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Em Alagoas, até palhaço foi utilizado em esquema de corrupção

Ex-prefeito apontado em desvios já era acusado de matar a esposa

Não é a primeira vez, no Estado de Alagoas, que a Polícia Federal desencadeia uma operação que detecta desvio de recursos do FUNDEF. Nas últimas duas décadas foram várias ações neste sentido.

Desta vez, o alvo da ação da Polícia Federal foi o município de Canapi, no Sertão alagoano. Um ex-prefeito da cidade, Celso Luiz, já havia sido preso por conta de desvios de recursos da administração municipal.

Além disso, Celso Luiz, quando deputado estadual, ainda foi apontado como um dos integrantes de uma quadrilha que desviou mais de R$ 300 milhões do parlamento estadual.

Agora, quem é acusado é outro ex-prefeito da cidade, Genaldo Vieira. Ele também é apontado no assassinato de sua esposa, na cidade de Paulo Afonso (BA).

De acordo com as investigações, Vieira teria desviado R$ 8.625.000 dos recursos do FUNDEF. O ex-prefeito utilizou decreto de emergência para que o município pudesse realizar serviços sem necessidade de licitação.

Na lista das irregularidades está até a contratação da empresa de um palhaço de festa infantil, somando o valor de R$ 440 mil. Além desta contratação, empresas outras recebiam recursos do município por meio de contratos para serviços que nunca foram realizados, como transporte escolar, fornecimento de cestas básicas e até realização de shows de virada de ano.

“Ouvimos o empresário responsável por uma das empresas para saber onde ele adquiriu as cestas e ele nos informou que foi através de outra empresa conhecida como Maceió Peixaria, cujo proprietário trabalha como palhaço. Esse outro empresário não tinha participação no esquema”, explica o delegado responsável pela operação, Antônio Carvalho.

A ação da Polícia Federal – ocorrida em Alagoas, na manhã de hoje – é um desdobramento da Operação Triângulo das Bermudas. O interessante é que por conta dessas investigações é que Vieira assumiu a prefeitura, já que Celso Luiz foi afastado do cargo e preso por desvios de recursos. Atualmente, ele se encontra em liberdade por decisão do Supremo Tribunal Federal.

Ao todo, foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão e três ordens de sequestro de bens. Ninguém foi preso, mas sete pessoas foram notificadas para pagar quantias que variam entre R$ 10 mil a R$ 100 mil como fiança.

“A PF solicitou a prisão preventiva dessas pessoas, mas a Justiça Federal não concedeu o pedido. Todos já foram notificados e têm até 24 horas para realizar o pagamento da quantia, caso contrário, podem ter a prisão decretada”, concluiu o delegado.

(Com informações do site CadaMinuto)

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