Falar de Olavo: um negócio da China?



O primeiro artigo do ano fugirá do assunto economia, mas não de negócios. Falar de Olavo de Carvalho se tornou um investimento de risco. Os detratores agonizam, as máscaras caem e o professor sobressai.

Por Guilherme Galvão Villani

Em dezembro e meados de janeiro estive no Canadá para visitar minha host family quem me abrigou em meu intercambio cultural em 2000 no qual conclui meu ensino médio.

Durante o período vi o Brasil de fora, talvez parecido como o professor Olavo de Carvalho o vê.

Diante de tamanha campanha difamatória contra este, onde lhe insultavam e detratavam, pensei por um breve momento que o professor estaria em maus lençóis diante da gangue de maledicentes.

Engano meu, durante os 45 dias Olavo se comportou como um Bruce Lee, munido de um nunchako diante de palermas.

Já venho a tempos notando alguns fanfarrões tentando pegar carona na fama de Olavo. Quem mais impressiona pela má-fé é o “filósofo” Henry Bugalho, ou “Bagulho”, apelido dado carinhosamente por Olavo.

 

Não bastasse publicar inúmeros vídeos difamatórios contra Olavo de Carvalho, o “filósofo” teve a capacidade de detratar a booktuber Tatiana Feltrin pelo simples fato de ela ter lido a obra O Imbecil Coletivo, gostado, elogiado e recomendado.

 

Detalhe,  “Bagulho” admite que NÃO LEU O LIVRO.

 

O comportamento não é incomum. E denota o caráter psicopático e maldoso do indivíduo. No vídeo ele sugere para as pessoas migrarem inscrições para outra booktuber,  uma da turma do #elenão.

As repetições de episódios como este são cada vez mais constantes. Recentemente juntou-se a turma de detratores o filósofo Luiz Felipe Pondé.

Pondé , “O Caroneiro”,  se vende como um conservador da direita elegante e limpinha. Aquela que não enfrenta um esquerdista imundo em uma boa briga de rua.

Olavo de Carvalho tem um saco de elefante para responder a estes detratores. Imagino que seu recente vídeo-resposta sobre as acusações de Pondé esteja carregado de desgosto.

O mesmo desgosto (imagino) por ter visto Carla Zambelli – deputada eleita do PSL-SP – lhe virar as costas. Desgosto por ter feito um “live” com Luis Miranda – deputado eleito pelo DEM-DF – ainda em 2017. Todos surfistas na onda Olavo-Bolsonaro que, antes mesmo de assumirem o mandato, foram consumir o “almoço grátis” do partido comunista chinês.

O fato inconteste é que Olavo de Carvalho é um sucesso de público. Leda Nagle em recente entrevista impulsionou seu canal entrevistando Olavo, a média de visualizações ante suas entrevistas anteriores é enorme.  A Jovem Pan deu um presente de Natal com um entrevista  com o professor que teve grande repercussão.

Fui aluno do Curso Online de Filosofia durante um ano. Ano riquíssimo de aprendizado. Minha maior admiração pelo professor Olavo de Carvalho é sua capacidade de resgatar a história e memória de outros filósofos e pensadores.

O mais marcante para mim é ter conhecido através de Olavo o escritor, poeta, filósofo, dramaturgo, jornalista, palestrante, teólogo, biógrafo, literário e crítico de arte inglês, G. K. Chesterton.

Chesterton, conhecido como  filósofo do Senso Comum, é uma leitura obrigatória de todo conservador, cristão, católico e ocidental. Sua vasta obra inclui os imperdíveis Ortodoxia, O Homem Eterno e o divertidíssimo short stories Father Brown, que virou minissérie pela BBC e reproduzido no Brasil pela TV Cultura.

O mais interessante nesta campanha difamatória toda é que os detratores não percebem o quão estão ajudando a disseminar a filosofia de Olavo de Carvalho. E a reboque resgatar todos os grandes filósofos e pensadores que fazem parte de sua filosofia.

As vendas dos livros de Olavo aumentam exponencialmente, as visualizações de suas entrevistas concedidas a pessoas sérias possuem enorme público e repercussão. Olavo é a cada dia desvendado por algum desavisado que não lia sua obra por puro preconceito ou desconhecimento.

Falar de Olavo virou um investimento de risco. Risco de ser desmoralizado pelo professor e pelo público, ou o risco de ser contemplado com a sapiência do velho mestre.

“Se enxerguei mais longe, foi porque me apoiei sobre os ombros de gigantes.” – Isaac Newton

Vida longa ao gigante Olavo de Carvalho.

Sobre o Colunista

Guilherme Galvão Villani

Guilherme Galvão Villani

Mariliense. Gosto pela Administração, Contabilidade e Finanças. Atua em Mercados de Capitais. Agente Autônomo de Investimentos.

21 Comentários

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  • Sentem muita inveja da capacidade do professor Olavo de influenciar o debate público,seja ele: político,cultural.
    Sou grato ao professor,que me fez sair da mesmice e do comodismo na minha vida como um todo.

  • Professor Olavo realmente me despertou para um novo horizonte… Lembro-me até hoje do primeiro vídeo dele que assisti, chamado “A farsa da Comissão da Verdade”… A partir dali não parei mais de acompanhá-lo, inclusive até por ele conheci o Nando Moura, o Bernardo Kuster, o Terça Livre, e vários outros… Engraçado isso porque normalmente essa ordem de conhecimento se dá ao contrário, mas conheci alguns de seus vídeos primeiro… Até agora comprei somente o livro “O mínimo…”, li todo o conteúdo, gostei muitíssimo, e pretendo comprar todas as suas obras… Estou me organizando, e estou disposto a tornar-me um profundo conhecedor da vida intelectual.

  • As reações do professor aos ataques que está sofrendo deveriam inspirar Flávio Bolsonaro a agir da mesma forma. Caso contrário, por mais que seja provada sua inocência, sua reputação ante a opinião pública vai para a lata de lixo.

  • Excelente reflexão. Todos querem surfar no tsunami Olavo de Carvalho, assim como muitos que foram eleitos aproveitaram a onda Bolsonaro. Como vc mesmo disse, estes detratores não perceberam que ao atacar o professor nada mais estão fazendo que promovê-lo uma vez que instigam àqueles que nunca o viram, ouviram ou leram a conhecê-lo. A partir do momento que estes têm contato com a obra do professor e estejam dispostos a compreendê-lo, fica claro que estas acusações difamatórias não passam de chiliques e demonstração da mais pura inveja.

  • Caro Guilherme Galvão Villani,
    Já que você, no fim do seu texto, citou Isaac Newton, gostaria de lhe perguntar se você já leu o texto do Professor 0lavo de Carvalho, intitulado “Nas Origens da Burrice Ocidental” , onde o “filosofo” crítica de modo completamente absurdo a Mecânica Newtoniana, publicado no Jornal do Brasil,15 de junho de 2006.
    Neste texto fica claro, para não dizer claríssimo!, que o Professor Olavo de Carvalho, apesar de escrever bem, Filosofa Muito Mal!
    Como diria o físico Quântico Wolfgang Pauling, este texto de Olavo “Não apenas não está certo, como nem ao menos está errado!” – Pauling usou esta eloquente frase, certa vez, querendo disser que uma ideia, a ele apresentada, era de uma elaboração tão precária que nela não existiam condições sique para refutá-la. Isto se aplica profundamente a Olavo de Carvalho em seu texto sobre Newton.
    Eu travei contato com este texto, quando fazia pesquisas em busca de coisas que eram ditas sobre o conceito de Inércia e Referenciais Inerciais na web. Quando li o texto de Olavo fiquei abismado com a quantidade de construções sem qualquer lógica que foram ali colocadas pelo “filosofo” . Como nesta época estava estudando os conceitos de espaço, tempo, movimento inercia, etc e a maneira como as pessoas o compreendem, percebi que seria um interessante exercício tentar entender de onde o Olavo tinha tirado todas aquelas afirmações aparentemente sem sentido, inclusive afirmando coisas sobre os princípios da mecânica newtoniana que simplesmente não existem no corpo desta teoria.
    Então peguei papel e caneta e comecei a trabalhar na interpretação do texto.
    O que constatei, ao fazer isto, sem muito esforço, foi que o professor Olavo não utiliza as definições para as palavras Tempo, Inércia, Movimento, Estado, Referencial que são as definições usadas na Teoria Mecânica de Newton. Ele construiu uma nova definição bem particular para estes termos. Portanto ele simplesmente não está falando sobre Mecânica Newtoniana, Ele está criticando sim uma teoria da Mecânica Olaviana, que ele mesmo construiu na própria cabeça. Então a “burrice”, que ele sita no texto, está nele mesmo e não em Newton ou seus seguidores.
    Portanto, o Texto do professor Olavo de Carvalho é sobre “Mecânica Olaviana” que é uma pura construção sua e que ele classifica com uma “Burrice Formidável”. É um negócio incrível!!! Olavo esta tão certo que está errado: certo quando critica esdruxula teoria mecânica olaviana e errado por ter sido ele o construtor da teoria!!! Situação um tanto quanto esquizofrênica!!!
    O problema é ele atribuir os absurdos que ele mesmo construiu a Isaac Newton. Isto é de uma desonestidade tremenda.
    A estrutura lógica das afirmações do Olavo neste texto são simplesmente desastrosas. Deixemos que o autor fale por si só:
    “Porém a absurdidade ostensiva continha dentro de si outra ainda pior. Todo movimento é, por definição, uma mudança ocorrida dentro de uma escala de tempo determinada. Se você esticar indefinidamente os limites do tempo, não haverá mais diferença possível entre a mudança e a permanência, entre o acontecer e o não acontecer. “Movimento eterno” é conceito autocontraditório.”

