo após lançado em 22 de dezembro, já ganhou notoriedade. Nesta primeira semana, por estar no Netflix e na propaganda constante no Youtube, se tornou assunto nas redes sociais.

O enredo trata de uma aventura num mundo muito próximo do real com a inserção dos personagens da literatura fantástica: orcs, fadas, elfos e centauros. Dois policiais, Daryl Ward um humano e Nick Jakoby um desprezado orc que sofre muito com o preconceito contra os orcs, precisam salvar o mundo da vinda do “senhor das trevas“. Todos acreditam que, como os orcs possuem uma longa história de crimes e violência, o “senhor das trevas” será trazido por eles. O preconceito contra os orcs é equilibrado por uma predileção social pelos elfos, dos quais ninguém desconfia por possuírem uma história diametralmente oposta à dos orcs, são organizados e bem estabelecidos, mas entre eles, um pequeno grupo está tramando para realizar um ritual que trará o mal ao mundo, ressuscitando o “senhor das trevas“. Ward e Jakoby terão que enfrentar o preconceito e o terror dos submundos para impedir a todo custo o ritual do grupo secreto dos elfos.

O roteiro é bastante veloz e informativo, inserindo os personagens do mundo fantástico no real com muita competência. O problema é que a narrativa é vazia e extremamente politizada, com espantalhos contra a direta política e uma santificação da esquerda (é um lixo ideológico). Destaquei alguns pontos gritantes:

  • Simbologia islâmica em tempo integral
  • Diversidade como tema central: centauros, fadas, orcs e elfos, convivem em conflito simulando luta de classes
  • Elfos são brancos, capitalistas e malvados
  • Símbolos comunistas e islâmicos associados aos orcs
  • Defesa dos mexicanos como injustiçados que pagam por um crime histórico de forma anacrônica
  • Policiais são corruptos e “racistas” no contexto apresentado
  • Jakoby é uma espécie de muçulmano que está contra o terrorismo islãmico
  • Orcs fazem defesa do desarmamento
  • Um orc (muçulmano) ressuscita

Há algumas confusões mentais do roteiro que não poderia deixar passar:

  • Orcs (islã) associados ao “senhor das trevas“, talvez um mea-culpa inconsciente
  • O código moral que Daryl (Will Smith) segue é o cristão, seus princípios e valores são baseados na verdade

A mensagem central do filme é um manifesto contra a “estereotipação” de muçulmanos, assumindo o terrorismo dos mesmos como prática comum e a violência de suas sociedades, mas afirmando que “nem todos o são“. É o argumento da minoria pacífica defendido pelo Partido Democrata em tempo integral.

A fotografia é informativa e cumpre seu papel técnico. A música é misto de pop e metal onde predomina o pop. A edição é precisa e o bullet-time foi muito bem utilizado, sinérgico com a fotografia.

Do enredo, fizeram um excelente trabalho: Will Smith como Daryl Ward e Joel Edgerton como Nick Jakoby. Apesar de fazer muita militância e ativismo de esquerda, é inegável que Will é talentoso. Joel tem uma filmografia de 25 filmes, é expressivo e atuou muito bem. Os demais foram todos no mínimo razoáveis.

A direção consistiu em orquestrar um bom time, mas para um filme extremamente politizado e com referências nítidas, embora filosoficamente muito confuso, sendo generoso, para não dizer nulo.

A produção de Eric Newman contou com um orçamento de US$ 90 milhões, dados de retorno do investimento ainda não foram divulgados e as indicações e premiações só saberemos no ano próximo.

Uma nota 6,0 é generosa demais: a aventura é boa, a contextualização do universo fantástico no universo real é excelente, mas as mensagens do roteiro são estúpidas, vazias e insustentáveis. É mera panfletagem ideológica e os pontos positivos da nota são exclusivamente para a equipe técnica.

Trailer de Bright

Fonte: Blog do Ricardo Rovervan

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14 Comentários

  1. Eu vi o filme, apesar de ser bem isso mesmo, uma panfletização de tudo que a esquerda prega, apesar de todo o politicamente correto, é um filme bom de se ver…

  2. Achei o filme muito fraco, não sabe em que tipo de história quer se basear, é uma bagunça só, começa com o papinho de racismo e tudo mais e depois vem com a história da volta do senhor dás trevas que nunca aparece e nem sabemos se realmente existe e termina totalmente em aberto.
    Um clássico da sessão da tarde.

  3. Vi o trailer e não me interessei em ver filme por perceber que estava cheio dessas politizações e politicamente correto. Quase todas as produções da Netflix estão assim, algumas de maneira sutil, outras de uma forma escancarada em cada fala e ação dos personagens.

  4. Boa crítica.
    Tenho um pedido, poderia fazer uma lista de filmes que nos passem valores, ou conceitos filosóficos e que tenham um bom enredo?
    Em grande parte dos filmes que assisto noto que são vazios, sem conteúdo, manchados por ideologias. Queria indicações. Abraço.

  5. sense 8 que o diga . tem um filme de um muçulmano deficiente americano q vira heroi , conhece o presidente e passa o filme toodo dizendo q nao é terrorista.

  6. eu vi o filme com a guarda baixa, pra descansar , percebi simbologia islamica mas tava querendo relaxar e nem fui atras de examinar ideologia , mas a luta de classe é impossivel nao perceber

  7. Eu notei isso também deixaram muita coisa sem resposta, acho que vem trilogia mesmo, é o tipo de filme que se tu desligar o cérebro, tu consegue se divertir. O negocio do Orc na hora do tiro tem uma sacerdote que fala em profecia se cumprindo, o fato do personagem do Will ser o que é (sem dar muito spoiler), ou seja, tem coisa ai pra mais uns dois ou três filmes.

  8. Eu havia pensado em criar um site só expondo isso, acho que seria muito bom pra poder esclarecer as pessoas o que vendem a elas de forma subliminar ou direta. Esse trabalho é muito bom, continuem, vamos compartilhar.

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