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Doentes protestam por tratamento na Venezuela

Portadores de Parkinson estão há sete meses sem medicamentos

Preocupados após sete meses sem conseguir medicamentos, dezenas de portadores de Parkinson protestaram nesta segunda-feira (9) em Caracas para pedir às Nações Unidas que intercedam junto ao ditador venezuelano, Nicolás Maduro, para que sejam importados os medicamentos de que precisam.

“Antes conseguíamos o medicamento mês a mês porque o governo não se importava, mas há sete meses cortaram esse fornecimento”, disse à AFP Ronald Segovia, de 50 anos, doente há dois.

Segovia, um homem magro e moreno que já não controla o forte tremor de seu braço esquerdo, garantiu que sua condição piorou. “Temos medo”, afirmou.

Na Venezuela, o socialismo tem sido devastador. A escassez de medicamentos para doenças crônicas chega a 95%, enquanto que, para as essenciais, como hipertensão, é de 85%, segundo a Federação Farmacéutica.

Entre os manifestantes havia muitos em cadeiras de rodas porque o aprofundamento de sua doença já não os permite caminhar.

Eufracio Infante, presidente da Associação Civil Parkinson Caracas, disse à AFP que na Venezuela tem 33.000 pessoas com a doença, das quais 17.000 recebiam tratamento há até sete meses.

“Desde que o medicamento parou de chegar, há morreram seis pessoas”, lamentou Infante, que também tem a doença.

Ao chegarem à sede do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), no leste de Caracas, os manifestantes entregaram uma carta em que elenca os medicamentos necessários para os tratamentos da doença.

“Pedimos ajuda humanitária ou a mediação das Nações Unidas para que o governo permita que a empresa privada importe os medicamentos”, disse Aída Cabrera, membro da associação Parkinson Caracas.

Informações: Agence France-Press

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