    Aqui o professor Olavo descreve um processo de esticar os limites do tempo!!!! Isto ele tira claramente do fato simples de que se um movimento é observado em um intervalo de tempo muito pequeno, o movimento não é percebido e se parece com o repouso. É como olhar o céu noturno por um minuto, você percebe as estrelas imóveis (sem mudança), mas se observar por horas você vai notar o movimento. Dai ele conclui que “Movimento eterno” é conceito autocontraditório.” Isto é raciocinar (filosofar) pessimamente, pois não existem conexão entre estas afirmações. A contradição em “Movimento Eterno” só pode ser resultado de um erro de interpretação do que seja movimento eterno. Ele na verdade infere a contradição apenas das palavras quando associa movimento a mudança e eterno a ausência de mudança.
    Vale salientar que não existe o princípio da “Eternidade do Movimento” em mecânica, com afirma o professor Olavo de Carvalho. Ele tirou isto da própria cabeça por uma interpretação incorreta do princípio da inércia, inserido a “Eternidade do Movimento” na sua mecânica olaviana. Alias a dinâmica newtoniana vem para explicar como ocorre a mudança do movimento e não a sua eternidade.
    Os erros do professor Olavo de Carvalho neste texto são tão elementares que qualquer aluno ginasial com o minimo de formação é capaz de perceber. Fica completamente impossível acreditar que ele possa ser de fato um filósofo após a leitura deste texto. E ele apresenta a mesma prática em tudo que é texto dele que tive acesso. Não dá para acreditar nele. Você fica tremendamente desconfiado, pensado: qual a intenção deste sujeito com isto que escreve?
    O texto também é um desastre do ponto de vista histórico. Ele narra inverdades e tenta o tempo todo utilizar o expediente da ridicularização para destruir a reputação de Newton, de suas teoria mecânica, da classe universitária atua e de toda a elite pensante contemporânea de Newton. Ele interpreta de forma absurdamente distorcida as contribuições de Leibniz, Goethe e Einstein para a crítica a Mecânica Clássica e ainda esquece de Ernest March.
    Ele chega ao absurdo de dizer que Einstein “ao restringir o alcance dos princípios de Newton a um domínio limitado da realidade, provou o total subjetivismo desses princípios, já que os limites do referido domínio eram os da percepção macroscópica humana.”

    Realmente, ele não entende o que ler e/ou constrói os conceitos em função das suas vontades. Se fosse assim, toda a física seria subjetiva, pois toda ela tem sua validade nos limites da “percepção macroscópica humana.” Pois, no fim das contas, quem confronta os dados da experiencia com as previsões de uma teoria é o observador humano. Aqui Olavo mostra que não entende o que é Subjetivismo. Subjetivismo seria se uma teoria tivesse sua validade nos limites da percepção macroscópica de um homem em particular. Mas se a teoria tem validade no limite de percepção macroscópica humana (de todos os homens), como ele mesmo diz, como é o caso da teoria de newton, ela é objetiva e não subjetiva, pois todos são capazes de observar a concordância entre teoria e experiência. Este é um erro grosseiro do Olavo de Carvalho inadmissível para alguém que se autointitula grande filosofo.

    Poderia comentar mais sobre como este texto e rico em coisas absurdas. Outros textos do Olavo apresentam a mesma riqueza de asneiras. Mas isto tornaria o comentário muito longo.

    Acho que é daí que surge a grande atenção que as pessoas estão dando ao Olavo de Carvalho é a maneira extraordinária como ele inventa um mundo de absurdos e uma legião de pessoas embarcam com ele nesta absurda viagem a mundos irreais e auto-contraditórios. Estas pessoas não conseguem perceber como do ponto de vista lógico os argumentos dele são verdadeiras falácias (ou mentiras). Estas pessoas aceitam muito mais o que ele fala por conta de aliamentos ideológicos do que lógicos. Ele de fato merece ser estudado pelo fato de arrastar para este precipício intelectual uma enorme quantidade de pessoas.

    O Poeta Zé Limeira ficou imortalizado pela maneira como escrevia seus versos desprovidos de qualquer lógica e sentido, distorcendo fatos históricos ao seu bel prazer e terminou construindo uma forma de poesia original de uma valor inestimável. Mas ali as pessoas sabiam que era poesia e não realidade e a genialidade dos poemas estava justamente nisto. Dai o título de Poeta do Absurdo e o seu gigantesco reconhecimento.

    No caso de Olavo de Carvalho é diferente, pois não se trata de poesia e sim de filosofia, levando as pessoas a acreditarem e concordarem com uma quantidade infindável de “geniais absurdos” produzindo um impacto negativo enorme nas consciências de muita gente, inclusive repercussões politicas significativas.

    Olavo de Carvalho é o Filosofo do Absurdo mas diferente do Poeta isto só o desvaloriza como filosofo, apesar de ter o colocado em grande evidencia, pois de fato ele é algo a ser estudado.

    Não!!! Definitivamente Olavo de Carvalho não pode ser considerado o “Gigante Olavo de Carvalho”.
    Pois quando ele tentou se apoiar nos ombros de um Gigante, Isaac Newton, para decepar-lhe a cabeça, ele levou um tombo horrível e se estatelou no chão da ignorância!!

  • Olavo como filósofo é um astrólogo e como pensador, é uma obra de Rodin. Em pedra onde é mais bela fazendo pose e ficando calada. Fico pensando se seus apoiadores partilham somente de suas “ideias” retrógradas ou tem outros interesses mais escusos. Mas na onda dos pensadores de Twitter, que com poucos caracteres conseguem dizer tudo, que é nada, ele consegue adeptos. Alguém já disse que o homo de sapiens não tem nada. Vendo textos como este e os do Olavo sou forçado a concordar.

  • Prezado Paulo Sérgio B. Nascimento, a bronca com Newton é mais pelo aspecto mecanicista/matematizante do físico, . Mas vamos lá:

    Acredito que o “Movimento Eterno” que ele se refere é o Perpetual Motion, hipótese aventada na primeira parte da frase: “(1) Every body remains in a state of constant velocity / (2) unless acted upon by an external unbalanced force”.

    Tem um vídeo – Isaac Newton e a Alquimia – em que Olavo explica melhor isso e diz claramente que não é questão das leis de Newton estarem erradas do ponto de vista da ciência moderna, mas que a frase reflete o conceito reducionista de Newton e que reflete na religião (“Newton não espalhou só o ateísmo pela cultura ocidental”).

    O que soa contraditório para mim na frase é que mesmo no espaço há forças externas (do contrario a lua não se afastaria da Terra um pouco por ano). Se sempre há forças externas não há a possibilidade do movimento perpétuo/constante. Mas enfim, não sou físico e nen acho que é isso o ponto principal da discussão no texto do Olavo.

    O fato inconteste é que muito da história de Newton só veio a tona após Keynes comprar seus manuscritos em leilão e mostrar uma faceta ocultista/alquimista do físico.

    https://aventurasnahistoria.uol.com.br/noticias/personagem/codigo-newton-lado-religioso-fisico-435484.phtml

    Recentemente descobriu-se que Newton era um alquimista empenhado em descobrir uma fórmula da imortalidade https://www.bbc.com/portuguese/noticias/2016/04/160413_newton_misterio_tg .

    O que o Olavo chama a atenção é que não se pode dissociar a “física moderna” de Newton com as práticas ocultistas/místicas dele. E o que de fato irrita Olavo é o mecanicismo/matematização de Newton e Descartes em substituição completa à física aristotélica – ver vídeo “A vingança de Aristóteles”. Uma das suas melhores aulas.

    A física matematizante de Newton/Descartes é o alvo de Olavo. Tal fato que levou Newton a crer que poderia criar um Elixir da Vida, Pedra Filosofal e outras maluquices.

    Essa matematização de sistemas altamente complexos como natureza/religião/economia é que nos leva a aberrações como acreditar que a matemática econômica de Keynes vai influenciar os “espíritos animais” dos empresários.

    Agora, o mais contraditório disso tudo é Olavo ser considerado um charlatão por ter estudado astrologia e Newton um gênio inconteste apesar de ter criado bizarrices de todas as maneiras com ocultismo e alquimia. rsrs

    Cesar Lattes, o físico brasileiro que mais chegou perto de um Nobel, esculachou Einstein a vida inteira e nem por isso algum deles deixaram de ter seu lugar na história.

  • Prezado Guilherme Galvão Villani, fico muito grato pela sua atenção e pela sua resposta. Nela você tocou em vários pontos interessantes e me senti motivado a responder no intuito da troca de ideias a respeito da ciência e com o objetivo de nos enriquecermos mutuamente. Entendo a raiz daquilo que você coloca como critica ao mecanicismo/matematização da ciência e outras questões que levantou em sua resposta. Mas acredito que as críticas estão em verdade deslocadas daquilo que realmente deveria ser o alvo. No fim do texto vou dá uma sugestão “do bem” para você que é seguidor do Olavo do Carvalho. Uma mudança de estratégia para defender aquilo que possa ser a verdadeira contribuição significativa do Velho!!!.

    Tendo em vista a complexidade das questões que você apresenta, resolvi quebrar o minha resposta em partes que postarei em outros comentários quando tiver oportunidade.

    Neste comentário em particular queria me apegar a esta “bronca com relação ao mecanicismo/ matematização do físico” Não sei dizer se você se refere ao físico Isaac Newton em particular ou aos físicos em geral. Mas gostaria de tecer os seguintes comentários:

    Ao contrário!. Agente deve dá bronca em um físico se a sua teoria física não for mecanicista /matematizante.
    Quanto ao aspecto mecanicista: Como esperar que uma teoria, seja qual for a área, não seja mecanicista? Qualquer teoria científica, e isto vale para qualquer área, até nas áreas das humanidades, é a busca de um mecanismo para explicar fenômenos, entendendo aqui mecanismo, não apenas do ponto de vista da mecânica que envolve corpos físicos como parte de um sistema, mas como um conjunto de objetos abstratos cuja relação entre eles permita a determinação de como eles devem figura uns em relação aos outros e evoluir (dinâmica) ao longo do tempo. Alguns destes objetos abstratos apresentam uma correspondência com coisas do mundo real que podem ser experimentadas, são por assim dizer os observáveis da teoria. Outros objetos abstratos não corresponde a qualquer coisa que possa ser observável na natureza, são objetos não observáveis da teoria que o cientista introduz para completar o mecanismo que permite a previsão das configurações e do comportamento dinâmico da natureza (sua evolução ao longo do tempo). O mecanismo então pode ser construído em torno daquilo que se chama de conjunto completo de objetos da teoria, envolvendo objetos observáveis e não observáveis. Podemos definir este conjunto completo como sendo aquele tal que conhecendo os objetos deste conjunto em um determinado momento é possível determinar como estes objetos serão no futuro e como eles foram no passado (determinismo). As regras que permitem combinar estes objetos de modo a determinar como eles deveram ser no futuro, conjuntamente com estes objetos, é o que chamamos de mecanismo da teoria. Qualquer teoria científica é construída assim. Até a Teoria Quântica é assim, mesmo que nela exista um “indeterminismo”. Na própria Mecânica Quântica o objeto abstrato central de teoria é a Função de Onda que é um ente matemático abstrato não observável. Mas a teoria quântica prever deterministicamente como vai evoluir a função de onda. O indeterminismo aparece como uma relação probabilística entre este objeto abstrato central (função de onda) e as medidas que podem ser feitas na natureza, de modo que a correspondência entre as previsões da teoria quântica só podem ser confrontadas numericamente com médias estatísticas sobre uma quantidade representativa de medidas.
    Todas as teorias científicas têm em seu corpo um mecanismo e é correta se os objetos abstratos observáveis permitem obter previsões com precisão aceitável a respeito dos seus correspondentes na natureza. Ou seja, do comportamento produzido pelos mecanismos da teoria para os objetos observáveis podemos prever o comportamento dos seus correlatos no mundo real.
    Criticar esta forma mecanicista das teorias é um equívoco, pois o problema não está aí. Os mecanismos são sempre inerentes. O erro é postular que os objetos observáveis que figurão na teoria são exatamente iguais aos que existem na realidade. Eles são meras representações uteis. Pior ainda é postular que os objetos não observáveis da teoria existem de fato no mundo. Mas isto não é um erro da teoria e sim o resultado de um mau uso da mesma. Se uma teoria não dispõe de um mecanismo, no sentido que coloquei aqui ela é simplesmente inútil.
    Quanto ao aspecto Matematizante: No caso da física, não tem jeito o mecanismo que ela representa precisa ser matematizado. Porque a teoria precisa ter suas previsões (representadas pelos objetos observáveis) confrontadas com a observação experimental que se traduz na medição de certas quantidades que devem ser numericamente previstas pela teoria e estes números devem ser resultantes da aplicação de um formalismo matemático. Não faz o menor sentido dá bronca em um físico porque ele precisa matematizar os mecanismos presentes em suas teorias. Isto é um contrassenso. O erro acontece quando se confunde na teoria o formalismo matemático como o mecanismo e quando se confunde o mecanismo com a realidade. Em geral as pessoas leigas e desavisadas fazem este tipo de confusão.

