Direito de resposta: Despertar Patriótico

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A líder do movimento Despertar Patriótico, Isabella Trevisani, entrou em contato com o Terça Livre solicitando direito de resposta à uma matéria sobre os manifestos que aconteceram no último domingo, na qual foi citada por uma fonte e, de acordo à lei, nós concedemos.

Trevisani explica que sugeriu a data de domingo passado (30/6), internamente ao grupo dela, porque até aquele momento nenhum outro movimento havia sugerido este dia, e alguns estavam falando em fazer no dia 7, que seria este próximo final de semana.

Foi neste ponto que tudo começou, conta ela.

Isabella entrou em contato com lideranças de outros movimentos e alinhou a data. No dia 6 de junho, um membro de um dos movimentos protocolou junto as autoridades conforme o combinado, que a região da FIESP ficaria com um outro movimento e que as proximidades do MASP ficaria com o Despertar Patriótico.

Após protocolado os movimentos maiores começaram a aderir e novas reuniões foram feitas, inclusive com a participação de um jornalista da grande mídia, narra ela.

Então antes da reunião com a Polícia Militar, conta Isabella que reuniu-se com um outro movimento e um grupo de empresários que ajudariam a pagar o caminhão de som, para ocuparem juntos, o mesmo espaço no MASP. Ela também conta que sugeriu a outros três movimentos que se unissem por estarem alinhados.

Em seguida foram às autoridades para protocolar o manifesto. Nesta ocasião ela solicitou ocupar a Rua Peixoto Gomide, que cruza com a Avenida Paulista próximo ao Parque Trianon, dado que o caminhão de som que seu movimento conseguiu, era grande, e assim ficou decidido.

Havia um segundo ponto, no cruzamento da Rua Pamplona com a Avenida Paulista, que sempre é ocupado por um movimento conhecido, que também ficou protocolado.

Narra Isabella que a ata já havia sido lavrada, quando numa discussão interna um líder de um dos movimentos afirmou que “ia usar de influência” para modificar a situação.

O passo seguinte foi um líder de um movimento grande conversar com um oficial que “alterou a ata“, conta ela.

Trevisani diz que entrou em contato com uma autoridade policial questionando a alteração do documento, e que ele justificou alegando que só cumpriu ordens.

A liderança do movimento que foi responsável pela alteração do documento marcou uma reunião para o dia 26, com intuito de resolverem a questão, mas desmarcou no mesmo dia, horas depois.

Vários grupos ficaram revoltados com o que aconteceu“, diz a líder do Despertar Patriótico.

Ainda no mesmo dia, o líder do grupo que fez a alteração do documento também cooptou os empresários que custeariam o caminhão de som, e ela mais uma vez levou prejuízo.

Um líder de um grupo muito grande, que havia resolvido não participar do evento, chegou a convidou-la para unir-se ao grupo dele, pedindo que ela também não participasse. Convite este que ela recusou.

Tendo perdido o caminhão de som e o ponto previamente combinado, Isabella conta que tentou unir-se a outro grupo, na região da Pamplona, mas um grupo que não havia concordado com a data do dia 30 ressurgiu, uniu-se a outros grupos maiores, e tomaram também este ponto.

Segundo ela, este foi o terceiro prejuízo seguido.

No dia, a confusão armou-se, dado que os protocolos não foram respeitados, conforme narra a versão dela.

Isabella diz que esteve aberta ao diálogo o tempo todo e que tentou de todas as formas resolver as questões, mas que ninguém a quis ouvir e que não houve acordo.

Sobre o Colunista

Ricardo Roveran

Ricardo Roveran

Estudante de artes, filosofia e ciências. Jornalista, crítico de arte e escritor. Escrevo por amor e nas horas vagas salvo o mundo.

Twitter: @RicardoRoveran

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  • Só q há um problema nesse primeiro documento! O ano estava marcado para 07/07/2029 (vinte e nove)!!! Pode ter sido usado como pretexto para a alteração!

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