Em entrevista nos EUA, Petra Costa diz que Bolsonaro incentiva invasão de terras indígenas e que Amazônia está a ponto de ‘virar uma Savana’

Foto: Reprodução PBS


A diretora do documentário “Democracia em Vertigem”, Petra Costa, concedeu uma entrevista ao canal internacional dos Estados Unidos, PBS, que foi ao ar em 1º de fevereiro. 

O nome de Petra está entre os assuntos mais comentados do Twitter nesta segunda-feira e os brasileiros estão indignados com o teor da entrevista. A hashtag “PetraCostaLiar” ocupa os trending topics.

Petra Costa disse à PBS que para se eleger o presidente Jair Bolsonaro tirou proveito das altas taxas de homicídio do Brasil prometendo matar os criminosos e que as taxas de morte por policiais cresceram 20% por conta disso.

O presidente também teria vencido a corrida presidencial devido à “onda evangélica” que é contra os direitos dos gays, feminismo e que faz distinção da cor das pessoas. 

“Todas essas ideias de extrema-direita estão crescendo na sociedade brasileira”, afirmou Petra, dizendo que Bolsonaro também carrega essa bandeira. 

Ainda segundo ela, “desde que [Bolsonaro] foi eleito o índice de mortes causadas pela polícia cresceu 20% e o Estado do Rio de Janeiro tem mais mortos que os EUA, geralmente ‘pessoas de cor’”. Petra também disse que existe um “genocídio” de negros todos os anos.

A diretora do documentário que exalta Lula e o PT, indicado ao Oscar, ainda afirma que Bolsonaro incentiva fazendeiros e invadirem terras indígenas e a queimar a Floresta Amazônia, que chegou no ponto em que “pode virar uma Savana a qualquer momento”.

Petra Costa também utilizou-se da narrativa da esquerda de que Bolsonaro foi eleito por fake news. “De 2 a 3 dias antes das eleições, Bolsonaro cresceu exponencialmente e o PT começou a receber mensagens do tipo: ‘É verdade que a vice-presidente do Haddad está fazendo rituais satânicos? É verdade que ela tem um bebê do demônio? Coisas deste nível surreal que os brasileiros acreditavam e mudavam de voto no último minuto devido à fake news”.

Vale destacar que Petra Costa é filiada ao PT desde 1997 e doou cerca de 400.000 reais a políticos da sigla desde 2010. Ela é uma das herdeiras da construtora Andrade Gutierrez, uma das principais empresas envolvidas no “Petrolão”.

A construtora perdeu seu status de grau de investimento da Fitch Ratings em meados de 2015, pouco antes da diretora começar a acompanhar Dilma.

Em 2016, os executivos da Andrade Gutierrez revelaram em depoimento à Procuradoria-Geral da República que as construtoras responsáveis pela obra da Usina Hidrelétrica de Belo Monte combinaram o pagamento de uma propina de R$ 150 milhões, 1% do valor que elas iriam receber pelos contratos firmados.

Veja o trecho da entrevista:

(Com informações Veja e Congresso em Foco)

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