    A teoria de Newton é uma teoria mecânica da física. Como esperar que uma teoria mecânica não seja mecanicistas e não tenha a ela associado um formalismo matemático?

    Portanto, a questão não é criticar a teoria ou o seu criador e muito menos criticar uma teoria em função de quem foi o seu criador, confundindo criador e criação. A crítica deve se dirigir aqueles que usam a teoria e, muitas vezes, tiram delas conclusões em outros campos como filosofia, religião, politica ou economia que simplesmente não se sustentam sobre qualquer ponto de vista e podem ser refutadas por qualquer um. E é justamente isto que o Olavo de Carvalho está fazendo em seu texto e no vídeo que você me indicou “Isaac Newton e a Alquimia”.

    Na sua resposta você comentou:

    “O que o Olavo chama a atenção é que não se pode dissociar a “física moderna” de Newton com as práticas ocultistas/místicas dele. E o que de fato irrita Olavo é o mecanicismo/matematização de Newton e Descartes em substituição completa à física aristotélica”

    Pois isto que o Olavo faz é um absurdo em larga escala. Já mostrei acima que a critica ao mecanicismo/ matematização como ele faz é absurdo. A substituição da física aristotélica pela mecanicismo/ matematização de Newton e Descartes vem simplesmente do fato de que a teoria aristotélica simplesmente fazia previsões completamente incorretas sobre o movimento, enquanto a formulação matemática operada por newton e apoiada nas ideias de Descartes, Galileu, Kepler, entre outros (Os famosos ombros de Gigantes que ele cita), expressava corretamente a maneira com a natureza se comporta.

    Quanto a esta ideia de misturar os aspectos ocultistas/misticos de Newton com a mecânica para dizer que os fundamentos da teoria estão errados e são contraditórios. Ai é um absurdo combinado com uma demonstração de ignorância completa do senhor Olavo. Quando assisti o vídeo que você me indicou “Isaac Newton e a Alquimia” vi que o professor Olavo de Carvalho confirma completamente tudo que levantei sobre os graves erros por ele cometido. Vou explicar:

    Caro Guilherme, na sua resposta aos meus comentários você colocou:

    “Acredito que o “Movimento Eterno” que ele se refere é o Perpetual Motion, hipótese aventada na primeira parte da frase: “(1) Every body remains in a state of constant velocity / (2) unless acted upon by an external unbalanced force”.”

    Você acertou em cheio!. É exatamente a partir daí que começa os erros ginasiais do Olavo de Carvalho.

    O texto que você colocou em inglês e enumerou com (1) e (2) é na verdade um enunciado da primeira lei que corresponde ao Princípio da Inércia. Esta na verdade é uma versão equivalente em linguagem moderna. O texto original em latim no Principia é:

    “Corpus omne perseverare in statu suo quiescendi vel movendi uniformiter in directum, nisi quatenus a viribus impressis cogitur statum illum mutare.”

    Em bom português:

    “Todo corpo continua em seu estado de repouso ou de movimento uniforme em linha reta, a menos que ele seja forçado a mudar aquele estado por forças imprimidas sobre ele.”

    Este princípio não é de newton – depois explico pois isto é interessante e revelador. De fato, o professor Olavo tira o que ele chama no seu texto de “Princípio da Eternidade do Movimento” desta parte (1) do seu texto em inglês ou do texto equivalente onde ele tenha lido o princípio da inércia. Ou seja ele deriva o Princípio da Eternidade do Movimento do Princípio da Inercia. Ai ele já comente um grande erro, pois se ele deriva algo de um principio o que ele conclui é derivado de um principio e portanto não é um outro princípio é consequência do princípio anterior. O erro básico já começa ai. Ele coloca este erro em seu texto:

    “Um dos paradoxos inaugurais dos tempos modernos está na facilidade sonsa com que a parte pensante da Europa aceitou os dois princípios da mecânica newtoniana — a eternidade do movimento e a lei de inércia — sem parar por um instante sequer para notar que eram mutuamente contraditórios. ”

    Veja bem: ele fala de os dois princípios da mecânica newtoniana: a eternidade do movimento e a lei (princípio) da inércia. Só que ele derivou o primeiro do segundo e portanto o primeiro não é um princípio. Erro elementar não acha?

    O outro erro é um erro grosseiro de leitura do Olavo: Ele deriva o principio da eternidade do movimento a partir da primeira parte que você enumerou com (1). Acontece que (1) só é verdade se a condição expressa em (2) for satisfeita. Portanto em nenhum lugar é dito que o movimento é eterno!!! Ele deduziu uma consequência do principio da inércia desconsiderando um parte importante do texto. Inclusive a definição de força newton implicitamente coloca na segunda parte (2). Newton diz o contrário do que Olavo afirma. Newton diz que o movimento não é eterno e que ele muda (mesmo porque todo mundo sabe que o movimento muda, bastando olhar para o mundo) e muda quando forças atuam no corpo. Isto é um erro censurável em qualquer aluno ginasial.

    Não existe na Mecânica de Newton o “Principio da Eternidade do Movimento”. Não existe isto em nenhum lugar do livro Principia. Isto é uma gigantesca asneira do Olavo de Carvalho. E muito estranho um cara como ele errar feio desse jeito!!!. Pode ser que seja a idade!!!!

    Mas não para por aí. vejamos o que ele diz no vídeo que você me indicou (“Isaac Newton e a Alquimia”), com o texto abaixo compilado diretamente do vídeo:

    “….Quando Newton fala da Eternidade do Movimento. Quando Nós sabemos que veja… eternidade de movimento são termos contraditórios. Uma coisa que é eterna não tem movimento nela transcende o movimento. Ele usa uma expressão contraditória movimento eterno…”

    Ele aqui coloca de novo na fala de Newton o tal do movimento Eterno que como já mostrei é coisa inventada por Olavo de Carvalho por conta de uma leitura completamente desfuncional do principio da inércia. Newton nunca falou o que ele diz que Newton falou (mentira!!!).

    Depois ele diz que eternidade e movimento são termos contraditórios. Ai não é mais erro e burrice mesmo!!!! Dizer que uma coisa que é eterna não pode ter movimento é realmente uma asneira sem tamanho. Aqui é fácil perceber como ele confunde as coisas.

    vejamos: Uma coisa eterna é uma coisa que dura para sempre. Imagine uma pedra. Dizer que a pedra vai durar para sempre não significa que ela não possa se mover no espaço. Uma coisa eterna pode sim ter movimento. O movimento é um atributo da coisa eterna relativa ao espaço!!!!

    Olavo diz de Newton: “Ele usa a expressão contraditória movimento eterno”. Mas uma vez esta expressão nunca foi usada por newton e a expressão não é contraditória como diz Olavo. Se eu digo uma pedra realiza um movimento eterno. o objeto aqui é o movimento (e não a pedra) e é este objeto ao qual a eternidade é atribuída. Então dizer que o movimento é eterno é o mesmo que dizer que o movimento dura para sempre. Não existe qualquer contradição aqui. Olavo de carvalho considera movimento e eterno atributos contraditórios quando movimento significa sair de um lugar para o outro e eterno significa durar para sempre. São coisas tão diferentes que não podem nem se contradizer e nem se afirmar entre si. Mas uma vez aqui uso as palavras de Pauling: ““Não apenas não está certo, como nem ao menos está errada” esta ideia de contradição que aqui coloca o professor Olavo, de tão esdruxula que é sua argumentação!!!!

    Uma outra asneira absurda do Olavo é quando ele diz o seguinte a respeito dos dois princípios que ele cita:

    “…sem parar por um instante sequer para notar que eram mutuamente contraditórios.”

    Aqui, diferente do texto, ele não diz que a eternidade do movimento é autocontraditório. ele diz que o “princípio da inercia” e a “eternidade do movimento” são mutuamente contraditórios. Mas se ele derivou a segunda afirmação “eternidade do movimento” do “princípio da inércia”. Como é um princípio ele não pode ser falseado a não ser pela experiência. Você aceita que ele vale ou não. Então não faz sentido dizer que uma consequência que eu derivei do princípio se contradiz com o princípio. O que agente pode fazer é verificar se a consequência é verdadeira ou falsa. Se ela for negada pela experiência o principio de onde se partiu é falso. A não ser que exista um erro na derivação que se fez da consequência a partir do princípio. Agora se a consequência for tautologicamente falsa, ou seja se ela tem inconsistência interna e a nossa derivação for correta é porque o principio também é inconsistente do ponto de vista lógico. Mas no caso do principio da inércia não existe nele qualquer inconsistência lógica. É uma afirmação de como a natureza deve se comportar e só a natureza pode o contestar!!!!

