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Cuba controla Venezuela através de um centro de escutas eletrônicas

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Raúl Castro e Nicolás Maduro durante uma recente reunião da ALBA em Caracas.

Tradução Terça Livre – EMILI J. BLASCO 05/04/2017 – ABC.ES

A situação na Venezuela segue com cubanos no controle, que nos últimos anos contam com as informações obtidas pelo Centro Estratégico de Seguridad y Protección de la Patria (Cesppa). O centro foi criado por Nicolás Maduro em 2013 para unificar informações confidenciais tratadas antes de forma separada pela Dirección de Inteligencia Militar (DIM), o Servicio Bolivariano de Inteligencia Nacional (Sebin) e das policias.

Além de alimentar-se de relatórios dessas agências, o Cesppa conta com um aparato de espionagem próprio, um grupo de hackers e especialistas em eletrônica com dispositivos sofisticados destinados à espionagem eletrônica, conforme destacado vários relatórios portal Vertex News.

“Toda essa informação acaba nas mãos do serviço de inteligência cubano, o G2 ,” diz Gyoris Guzman, ex-chefe do departamento de combate ao Crime Organizado e ao Financiamento ao Terrorismo na Venezuela entre 2013 e 2015. Guzman, que pediu asilo na Espanha, foi convidado a Cesppa para dar uma palestra. Ele ficou surpreso de o convite não ter vindo do diretor agência, Gustavo Gonzalez Lopez, que também é chefe do Sebin, mas de um militar cubano conhecido como Coronel Camilo, que a propósito é o representante do G2 na Venezuela .

O tratamento privilegiado recebido pelos militares cubanos lotados na república bolivariana é confirmado pelo próprio Guzman. Como chefe do departamento de combate ao Crime Organizado, Guzman administrava a propriedade confiscada de criminosos. Assim, seus superiores o fizeram entregar um apartamento à beira-mar na cidade de Tucacas para uso do coronel Camilo, a quem também foi disponibilizado um dos veículos confiscados. De acordo com Guzman, o apartamento recebeu uma reforma milionária, embora pendente a situação jurídica do verdadeiro proprietário.

O número de “conselheiros” cubanos na Venezuela diminuiu devido à crise. Quando Maduro chegou ao poder se estimava que havia mais de 45.000 cubanos no país.

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