Especialistas fazem sérias ressalvas à proposta de Ciro Gomes



O presidenciável populista Ciro Gomes apresentou sua mirabolante ideia para tirar milhões de brasileiros inadimplentes do Serviço de Proteção ao Crédito – SPC.

Por: Guilherme G. Villani

A ideia consiste em usar os bancos públicos para refinanciar a dívida contraída dos brasileiros majoritariamente nos bancos privados. A brincadeira pode exigir R$60 bilhões de reais das instituições.

O garoto propaganda da proposta é o patético economista desenvolvimentista Luiz Gonzaga Belluzzo. Ex-presidente da S.E. Palmeiras, Belluzzo deixou o clube falimentar, com uma dívida de R$199 milhões de reais. Teve as contas rejeitadas pelo Conselho Fiscal do Clube e foi suspenso por 1 ano por má gestão e irregularidades.

A manchete da notícia do Valor Econômico – Proposta de Ciro atrai elogios de especialistas – de nada condiz com o que todos os especialistas em crédito consultados na própria matéria dizem. Vamos aos fatos.

Ricardo Rocha, professor do Insper: “do jeito que está (a proposta) ainda é mais uma promessa de campanha”…

…”Acho que uma coisa é criar um ambiente de estímulo à renegociação, o que é interessante, mas simplesmente obrigar os bancos públicos  a fazer isso faria a gente voltar para um problema que já vimos antes, de uso inadequado dos balanços do bancos públicos”… …

…”Estão faltando números.”

Fábio Astraukas, sócio da Sigen: “sem atacar o déficit público e o problema fiscal nenhuma medida para reduzir a inadimplência vai adiantar, porque a causa não vai ser resolvida”…

…”os atrasos nos pagamentos são consequência da economia fraca e sem retomada da atividade, melhora do emprego e da renda esse número vai voltar.”

Artur Lopes, sócio da Iwer Capital:  “Essa intervenção tem de ser feita de uma maneira muito cuidadosa, porque senão vai estar tutelando e deseducando a população ao estimular um endividamento irresponsável”…

…”O risco é incentivar os tomadores a deixar de pagar, confiando que vai haver um resgate mais para a frente.”

Guilherme Afonso, diretor da Itapeva:  ” (a proposta pode) simplesmente transferir o problema para frente e não eliminá-lo”…

 …” Se o crédito continuar caro, as pessoas continuam sob risco de ser negativadas.”

Ou seja, por mais que bem-intencionada, a implementação da proposta acarretará um pesado ônus aos cofres públicos e ainda não garantirá que os brasileiros mantenham suas contas em dia.

FONTE: Valor

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Mariliense. Gosto pela Administração, Contabilidade e Finanças. Atua em Mercados de Capitais. Agente Autônomo de Investimentos.

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