    Então são três os grandes erros do Olavo até aqui:
    1) Ter derivado erroneamente o seu “principio da eternidade do movimento” da lei da inércia.
    2) Sustentar que “eternidade do movimento” é contraditório por encontrar contradição no significado que ele mesmo dá as palavras eterno e movimento, que na verdade é uma significação de uma estreiteza absurda, que não tem nada haver mesmo com o sentido comum destas palavras, nem com o sentido usado na mecânica newtoniana e muito menos com o sentido filosófico que se possa dá a elas.
    3) Botar a culpa desta confusão toda que ele mesmo fez de volta em Isaac Newton.

    Depois disso ele vem desenvolver uma teoria para explicar de onde newton tirou isto de eternidade do movimento (invenção da cabeça do Olavo) e qual seria suas intenções. Aí Olavo começa a construir uma história imaginaria que não tem exatamente nada have com a realidade. Vou lembrar aqui, o Principio da Inércia Não é de Newton. Mas vamos ver o que Olavo prossegue dizendo no vídeo “Isaac Newton e a Alquimia”:

    “Que coisa, você só vai encontrar explicação nas teorias teológicas de Newton e no entanto ele usa isto como se fosse apenas um artifício descritivo, um conceito que em se não tem importância mas que é usado para facilitar as medições.”

    E depois ele afirma:

    “E assim que ele apresenta e todo mundo que estuda física faz exatamente assim.”

    Nenhum físico vai concordar com isto que ele diz. Ele tem a petulância de dizer até como os físicos trabalham na hora de fazer medidas e na verdade nenhum físico faz o que ele está dizendo. O que facilita as medidas não é o “Princípio da Inércia” é a Régua e o Relógio mesmo.

    É realmente um absurdo o que ele diz. Dizer o que ele diz do Princípio da Inércia, que é de onde tirou por uma leitura primariamente errada a ideia de “Eternidade do Movimento”, que ele analisa de uma forma tosta e completamente ilógica, é demonstrar que não conhece a história do desenvolvimento da física. Pois Newton não pode ter tirado este princípio de suas convicções teológicas simplesmente porque o principio da inércia não foi formulado por ele.

    O princípio da Inércia foi construído, na forma como Newton usou no Principia, por René Descartes em sua obra Princípios de Filosofia 1644. O Principio da Inércia e usualmente atribuído a Galileu. Porque a sua formulação é resultado da observação e medição feita por Galileu do Movimento em suas experiências com planos inclinados e planos horizontais. Então galileu enunciou a constância (ele nunca usou a palavra inércia) de movimento sobre planos horizontais perfeitos sobre a superfície da terra. Mas isto ele não deriva de qualquer convicção teológica e sim da pura observação experimentação da natureza. Um ateu ou um cristão derivariam a mesma coisa da observação direta do movimento. Então René Descarte generaliza as observações de constância do movimento observadas por Galileu e afirma um principio geral da Inércia exatamente como você colocou naquele texto em inglês e como newton usou. Descarte não faz nenhuma consideração teológica para isto. Ele simplesmente passa a considerar a gravidade como um agente externo ao corpo e infere que na ausência de gravidade o corpo não seria mais obrigado a se manter sempre na horizontal do planeta terra e portanto deveria se manter em linha reta. Onde é que danado tem teologia nisto? Esta ideia é puro delírio de Olavo de Carvalho e ele ainda errou de físico pois se tivesse algo de teológico na lei de inercia não seria devido a Newton e sim a Galileu, Descarte, ou aos predecessores desta ideia que foram Jean Buridan (teoria do Impetus) e o Frei guilherme de ockham (paradoxo do lançamento das flechas na teoria aristotélica). Newton no Principia copia de forma literal o enunciado feito por Descarte.

    A primeira lei de newton de onde Olavo retira toda a sua critica depreciativa a Newton e a um bando de gente, toda a intelectualidade europeia da época, os “micro-intelectuais” das universidades etc e a ligação da física de newton a sua alquimia é absurda. Porque simplesmente a parte da teoria de onde ele deduz toda estas coisas não é uma contribuição de Newton à Mecânica.

    Lembra Guilherme da sua citação de Newton:

    “Se enxerguei mais longe, foi porque me apoiei sobre os ombros de gigantes.”

    E justamente isto. Os gigantes são Galileu, Descartes, entre outros. O ombro destes gigantes, onde Newton se apoiou, é o principio da inércia que é fruto do trabalho deles e não de Newton.

    Olavo demonstra que não sabe exatamente nada deste assunto. E ai fala demais e comete erros grosseiros, faz demonstrações de burrice crônica e ainda sai denegrindo a imagem de um bocado de gente. Isto é de uma irresponsabilidade assustadora.

    O Mas incrível é que Olavo de Carvalho vê um conteúdo oculto e perigoso para a civilização, de misticismos e teologias, em um enunciado que só ocupa três linhas em um livro que tem mais de 700 páginas. E ainda consegue cometer uma quantidade formidável de erros de absurdos, história inventadas e falta de lógica nestas três únicas linhas. Isto é loucura! Imagina se ele fosse criticar o livro todo!!!!

    Para concluir vamos analisar mais uma asneira do Olavo. Ele diz:

    Entre várias outras crítica que o Olavo faz em seu texto, ele em certa parte diz:

    “A tentativa de montar um universo puramente matemático independente da percepção humana acabava fazendo tudo depender da própria percepção humana. A física materialista fundava-se numa metafísica idealista.”

    Qualquer pessoa com a minima formação sabe que isto é impossível. Qualquer ginasial sabe disso. Eu não conheci nenhum físico que tenha tentado construir uma teoria física independente da percepção humana e se tivesse conhecido não lhe concederia o título de físico.

    Isto que ele diz de fato parece uma crítica a matematização, como você diz. Mas é uma afirmação totalmente absurda do Olavo de Carvalho dizer que Newton fez uma ” tentativa de montar um universo puramente matemático independente da percepção humana”. Se Newton assim procedesse ele não estaria construindo uma teoria física e sim uma teoria matemática. Não tem como se confundir uma coisa com a outra.

    Newton sabia que uma teoria física precisa ter dentro dela objetos observáveis que devem representar alguma realidade física e que a medida desta realidade esta ligada a percepção. Newton era além de físico matemático um brilhante físico experimental e não estava desenformado da necessidade de que sua teoria física refletisse a realidade da medida que é fruto do ato de medir e que se consolida na percepção.

    Já Olavo de Carvalho novamente demonstra ignorância ao acreditar que pode ao menos se pensar em uma teoria física puramente matemática!!!! Isto sim é uma contradição. Eu cometi este mesmo erro do Olavo de Carvalho quando tinha uns 16 anos de idade ao tentar compreender a dedução de uma equação da física de campo num livro de Landal (físico russo). Eu tentava entender a dedução da equação como uma dedução puramente matemática mais não percebia no que lia a conexão lógica entre alguns passos da demonstração. Algumas expressões matemáticas pareciam derivar de lugar nenhum da matemática. Não pareciam derivar de expressões anteriores. Depois de alguns dias notei que algumas expressões tinham derivado não da matemática mas de considerações de como a equação deveria ser para corresponder a realidade física observada (percebida).

    Olavo simplesmente foi incapaz de perceber que quando Newton usa a Lei da Inércia, que ele tanto criticou, ele esta usando um principio que é completamente apoiado na percepção humana do movimento. Percepção de Galileu ou de qualquer um que observe o movimento sem atrito em um plano horizontal perfeito. Portanto a afirmação dele é completamente infundada. Olavo não foi capaz de perceber que este principio (Lei de Inércia) não é fruto de qualquer coisa mistica ou teológica ou ideológica, mais é puramente resultado da percepção humana do movimento que ele diz que falta na teoria de Newton. Loucura!!!!

    Olavo de Carvalho deveria estudar mais, principalmente a história e a lógica e criticar o Livro Principia de Newton se restringindo aquilo que esta contido neste livro. Pois sua critica no texto é aos fundamentos da física newtoniana que é o Livro Principia. A Física Newtoniana não pode ser confundida com Newton, pois se não fosse Newton, teria sido outro que a teria construído, mas cedo ou mais tarde, e apenas o nome da teoria seria outro e outro seria o autor, quem sabe Olavo?, poderia ser alguém completamente contra alquimia e práticas ocultistas e místicas e isto em nada ia mudar a teoria, porque a teoria não versa sobre Newton ou quem quer que seja ou sobre a conduta de quem quer que seja, muito menos sobre alquimia ou teologia. A Teoria versa sobre a Natureza do Movimento dos Objetos feitos de Matéria e nisto ela é de uma precisão estonteante. A mecânica de Newton tem uma precisão numérica de 1 para 10 milhões de partes!!! e por isto é usada até hoje. É uma teoria fundamental.

    Se Newton se envolveu com Alquimia, desenvolveu práticas ocultistas/místicas, tinha suas crenças teológicas, foi chefe da casa da moeda inglesa e, pelo que dizem, era ruim e gostava de condenar pessoas a pena per capita e ainda tinha prazer em ir assistir as execuções, como alguns dizem, isto não afetou em nada a teoria e seus fundamentos. Qualquer um que leia verdadeiramente o Principia vai perceber isto.

    Como escreveu Antoine de Saint-Exupéry (Este sim um Gigante!):

    “Newton não descobriu uma uma lei que estivesse por muito tempo dissimulada como a solução de uma charada. Newton efetuou uma operação criadora. Fundou uma linguagem de homem que pode exprimir a queda da maça na terra e a ascensão do Sol. A verdade não é o que se demonstra e o que simplifica.”

    Foi exatamente isto que Newton fez para a mecânica e nada mais que isto. Ele simplificou. simplesmente isto. verdadeiramente isto!!!. Quem de fato ler Principia se maravilha com isto pois percebe como ele simplificou tudo.

    E Olavo de Carvalho não simplifica nada só complica!!!! Quem lê os textos dele percebe isto. Como ele complica tudo de forma completamente desnecessária e quando você analisa tudo descobre um verdadeiro imbróglio. Basta ler o texto “A metafísica e os fundamentos da objetualidade” para ver que confusão ele faz. Quando você vai dessecar a confusão você descobre uma infinidade de erros primários como esses que cito aqui.

    Agora vai aquela sugestão que prometi no começo:

    Olavo se autointitula filosofo mais ele não é filosofo de verdade!! Ele não teve uma formação acadêmica em filosofia e resolveu filosofar por conta em risco!!! Mais ai deu nisso!!!. Ele é filosofo amador e com isto ele se livra de ter que acertar o tempo todo, mas ele termina expondo muita besteira.

    Olavo é um escritor profissional. É isto que ele é. E como disse ele escreve muito bem. Se perde por querer filosofar onde não é chamado!!!. Ele também inventa um bocado de história. Criativo ele é pra caramba.

