Dodge acerta o alvo ao pedir que Lula não possa fazer campanha até análise da impugnação



O Partido dos Trabalhadores ainda insiste na narrativa da candidatura do ex-presidente condenado Luiz Inácio Lula da Silva, o Lula (PT), mesmo ele tendo sido condenado em segunda instância pelo Tribunal Federal Regional da 4ª Região. Lula cumpre pena de 12 anos e um mês por corrupção e lavagem de dinheiro.

Porém, para o PT trata-se de um preso político, quando na realidade é um político preso. Ao insistir na narrativa para ocupar espaços, o Partido dos Trabalhadores registrou a candidatura de Lula ao lado até de José Dirceu (PT), condenado pelo mensalão e também em processos da Operação Lava Jato. Mas, graças ao Supremo Tribunal Federal, Dirceu se encontra solto.

Dirceu marchou ao lado do Movimento Sem Terra e de outras lideranças petistas para entregar o pedido de registro da candidatura de Lula ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A presença do “guerreiro do povo brasileiro” parece não causar constrangimento nos petistas que se evocam o monopólio das virtudes nesse país.

Porém, se de um lado o PT insiste na narrativa, do outro o Ministério Público Federal, por meio da Procuradoria Geral da República, já apresentou, ainda na noite de ontem, 15, a impugnação da candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva.

O questionamento será analisado pelo vice-presidente do TSE, o ministro Luís Roberto Barroso, que é o relator do pedido de registro. Além do pedido da PGR, há outros com o apresentado pelo MBL e até pelo ator Alexandre Frota. Esses serão analisados pelo ministro Admar Gonzaga.

No pedido de impugnação feito por Dodge, foi apresentada a certidão do TRF da 4ª Região, que confirma a condenação do ex-presidente. É que o PT fez o pedido de registro com um “nada consta” da Justiça de São Paulo, ignorando um fato público e notório: Lula é um preso condenado em segunda instância.

Dodge ainda quer que Lula não possa fazer campanha na condição de sub judice. Em outras palavras: se o pedido da PGR for acatado, antes do julgamento do registro da chapa do PT, Lula está fora do processo eleitoral. A PGR faz isso para evitar que as narrativas do PT confundam o eleitor. Afinal, uma das estratégias é só substituir Lula por Fernando Haddad (com Manuela D’Ávila do PCdoB) após a condenação.

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