Disputa presidencial: 11 nomes e o domínio do estamento contra qualquer “outsider”  - Terça Livre TV
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Disputa presidencial: 11 nomes e o domínio do estamento contra qualquer “outsider” 

Às vésperas de mais um processo eleitoral e enfrentando uma forte crise de representatividade, o país deve ir às urnas para escolher o próximo presidente do país entre 11 nomes possíveis, caso todos as pré-candidaturas se confirmem.

Um fato que chama atenção é que quase todos os candidatos, com raras exceções, são nomes ligados ao estamento burocrático que resultou na crise que o país vivencia.

O intelectual Raimundo Faoro destacava, em Os Donos do Poder, que a República brasileira era formada de uma pequena casta que usava do poder coercitivo do Estado para se aproveitar dos benefícios da política, jogar migalhas ao restante da população e, daí em diante, só agigantar o Estado e reduzir liberdades individuais.

Com os governos do PT isso piorou, pois a corrupção se institucionalizou em nome de um projeto de poder que era defendido por um viés ideológico dentro de uma intelectualidade orgânica formada por escritores, artistas e outros agentes. O PT se blindou ao mesmo tempo em que cometia crimes.

Dos 11 postulantes, muitos são ligados a trajetória dos governos petistas, como é o caso de Ciro Gomes (PDT), Marina Silva (PV), Fernando Collor de Mello (PTC), Guilherme Boulos (PSOL), Manuela D`Ávila (PCdoB) e outros. Quando não ligados ao PT, a fictícia oposição da estratégia das tesouras que uniu PSDB e Democratas. Os candidatos: Geraldo Alckmin pelo ninho tucano e Rodrigo Maia pelo Democratas, que agora tenta se afastar do estamento ao qual fez parte.

Fora desse estamento e se colocando como “outsiders” do processo estão o deputado federal Jair Bolsonaro (PSL), João Amoêdo (Novo) e Flávio Rocha. Entretanto, conforme as pesquisas, apenas Bolsonaro tem chances reais de ser eleito.

Em todo caso, pela primeira vez, na história da República, temos alguns aspectos de direita se organizando no país. Como o estamento domina a grande mídia e a intelectualidade orgânica, tudo que não o representa é rapidamente classificado como extremismo.

Em resumo: ao mesmo tempo em que – diante da crise de representatividade – os partidos se lançam para tentar construir um nome viável, é notório que a grande maioria deles apenas quer manter o estamento burocrático do país.

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