    Não conheço toda as coisas que ele escreveu, não li os livros dele ainda. Mas não sou daqueles que diz que qualquer coisa que venha dele não vai prestar. Isto seria um preconceito. Mas acho que a obra dele deve ser analisada por filósofos de verdade que separem o que é bom do que é ruim.

    Ele tem uma história de vida e produção que não começou ontem. Então ele precisa ser compilado e seu material precisa ser caracterizado e classificado para que o seu verdadeiro legado possa emergir das pesteiras que ele nos últimos tempos tem escrito.

    E acho que este trabalho deve ser feito por vocês que são os seguidores dele. Deixar de ir na onda dele para olhar melhor para ele. O trabalho dele precisa urgentemente de um filtro lógico sabe?. Os seguidores estão num campo de influência Olaviano e não criticam de forma mais cética as coisas que ele faz. Terminam acreditando em tudo que ele coloca e não percebem o menor erro lógico nas coisas.

    Isto não é mais trabalho para ele fazer. Alias seria um trabalho gigantesco de autocrítica para um homem da idade dele. Tem que ser vocês os seguidores. Os alunos dele.

    Foi isto que resolvi fazer com relação a Olavo de Carvalho, tentar ler as coisas dele e detectar o que inevitavelmente esta errado e procurar o que é bom. Como fiz na análise do texto sobre Newton.

    Neste ele errou feio. Errou rude!!! que doeu em mim!!!!
    Mas isto não implica que ele não tenha contribuições importantes.

    Eu acho que ele tem.
    Tenho Esperança de Encontrar!!

  • Guilherme G. Villani, você não é físico mas é um cara sabido!!!!
    Você disse na sua resposta ao meu comentário:

    “O que soa contraditório para mim na frase é que mesmo no espaço há forças externas (do contrario a lua não se afastaria da Terra um pouco por ano). Se sempre há forças externas não há a possibilidade do movimento perpétuo/constante. Mas enfim, não sou físico e nen acho que é isso o ponto principal da discussão no texto do Olavo.”

    Você tem razão e demonstra uma boa visão da física aqui. realmente não é possível o movimento perpétuo/constante porque não existe a possibilidade de isolar completamente um corpo livre de forma que ele possa ser considerado corpo livre. podemos considerar a “liberdade” de um corpo apenas de forma aproximada. Isto porque a força de gravidade é de alcance infinito e por menor que seja ela é sempre diferente de zero. Por mais que um corpo possa está distante do outro eles se influenciam mutuamente. Isto colabora ainda mais para o que disse antes: “”Que eternidade de movimento é uma coisa que não existe e Newton sabia muito bem disso. Isto que você esta dizendo esta contido no Livro Principia e faz parte da Teoria da Gravitação. De fato a lua se afasta pouco a pouco da Terra. Isto é porque ela sofre a influência da Gravidade não só da Terra mas de todos os outros corpos que existem, do Sol, dos outros planetas principalmente , e com menos intensidade das estrelas, etc. A orbita elíptica estável da Lua só deriva da teoria de newton se considerarmos apenas a interação da lua com a terra. Se considerarmos o efeito gravitacionais principalmente dos outros astros, então a orbita vai se desviar da forma elíptica. É isto que acontece com a Lua e isto esta de acordo com a teoria de Newton da Mecânica e da Gravidade.

  • Guilherme você também fala sobre:
    “o conceito reducionista de Newton e que reflete na religião”
    e cita Olavo:
    “Newton não espalhou só o ateísmo pela cultura ocidental”
    e eu completo a sua citação com o resto da frase do Olavo:
    “:espalhou o vírus de uma burrice formidável.”
    Desculpa mais esta burrice é do próprio Olavo!

    É bom lembrar que Newton não era ateu. Não foi ele que espalhou ateísmo. Veja o que o próprio Newton diz em sua Ótica:

    “Parece-me provável que Deus, ao Começo, tenha criado a Matéria sob a forma de Partículas Sólidas, compactas, impenetráveis, móveis, com Tamanhos e Figuras, com outras Propriedades e em tal Proporção para com o Espaço que mais facilitasse a consecução do fim para o qual as havia criado; essas Partículas primitivas, sendo Sólidas, são incomparavelmente mais consistentes que quaisquer dos Corpos porosos que delas se constituem; consistentes a ponto de jamais se desgastarem ou romperem; e nenhum Poder comum tem a capacidade de dividir o que, na primeira Criação, o próprio Deus fez um”

    Aqui Newton expressa uma concepção atomística da matéria fundamentada em uma origem teológica e metafísica. Ele começa com Deus e termina com Deus. Primeiro Deus como Criador e no final exaltando a força de Deus: “Nada tem capacidade de dividir o que,.., o próprio Deus fez um.”

    Como afirmar que Newton espalhou o ateísmo?

    Quem fundamentou o ateísmo na Mecânica de Newton foram aqueles que cometeram o erro de confundir o mecanismo da teoria com a própria realidade. Como o mecanismo não tem lugar adequado para Deus, os que assim procederam excluíram Deus também da Natureza.

    Porque no mecanismo da teoria não tem lugar para Deus? Porque ele seria um objeto da teoria. Seria um objeto incomensurável e não poderia se traduzir em quantidade, em número. Isto seria reduzir Deus. Seria heresia. Newton Não cometeu tal heresia e assim no maquinário de sua teoria mecânica ele não colocou Deus. Ele respeitou profundamente Deus. Deus não cabe dentro de um tubo de ensaio.

    Mas Newton manteve sua fé em Deus, em sua Crença e em sua Metafísica.

  • Guilherme, você coloca o seguinte:

    “A física matematizante de Newton/Descartes é o alvo de Olavo. Tal fato que levou Newton a crer que poderia criar um Elixir da Vida, Pedra Filosofal e outras maluquices.

    Essa matematização de sistemas altamente complexos como natureza/religião/economia é que nos leva a aberrações como acreditar que a matemática econômica de Keynes vai influenciar os “espíritos animais” dos empresários.”

    Não foi a física de newton que levou ele as crenças místicas e metafísica. Não existe conexão entre estas coisas nem num sentido e nem no outro.

    Elixir da Vida, Pedra Filosofal são crenças de Newton e não maluquices dele. Ele acreditava nisso, do mesmo jeito que Olavo de Carvalho acredita em Astrologia. Eu mesmo acredito em astrologia e acredito em Deus. Mas eu não misturo minhas crenças e concepções metafísicas com ciência.

    Se você diz que as crenças de Newton são maluquices você abre o espaço para quem diz que Olavo de Carvalho e mesmo eu somos malucos ou não devemos ser considerados por acreditar (ou ter acreditado) em astrologia!!!

    Agente deve respeitar as crenças das pessoas. Fico puto quando começam a criticar Olavo de carvalho por ele ter sido astrólogo e fiquei triste por ter perdido o meu mapa astral que fiz alguns anos atrás com uma amiga minha astróloga. Astrologia não é ciência, mas nem tudo no mundo é ciência. Tem coisas bacanas em astrologia e pode ser que realmente funcionem apesar das coisas que fazem ela funcionar não poderem ser capturadas em um mecanismo teórico.

    Newton não misturava as crenças dele com a ciência. Ele separava as coisas bem separadas. Mesmo quando ele fala das suas crenças no Principia ou em Ótica ele deixa tudo muito bem separado. Você consegue separar muito bem o que é crença, o que é metafísica nos textos dele. E os mecanismos que ele usa nas teorias não envolvem nada de crença ou metafísica e é por isto que as teorias funcionam tão bem.

    Com relação ao seu texto:

    “Essa matematização de sistemas altamente complexos como natureza/religião/economia é que nos leva a aberrações como acreditar que a matemática econômica de Keynes vai influenciar os “espíritos animais” dos empresários.”

    Bem eu não vejo isto de Keynes como uma aberração porque a matemática tem de fato a capacidade de influência o espírito animal se o entendermos como espírito do homem que envolve suas emoções, pensamentos, percepções e atitudes diante do mundo. Mas para isto o homem precisa da capacidade de entender a matemática e de se sensibilizar com a mensagem que ela transmite a respeito das coisas que ela modela, não necessariamente precisando ser um matemático. Ai é uma questão do sujeito ter uma boa educação matemática que não a mistifique.

    Não acho que agente consiga matematicamente modelar com boa precisão os resultados efetivos da influência da matemática nos espíritos. Mas a influência de fato acontece.

    Eu fiquei emocionado quando pela primeira vez compreendi como Einstein concebeu a Gravidade de Newton como uma modulação espacial da curvatura geométrica do espaço-tempo em função da distribuição espacial de matéria e energia. Achei incrível e belíssimo como ele foi capaz de usar todo um rico ferramental teórico construído por matemáticos como Gauss, Riemann, Levi Civita, Ricci Curbastro, christoffel, no campo da geometria diferencial, para resolver o problema da gravidade, construindo uma teoria que concorda com a teoria de newton onde ela se aplica e expande o domínio de aplicação para outras escalas maiores de espaço, massas e velocidades. Einstein construiu uma teoria que tem precisão experimental de 1 parte em 100 trilhões, isto não é brincadeira não!!! (lembrar que a precisão de Newton é de 1 parte por 10 milhões!!!).
    Isto é bonito e incrível, tem força emotiva nisto. Isto influenciou o meu espírito e o de muita gente no mundo durante os últimos 103 anos.

    Aplicar a matemática em sistemas complexos é uma coisa que se tornou viável com o advento do computador, que permitiu realizar cálculos complexos em pouco tempo. Não é coisa negativa não. É mais uma ferramenta a nossa disposição. As aberrações não estão na matemática complexa auxiliada pela computação moderna. A aberração está no próprio espirito do homem que extrapola a serventia destas coisas.

    Acho que você pelo que fala deve ser da área de economia. tem um negócio legal em matemática complexa que se aplica em economia e que já brinquei um pouquinho com ela: Mapeamento Logístico que tem haver com teoria do Caos e tem haver com o matemático Poincaré. Modela muita coisa interessante.
    Tem também um físico no MIT, se não me engano, usando teorias físicas, como termodinâmica, para modelar a força de um economia, indo além do indicador PIB. Toda a animação altamente realista que se usa hoje no cinema ou na produção de imagens para qualquer aplicação é baseada nas teorias matemáticas do caos, em especial na geometria fractal. Um programa de computador com uso dela é capaz de produzir uma imagem artificial de uma árvore brotando na memória do computador do mesmo jeito que nos vemos ela brotar no mundo real.

