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Em entrevista, deputado confirma estratégia de entrar com HC direcionado à Favreto

Em uma entrevista à Folha de São Paulo, o deputado federal Paulo Pimenta (PT/RS) dá uma declaração em que acaba confirmando a estratégia petista de ter entrado com o recurso de pedido de habeas corpus na tentativa de libertar Lula.

O petista ingressou com a ação, junto com mais dois colegas parlamentares, logo após saber que o plantonista, no Tribunal Regional Federal da 4ª Região, era  o desembargador Rogério Favreto.

Em outras palavras: a confusão jurídica causada pelo trio do PT já era algo com o que o partido contava quando impetrou o habeas corpus. Tudo – ainda segundo fontes – fazia parte de uma imensa estratégia política.

Isso ganha mais evidência após a entrevista de Pimenta à Folha de São Paulo. As entrelinhas do parlamentar apontam para isso.

Os três parlamentares petistas – Wadih Damous (RJ), Paulo Teixeira (SP) e Pimenta – ao confirmarem que o plantão era de Favreto, aproveitaram a brecha e o recesso judiciário para tentar libertar Lula e causar a confusão jurídica, já que julgavam ter no desembargador Favreto um aliado, em função de seu passado ligado ao Partido dos Trabalhadores.

O habeas corpus foi concedido no domingo, 08, e acabou por mobilizar o Judiciário, como já era esperado, incluindo até mesmo a manifestação da presidente do Supremo Tribunal Federal, Carmem Lúcia. Com todas as manifestações postas, o PT poderia aproveitar o cenário para mais uma vez tratar Lula como “preso político” perante a opinião pública.

Eis a declaração de Paulo Pimenta à Folha de São Paulo: “Sou do Rio Grande do Sul. Conheço as pessoas. Alguém me deu o toque. Olhei no sistema e vi (que o Favreto seria o plantonista). É público”. Pimenta sequer esconde a ligação com o desembargador.

Informações de bastidores dão conta de que o trio sabia que a decisão de Favreto seria revertida em pouco tempo, mas havia um interesse no “caos jurídico”.

A ação fracassada dos petistas agora é vista como algo a ser encaixado em uma narrativa previamente planejada, como faz Pimenta ao declarar também à Folha o seguinte: “Pudemos demonstrar que a Lava Jato é uma organização que atua dentro do Judiciário, com relações políticas, e que seu objetivo é impedir que Lula seja solto”.

Ou seja: a ação da Justiça para impedir o plano petista passa a ser vista como uma perseguição a um “preso político”, quando na realidade o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o Lula (PT), foi condenado por corrupção e lavagem de dinheiro.

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