A economia que leva às ditaduras comunistas - Terça Livre TV
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A economia que leva às ditaduras comunistas

A economia defendida pela esquerda, o “keynesianismo” baseia-se na “ampliação do crédito“, exploro aqui as consequências que o Brasil já conheceu uma vez e corre o risco de repetir a receita.

A aposta de crédito na economia esquerdista é, como já disse hoje, “dinheiro virtual“, ou seja, não é dinheiro real, mas uma aposta no futuro de bens e serviços que não foram ainda realizados.

Este perigoso mecanismo de aposta sempre quebra quando o trabalhador perde o emprego e torna-se inadimplente.

As empresas fornecedoras recebem, mas quem paga são os bancos.

Aqui dirá um esquerdista: “Acertamos na cabeça dos bancos!“.

A resposta é NÃO: os bancos aguentam a pancada e colocam os inadimplentes nos cadastros de devedores, agentes econômicos como SCPC e SERASA no Brasil.

Como consequência o trabalhador perde o crédito e deixa de comprar e portanto de consumir.

É este seu primeiro prejuízo.

Em seguida com o arrefecimento do poder de compra pelo impedimento do crédito, as empresas tem uma queda gradual nas vendas a prazo até o ponto que seus únicos clientes são os que podem pagar à vista. Com o fluxo de vendas em queda gradual, as demissões começam e progridem até chegar ao trabalhador.

É este seu segundo prejuízo.

Com a diminuição do poder de compra, o crédito liberado pelos agentes econômicos invalida-se a si próprio e perde o sentido: está liberado, mas ninguém tem acesso. Anula-se, autofagicamente.

Com o mercado travado, pelo poder de compra estagnado, os preços dos produtos começam a cair e entrar em liquidação pelo terceiro setor, o comércio, na tentativa de salvar o mínimo do investimento, mesmo abaixo do preço de custo e com prejuízo.

Acabados estes produtos, a busca pelo “mais barato” gera uma demanda imensa pelos alternativos de marcas desconhecidas com menor qualidade e pelos usados. Tal demanda faz o preço subir e gradualmente o custo de vida do trabalhador perde em qualidade e encarece. O trabalhador, precisa trabalhar mais, para comprar menos e com menor qualidade.

É este o terceiro prejuízo.

Com o mercado paralisado, desempregado formalmente e pagando muito caro por porcaria, este é o ponto em que o governo assume estar em “crise”. Salvam-se os bancos e instituições financeiras que a esquerda queria quebrar e pagam o preço mais caro os mais pobres, trabalhadores e operários.

A sociedade começa neste ponto a buscar os culpados.

Com o aumento do preço da produção nacional, tanto os produtos de qualidade, quanto dos alternativos desconhecidos e até dos usados, os produtos mais baratos passam a ser neste estágio os importados.

Aumentando a busca por importados, aumenta consequentemente a compra de dólares, majorando o preço da moeda estrangeira.

A alta do dólar, neste ponto privilegia quem exporta e salva as empresas que a esquerda queria atingir, do primeiro e segundo setor, e também os bancos. Ao mesmo tempo aumenta o preço dos importados que a população estava consumindo e os únicos prejudicados tornam-se os trabalhadores mais pobres.

Aqui é o ponto em que a estratégia do crédito torna-se diametralmente oposta à sua intenção inicial: privilégio para os mais ricos e prejuízo para os mais pobres.

Com a alta do dólar, o governo começa desesperado a mexer no câmbio e neste estágio a população já está de saco cheio e começam manifestos.

Regulado o dólar à força com operações de swap cambial, baseadas em apostas de altas, há uma sensação de alívio momentâneo.

Acontece que as reservas do estado passam a ser usadas para controle cambial com compra de dólares para segurar a balança, e com isso os impostos aumentam, aumentando os preços dos produtos e o custo de vida de forma geral.

É este o quarto prejuízo.

Com aumento da carga tributária, mais demissões e menos produtos, prateleiras começam a esvaziar-se e o único emprego possível é no mercado informal.

Com a sociedade à beira do colapso, os manifestos ganham força e o resultado final é um invariável impeachment, ou uma tomada de poder ditatorial, forçando uma ditadura.

Já vimos este filme uma vez e se a esquerda ganhar em 2018, veremos novamente.

Fonte: Blog do Ricardo Rovervan

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