    Deus é Matemático.
    Deus Joga Dados também. A diferença é que ele sabe qual vai ser o resultado do lançamento e agente não. Tá ai a teoria do Caos para não me deixar mentir!!!!

  • Ai tu diz o seguinte Guilherme:

    “Agora, o mais contraditório disso tudo é Olavo ser considerado um charlatão por ter estudado astrologia e Newton um gênio inconteste apesar de ter criado bizarrices de todas as maneiras com ocultismo e alquimia. rsrs”

    Tu defende Olavo e ataca Newton, como assim?

    Não Guilherme! De vagar com o Andor de Olavo que Carregas!!!!

    O mais contraditório é Olavo de Carvalho criticar Newton de uma forma totalmente equivocada, errada, por ele ter sido Ocultista e Alquimista e questionar a genialidade do que ele fez em física, taxando ele como “Pai da Burrice e do Ateísmo do Mundo Moderno” e depois vim reclamar que acusam ele, Olavo, de ser charlatão por ter estudado astrologia.

    As bizarrices de Newton são as crenças dele!!! Que agente deve respeitar como deve respeitar a minha crença e a crença do Olavo de Carvalho em Deus e na Astrologia. Olavo já foi até Mulçumano, já foi Comunista!!!! saiu da Esquerda foi pra Direita em quem sabe não decida algum dia desse ficar no meio. Eu nuca quis e nem ir pra esquerda e nem pra direita, eu gosto de todo mundo!!! apesar dos erros e acertos de cada um. Prefiro ser humanista como Exupéry parece ser pelo menos em seus escritos. Porque é que agente vai criticar estas coisas.

    Agente vai agora demonizar Pai de Santo, Espirita kardecista, Ateu!!! Não! a fé e crença das pessoas são para mim coisas sagradas sempre e eu pretendo respeitar estas crenças!!!!

    Como vemos, a contradição não esta em mim, nem em tu e nem em ninguém. Esta no próprio Olavo.

  • Finalmente, Guilherme tu termina teu comentário sobre o meu comentário com o seguinte:

    “Cesar Lattes, o físico brasileiro que mais chegou perto de um Nobel, esculachou Einstein a vida inteira e nem por isso algum deles deixaram de ter seu lugar na história.”

    Cesar Lattes foi um grande Físico Experimental. Mas isto não significa que ele de fato conheça a história do desenvolvimento da Física Teórica. Porque ele não estudou esta história. Ele estudou as teorias já prontas e acabadas e depois foi medir rastros de partículas de raios cósmicos em chapas cobertas de compostos com Bórax, até descobri o rastro do Méson Pi nestas chapas e dai sua glória. Isto não faz dele um grande e inconteste historiador da física.

    Ele padece do mesmo problema de Olavo de Carvalho que não é um grande Historiador ou Filosofo da Ciência. Nem pequeno ele é!

    Ai Cesar Lattes parte para falar um bocado de besteiras sobre Einstein e Olavo de Carvalho vai atrás.

    Isto é Patético!!!

    Olavo esculacha com Einstein dizendo que ele é um picareta plagiador e diz num vídeo que Einstein copiou tudo da Teoria da Relatividade que escreveu no seu artigo “Sobre a Eletrodinâmica dos Corpos em Movimento- 1905” do Físico H. Lorentz e do matemático H. Poincaré.

    Olavo de Carvalho já leu os artigos de Lorentz, de Poincaré e o artigo de Einstein de 1905? Duvido que tenha lido e comparado estes trabalhos. Vou enumerar aqui todas as coisas erradas que o Olavo disse e corrigi-lo:

    1) Ele diz que o artigo de Einstein tinha uma “coisa estranha” que era não ter referências e que Einstein não seria capaz de fazer os raciocínios que estavam ali sem recorrer as idéias de Poincaré e Lorentz.

    Errado: No seu artigo de 1905 Einstein faz referências explicitas no texto aos físicos J. C. Maxwell, H. Hertz, H. Lorentz e ao amigo M. Benso. Não faz referencia ao trabalho matemático de H. Poincaré publicado em 1904-5. por alegar não ter lido o mesmo na época. Mas mesmo que tivesse lido não teria tido influência significativa sobre as suas idéias, pois o que Poincaré faz em seu trabalho é completamente diverso do que Einstein faz em seu artigo.
    Os raciocínios básicos da relatividade que Einstein faz no seu artigo de 1905 são tão elementares que são fáceis de entender até por um aluno do ginasial. Os seus resultados são idênticos, em termos de expressões matemáticas, aos obtidos por H. Lorentz e matematicamente analisados por Poincaré em seu trabalho, mas são feitos por um caminho e com uma concepção de espaço e tempo que nem H. Lorentz e muito menos H. Poincaré ousaram tentar.

    Lembra que eu disse que o erro é confundir o formalismo matemático da teoria com o mecanismo da teoria e confundir o mecanismo da teoria coma a realidade física. Pois é justamente ai que esta o erro de Cesar Lattes e de Olavo de Carvalho quando acusam Einstein de plagiar Lorentz-Poincaré. Todos que fazem isto mundo afora cometem o mesmo erro dos dois. Eles confundem o formalismo matemático da teoria com o mecanismo que está por trás da teoria.

    A Teoria de Lorentz-Poincaré gera o mesmo formalismo matemático da Teoria de Einstein. Mas o mecanismo na teoria de Einstein é muito diferente e revolucionário quando comparado ao mecanismo por trás da Teoria de Lorentz-Poincaré. O mecanismo de Einstein é bem mais simples e por isto os cálculos a que Einstein é conduzido por seu mecanismo são muitíssimo mais simples do que aqueles cálculos que derivam do mecanismo de Lorentz-Poincaré que é bem mais complexo.

    Einstein não teve muito trabalho matemático neste artigo. Mas introduziu ideias revolucionárias que citarei mais tarde.

    2) Olavo diz que os físicos, como é o caso de nada mais nada menos que Max Planck, que foi o primeiro a reconhecer o trabalho de Einstein e era o editor da revista onde o artigo foi publicado, não perceberam de imediato o plágio.

    Errado: M. Planck sabia dos trabalhos de H. Lorentz-Poincaré e se de fato tivesse plágio M. Planck teria percebido na mesma hora e não teira autorizado a publicação do artigo de Einstein na revista a qual ele era o Editor. O problema da relatividade, do éter e da propagação da luz era um problema já antigo na física. Não foi inventado por Einstein e nasceu com a Eletromagnetismo de J. C. Maxwell e muitos físicos trabalharam no problema.
    M. Planck era um gigante que dominava bem a física da sua época em todos os ramos e conhecia muito bem o Eletromagnetismo, o problema e os trabalhos da época. Por isto foi o primeiro a perceber a importância singular do artigo de Einstein que resolvia em definitivo a questão do “eter” e da propagação da luz. Quando M. Planck leu o artigo de Einstein a reação dele foi a seguinte:

    “Ele chamou um amigo para ver o artigo e disse a seguinte frase: “Nasceu o Copérnico de Século XX”. Foi esta a reverencia que recebeu o desconhecido A. Einstein.

    Vem Olavo chamar A. Einstein de picareta e plagiador!!!!! Meu Deus!!!!! Perdoa!!!!

    3) Olavo diz que quando os físicos perceberam o Plagio de Einstein, fizeram de conta que não notaram para não cair no ridículo e ai passaram a fazer de conta!!! Esta teoria do Olavo é ridícula:

    A. Einstein não tinha plagiado nada! M. Planck não era nenhum imbecil. E o pior de tudo, pra mostrar como Olavo de Carvalho é desenformado e fala besteiras:

    H. Lorentz era contemporâneo de A. Einstein e interagiu com ele e não concordou abertamente com a Teoria do Jovem físico. Só mais tarde (por volta de 1915) é que ele reconhece a teoria de Einstein como a teoria correta em detrimento da dele. E ai? Se Einstein tivesse plagiado Lorentz, tu acha que ele ia ficar calado e gritando aos quatro ventos não concordo com a teoria de Einstein até 1915?. Não faz sentido!!!! Lorentz teria “colocado a boca no trombone” contra Einstein e reclamando a autoria das idéias. E se a teoria de Einstein fosse uma copia da teoria de Lorentz. Lorentz ia ser contra uma teoria igual a que ele mesmo construiu e que ele considerava e defendia publicamente como correta?. Sem lógica esta história de plágio.

    H. Lorentz sabia que a teoria de Einstein era uma teoria diferente da dele. Pois H. Lorentz também é um gigante consagrado da física. Está na mesma altura de Max Planck e de Poincaré. H. Lorentz era um gênio incapaz de confundir o formalismo de uma teoria com a física que está por trás dela. H. Lorentz não é nenhum Olavo de Carvalho para ter cometido tão grosseiro erro. Abaixo vai a transcrição do que escreveu o próprio H. Lorentz em 1915 a respeito da sua teoria (Teoria dos Elétrons) e da Teoria de Einstein (na altura já chamada de Teoria da Relatividade – quem cunhou este nome foi M. Planck e não A. Einstein). O texto Lorentz colocou em uma nota de rodapé de página no seu consagrado texto “Teoria dos Elétrons – 1915”:

    “Se redigisse agora este capítulo, eu certamente daria importância maior à teoria da relatividade de Einstein, por força da qual a teoria dos fenômenos eletromagnéticos nos sistemas em movimento ganha grau e simplicidade que não pude atingir. A razão principal da minha falha foi o prender-me à ideia de que a variável t (o tempo medido no referencial do “éter”) só pode ser encarada como traduzindo o tempo verdadeiro e que tempo local, t’, não passa de quantidade matemática auxiliar. Na teoria de Einstein, ao contrário, t e t’ desempenham igual papel; se desejamos descrever fenômenos em termos de x’,y,’ z’, t’, devemos trabalhar com essas variáveis exatamente como trabalhamos com x,y,z,t.”

    Tá vendo Guilherme!!!!. O próprio H. Lorentz desmente a história do plágio. Assim Guilherme, faz um serviço nobre para a humanidade: toda vez que tu encontrar alguém dizendo que Einstein é o picareta que plagiou a teoria de H. Lorentz, como Olavo faz, teoria que foi não inventada mas matematicamente analisada por Poincaré, mostra estas palavras esclarecedoras do próprio H. Lorentz. Cristo pede que agente atue contra a difamação e a calúnia!!!!.

    4) Olavo diz que A. Einstein ficou com toda a fama e H. Lorentz e H. Poincaré foram jogados na lata do lixo da história.
    Errado: A história sabe muito bem toda a contribuição gigantesca que H. Lorentz deu ao eletromagnetismo, a versão desta teoria que agente estuda hoje na física e na engenharia não é a versão original de maxwell que é muito confusa e sim a elegantíssima versão que foi produzida por H. Lorentz. Agente usa os termos Transformadas de Lorentz na relatividade e no eletromagnetismo, Força de Lorentz e Calibre de Lorentz em homenagem a ele. Todo mundo da área sabe e reconhece que ele é um gigante da física. Ele foi celebrado como gigante por todos os seus contemporâneos incluindo Einstein e por todas as gerações que se seguiram.
    De H. Poincaré nem se fala. chega arrepia só de falar o nome dele. Ele não é um gigante da física. Ele é um gigante da Matemática levando a Física a reboque. Ele é um gênio de diversos ramos da matemática e um nome central da dinâmica não linear. Foi ele quem vislumbrou o Caos Matemático nos Sistemas Dinâmicos Não Lineares com o seu Emaranhado Homoclínico. Ele foi um grande filosofo da ciência e um grande divulgador científico!!!!

    Quando Olavo diz que estes dois caras foram jogados na lata de lixo da história ele demonstra o quanto ele desconhece do assunto que tenta tratar transmitindo ares de autoridade. Isto é desonesto.

    5) Olavo diz, em certo vídeo, que Einstein resolveu mudar toda a física para conservar o Heliocentrismo porque as experiencias de Michelson-Morley apontavam a constância da velocidade da luz e que isto implicava, portanto, que a terra estava em repouso com relação ao “eter” o que seria uma confirmação da teoria geocêntrica.
    Errado!. Mas uma vez um errado absurdo e uma acusação de desonestidade ideológica contra Einstein. Olavo de fato inventa teorias falsas que ele produz para sustentar o que ele que que as pessoas acreditem que é verdade:

    Não foi isto que motivou Einstein a escrever o artigo de 1905. Mesmo porque ele sabia que uma outra descrição (heliocentrica ou geocêntrica) seriam equivalente do ponto de vista cinemático. O que incomodava Einstein eram certas assimetrias nas leis físicas que apareciam entre os diferentes referenciais. No artigo de 1905 ele usa como exemplo o movimento relativo entre um ímã e um fio. Einstein argumentou assim:

    Se agente considera o referencial do fio em repouso e o ímã em movimento, a física diz que no fio aparece uma campo elétrico induzindo (Lei de Faraday) que vai produzir um potencial ao longo do fio e vai mover as cargas. Se você agora muda o referencial e considera o ímã em repouso e o fio se movendo, agora o campo elétrico E desaparece da descrição e o que surge é uma força eletromotriz F (Lei de Força de Lorentz). Einstein evidência esta mudança de descrição e de lei física, apesar dos resultados numéricos serem os mesmos. É aquilo que eu venho dizendo sobre formalismo matemático e mecanismo. Neste caso, que einstein usa como ponto de partida, os resultados são matematicamente equivalentes, mais o mecanismo para obter o resultado muda (da lei de Faraday no primeiro caso a Lei de Força de Lorentz no segundo) Era isto que incomodava Einstein e não uma possibilidade da teoria física, como ela estava estabelecida, favorecer o geocentrismo (Isto é mais uma história doida do Olavo).
    Então Einstein trata de modificar a cinemática presente na mecânica newtoniana para que as transformações de referencial (hoje chamadas de transformações de H. Lorentz) façam as transformações corretas entre os campos eletromagnéticos de um referencial para o outro. Isto ele coloca em umas 12 páginas na primeira parte do artigo de 1905. Na segunda parte, de 12 páginas, do artigo ele aplica a transformação obtida para mostrar como os campos eletromagnético devem se modificar de um referencial para o outro. Agora, não é mais as leis que mudam sãos os campos em si que sofre transformações cinemáticas entre os referenciais. Sacada de gênio e Einstein. Einstein então aplica os resultados que obteve do Eletromagnetismo em alguns problemas em particular. O artigo é simplesmente brilhante!!! Fantástico. Original!!! Simples!!! Elegantíssimo!!!. Efetivo!!!. Lindo!!! Obra Prima!!!!. Ninguém tinha tentado fazer assim. Nem H. Lorentz como ele mesmo disse no texto dele que citei acima em muito menos Poincaré.

    Vou usar as palavras que Exuperý usou para Newton pois elas cabem perfeitamente para Einstein:

    “Einstein não descobriu uma uma lei que estivesse por muito tempo dissimulada como a solução de uma charada. Einstein efetuou uma operação criadora. Fundou uma linguagem de homem que pode exprimir de fora simples a relação reciproca entre os campos elétricos e magnéticos e suas transformações em função dos pontos de vista de sua observação. A verdade não é o que se demonstra e o que simplifica.”

    Einstein Simplificou tudo. Nada Mais que isto. Como reconheceu em 1915 o Gênio H. Lorentz.
    Enquanto Olavo de Carvalho complicou tudo de novo de forma absurda e irresponsável com erros e mentiras, argumentos ilógicos, inventados e convicções que ele tão tem a mínima condição de manter, tentando manchar o nome de um Gênio com Einstein.

  • Guilherme já expliquei o que vez o Einstein que foi original. Mas o que fizeram H.Lorentz H. Poincaré?
    Vou aqui detalhar na forma de um jogo entre o time de Lorentz Poincaré e o Time de Einstein!!!

    Começa a partida!!!

    H.Lorentz e Poincaré fazem tudo diferente de Einstein. Poincaré funciona mais como um revisor e esclarecedor da matemática por trás do trabalho de H. Lorentz. Einstein se apega a Maxwell como seu mentor para ele o eletromagnetismo é correto e pronto e logo de partida e ele decide que vai mexer é na mecânica de Newton. Escolha acertada do Einstein. Vai fazer toda a diferença.

    Tanto H. Lorentz como Poincaré, diferentemente do que fez Einstein, não rompem com o edifício da física clássica. eles continuam a suar como fundamentos tanto a teoria mecânica de newton como a teoria eletromagnética de maxwell. Como diz em 1915 H.Lorentz, este foi o seu principal erro que Einstein não cometeu.

    Placar:

    H. Lorentz (0) x Einstein (1)

    O problema é que do ponto de vista matemático a mecânica de newton e o eletromagnetismo de maxwell são incompatíveis. Para torná-los compatíveis matematicamente é necessário postular a existência de um “éter” que seria a sede dos campos eletromagnéticos. E ai vai todo mundo atrás de detectar este “éter”. A forma mais direta de detectá-lo seria medir a velocidade de uma onda eletromagnética com relação a um referencial em movimento com relação a ele, o “éter” . Mas todas as tentativas experimentais de medir as modificações da velocidade da luz por conta do movimento relativo ao “éter” quedam em fracasso total.

    De forma bastante marcante para a física, as experienciais com interferometria de Michelson-Morley falham sistematicamente. A velocidade da Luz se mostra invariante e independente de qualquer coisa. Quando você tira o “éter” e considera as equações de maxwell para ondas diretamente estabelecidas no espaço vazio a constância da velocidade da luz se torna uma consequência direta da matemática do eletromagnetismo. Mas torna-se incompatível com Newton. Além disso os físicos não conseguem conceber uma ondulação eletromagnética sem um meio onde esta onda se propague e ninguém nem Lorentz e nem Poincaré ousa tirar o “éter”. Einstein faz o contrário e remove a hipótese do “éter”. Pela ousadia ponto para Einstein

    Placar:

    H. Lorentz (0) x Einstein (2)

    Quem consegue pela primeira vez resolver o problema teoricamente, desenvolvendo uma teoria compatível matematicamente com os resultados negativos dos experimentos de Michelson-Morley é justamente H. Lorentz. Primeiro ele mostra que os resultados negativos podem ser explicados se ele considerar que os corpos de matéria sofrem uma contração na direção do seus movimentos com relação ao “éter” e se os relógios em movimento com relação ao “éter” se tornam mais lentos. Então H.Lorentz considera que as “medidas verdadeiras” de tempo e espaço só podem ser consideradas com réguas e relógios em repouso com relação ao “éter”. Medidas feitas com estes instrumentos em movimento são meros resultados falseados e que só podem ser considerados como resultados auxiliares sem significação física concreta. Isto se revelou um erro. Einstein fez diferente. Considerou que todas as medidas representavam uma realidade física. Como ele removeu o “éter” isto era possível. Ele tinha uma simetria que perseguia entre os referenciais e queria estender a simetria para as leis físicas. Caminho certo para Einstein.

    Placar:

    H. Lorentz (0) x Einstein (3).

    Para explica como ocorria a contração H. Lorentz elabora uma complicadíssima teoria de como a interação eletromagnética entre partículas elétricas se propaga pelo “éter”. Com esta teoria ele é capaz de calcular como a massa de um elétron se modifica com a velocidade, como a sua energia varia com a velocidade e como as forças elétricas e magnéticas variam com a velocidade. Ele consegue deduzir, a partir das alterações dos potenciais do campo eletromagnético com o movimento, como ocorre as contrações dos corpos e lentificação dos relógios e daí deduz as famosas Transformações de Lorentz (LTs) idênticas as que Einstein vai obter em sua Teoria. Mas a custas de muita conta e muita física, com um maquinário sofisticado. Já Einstein consegue a mesma coisa com uma simplicidade fantástica. Ele tirou o “éter” do espaço e agora o eletromagnetismo+ espaço_vazio diz que a velocidade da luz deve ser constante e ele transporta esta constância apontada pelo eletromagnestismo para a cinemática. E ai com umas continhas de padaria (para os padrões da física) ele obtêm equações para substituir as transformações de galileu. São exatamente as Transformações de Lorentz (idênticas) mas por um caminho bem mais curto e apoiado apenas em dois postulados simples: 1- Principio da Relatividade de Galileu estendido para considerar o Eletromagnetismo de Maxwell e 2- Princípios Cinemático da Constância da Velocidade da Luz derivado do Eletromagnetismo no Espaço Vazio e transportado para a Mecânica (Cinemática). “Aqui esta a Sacada de Gênio e o Abandono da Teoria Mecânica de Newton por Einstein” Não é porque é simples que não é brilhante. Pela simplicidade do como chegar no mesmo resultado que H. Lorentz, ponto mais uma vez para Einstein.

    Placar:

    H. Lorentz (0) x Einstein (4).

    Agora vem a “Catástrofe de H. Lorentz”. E a Consagração Total de Einstein:
    Lorentz demonstra matematicamente a partir de sua teoria, uma mistura da mecânica de newton (já abandonada por Einstein)+eletromagnetismo de Maxwell (teoria adotada por Einstein)+”eter” (descartado por Einstein) que não existe medida física possível para detectar a presença do alicerce fundamental da sua “Teoria dos Elétrons” o próprio “éter”. Isto porque o movimento relativo ao “éter” modifica os instrumentos de medida (réguas e relógios) de modo tal que ele esconde a velocidade relativa ao “éter”. Não tem jeito. A Teoria de H. Lorentz tem um defeito fatal: O objeto central da teoria, o “éter” aparece na teoria como um Objeto Abstrato não Observável. pronto!!! Ferrou a Teoria de H. Lorentz. O éter aparece na teoria em meio a um mecanismo teórico bem complexo e não dá para medir a fim de para verificar se ele ao menos existe. Enquanto isto Einstein estava livre desta confusão porque ele tinha desde o início descartado o “eter”. A Teoria de Einstein era bem mas simples e tudo que tinha nela como postulado existindo na realidade aparecia na teoria como Objeto Abstrato Observável. Aqui Einstein deu um lá e loa. Dois pontos para ele por casa disto.

    Placar:

    H. Lorentz (0) x Einstein (5).

    Lorentz nesta altura do jogo esta exausto!!!! vamos fazer uma substituição. Entra em campo Poincaré.

    Placar Poincaré (0) x Einstein (5).

    Poincaré analisa a confusão todinha que H. Lorentz construiu e tenta arrumar a casa do ponto de vista formal (Matemático). A. Einstein nem olha! Tá mas preocupado com seu trabalho “teoria cinético molecular o movimento browniano” Este é um dos trabalhos mais fantásticos de toda a física teoria que se fez antes e depois de Einstein. Usando uma mistura engenhosa de Teoria Cinético Molecular da Matéria com Mecânica Estatística e com a Observação do Movimento Browniano (movimento errático de micropartículas suspensas em solução líquida) Einstein demonstra que este movimento é uma prova definitiva da natureza atômica da matéria. Ele ainda deduz as equações para prever todas as propriedades do movimento e pública este trabalho junto do seu artigo sobre teoria da relatividade na mesma revista em 1905. A confirmação experimental deste trabalho se mostra fantástica e com isto Einstein termina a polêmica em torno da existência ou não de átomos. Este trabalho é de uma originalidade inegável. Este ninguém diz que ele plagiou. É um trabalho fantástico. Ponto então pra Einstein. Vale uns dois pontos

    Placar Poincaré (0) x Einstein (7).

    H. Poincaré apresenta seu trabalho sobre a Teoria de H. Lorentz, o mesmo trabalho que acusam Einstein de ter copiado. Daqui a pouco explico porque. Neste trabalho Poincaré mostra que o conjunto de todas as possíveis Transformações de Lorentz munida da Operação de Composição das Transformações tem uma Estrutura Matemática de Grupo. Aponta erros nas deduções de H. Lorentz e faz uma sugestão para os físicos. Ele argumenta que se o “éter” não é observável, os físicos deveriam criar uma Nova Teoria Mecânica em que o “éter” simplesmente não existisse como objeto constitutivo da Teoria. Mas Poincaré só sugere isto e não dá mais qualquer passo para ele mesmo construir esta mecânica. Ele para por ai e vai tratar da coisa que ele gostava mesmo: “Matemática” O Crabra era ferra em Matemática. Ele deixa esta tarefa, talvez na visão dele menor do que os problemas com que trabalhava em matemática, de construir esta nova mecânica, para os físicos. Mas Einstein já tinha dado o passo definitivo para construir esta nova mecânica. Ele tinha construído a cinemática para esta nova mecânica. E começava a avançar na construção da nova dinâmica. Poincaré abandona o barco. Mas ele merece Um Ponto pois a visão dele foi longe e ele enxergou o que os físicos não queriam ver: a necessidade de uma nova mecânica. Quem estava avançado nisto era o ilustre desconhecido A. Einstein.

    Placar Poincaré (1) x Einstein (7).

    A. Einstein nem olha o trabalho de Poincaré e se olhou não deu qualquer importância. Agora ele está preocupado com o seu terceiro trabalho extraordinariamente fantástico “Uma teoria heurística sobre a natureza da luz”, que ele publico em 1905 com os dois outros artigos na mesma revista. Deste trabalho M.Planck não gostou, Planck não concordava com a visão Corpuscular da Luz. Mas o trabalho era tão bom e inesperado e com resultados tão bons e em conformidade com as teorias da radiação de corpo negro e com o efeito fotoelétrico que Planck publicou. Este trabalho de novo é sensacional e incontestavelmente original. Com a teoria da luz contida neste trabalho, Einstein postula a natureza corpuscular da luz e a convivência desta natureza de partícula com a natureza ondulatória e inaugura de fato a Física Quântica.
    Planck tinha Quantizado a Energia da Radiação Eletromagnética com sua formula E=hf. Mas Planck não era capaz de conceber alguma coisa como onda e partícula ao mesmo tempo. Para Planck os Elétrons era Partículas e a Luz era Onda Eletromagnética e a quantização da energia só aparecia nos processos de troca de energia entre os entes físicos fossem eles ondas ou partículas. Einstein retorna a ideia corpuscular de Isaac Newton para a Luz sem abrir mão dos aspectos ondulatórios, típicos da teoria ondulatória de Christiaan Huygens. Imagina só Newton de mãos dadas com Huygens. Einstein é um grande unificador!!!! e o Pai da Dualidade Onda-Partícula.

    Com suas habilidades em Termodinâmica, Mecânica Estatística, Teoria Cinético Molecular e uma dose enorme de Imaginação e Criatividade, ele concebe a luz como um gás de corpúsculos e associa a cada corpúsculo uma onda (dualidade) usando a relação de Planck E=hf. Depois ele considera este gás em equilíbrio térmico com as paredes de uma Cavidade Metálica (protótipo de corpo negro ) e deduz a partir daí as leis conhecidas que regem a emissão da Radiação de Corpo Negro e suas Flutuações. Em trabalhos posteriores ele deduz novamente a Equação de Planck da Radiação de Corpo Negro. Ele então usa o modelo de Corpúsculos de Luz e explica o efeito Fotoelétrico que é o fenômeno de emissão de elétrons por superfícies metálicas devido a incidência da Luz. Einstein aqui consegue o que parece impossível. Ele se supera em genialidade tornasse gigante. Vira o Gigante dos Gigantes. Supera Newton em produção de obras primas. Não foi o trabalho em relatividade e nem o trabalho em movimento browniano (que são por si só obras primas) que chamou a atenção dos físicos para Einstein. Foi exatamente este trabalho sobre a luz e sua natureza dual particular-onda que fez todo mundo olhar para Einstein e dizer “Ai está o maior físico da atualidade e talvez o maior físico de todos os tempos”. Isto não é exagero. Ele dá um passo ousado e revolucionário que vai terminar por fazer germinar toda física quântica e tudo de moderno que agente tem hoje no mudo. Do tecido da roupa que agente usa até os circuitos eletrônicos dos computadores, a moderna computação quântica, o Laser, cujo principio de funcionamento foi descrito por Einstein em um artigo de 1917. Emaranhamento Quântico comum hoje nos laboratórios de todo mundo e que foi concebido por Einstein em o famoso trabalho de 1936 e que é uma das bases da computação quântica. Este trabalho de Einstein é o meu preferido. Muita gente diz que ele deveria ganhar o nobel pela relatividade geral ou especial. discordo. Este trabalho de Einstein é belíssimo, riquíssimo, super original e o que mais impactou na vida de todos os seres humanos. Por conta deste trabalho ele ganhou, com muita justiça, o Premio Nobel de Física em 1921. Por este trabalho ele merece uns 4 pontos!!!!

    Placar Poincaré (1) x Einstein (11).

    Nas correções que fez no trabalho de H. Lorentz, Poincaré faz uma pequena e pontual contribuição para a física do problema. Lorentz tinha deduzido em sua teoria, para o elétron e só para ele, uma relação entre sua energia (E) e sua massa (m) que tinha a seguinte forma: m=kE/C^2 onde ^é levar ao quadrado e k é uma certa constante e C a velocidade da Luz. Escrito de outra forma isto é bem parecido com a relação massa -energia de Einstein. Fica: E=(1/k)mc^2. Mas não é a mesma formula porque os significados dos termos são diferentes. Poincaré notou o seguinte:

    Lorentz tinha considerado o elétron como uma pequena esfera de carga elétrica negativa e dimensões fixas. Então Poincaré pensou. Se o elétron é uma esfera de carga negativa, cada parte desta esfera vai repelir as outras partes por ter a mesma carga. A esfera deveria se expandir aumentando o seu raio. Se o elétron mantem o seu raio constante, como é considerado no modelo de Lorentz, então é preciso existir uma força adicional de coesão para compensar a força de repulsão elétrica e evitar a expansão. Esta força não deve ser de natureza eletromagnética, mais mesmo sem saber a natureza da força Poincaré foi capaz de calcular a energia adicional associada a ela. Ao considerar esta energia adicional ele corrigiu a relação massa energia de Lorentz para o elétron e removeu a constante k que aparece na formula o resultado de Poincaré-Lorentz ficou: m=E/C^2 po que poder escrito como:

    E=mC^2

    Esta equação é idêntica em forma a relação entre massa-energia que Einstein publicou em um quarto artigo de 2 páginas no mesmo ano de 1905. Pronto Bastou isto para muita gente dizer que Einstein plagiou Poincaré. Errado porque as equações apesar de serem iguais são diferentes. A mesma história as equações são iguais mas as teorias de onde elas derivam e o significado dos termos que nelas figuram são completamente diferentes nas duas teorias.

    Vamos as diferenças:

    E=mC^2 de Poincaré: deduzida de um complicado modelo do elétron de de sua interação com o “eter”.
    E=mC^2 de Einstein: deduzida da simples consideração da conservação de energia e transformação entre referenciais.

    E=mC^2 de Poincaré: Só vale para o elétron e para a energia cumulada na forma eletromagnética.
    E=mC^2 de Einstein: Validade geral para qualquer forma de energia e para qualquer partícula seja ela carregada ou não.

    E=mC^2 de Poincaré: Só relaciona a massa do elétron com a energia dos seus campos.
    E=mC^2 de Einstein: Implica numa relação geral de conversão onde qualquer porção de matéria pode ser convertida em qualquer forma de energia.

    Einstein estava certo!!!! A fissão do urânio por Otto Hahn e Lise Meitner mostraram o quanto Einstein estava correto. E assim ele contribui significativamente com sua teoria para fundamentar a Física Nuclear.

    Placar Poincaré (1) x Einstein (12).

    Tá vendo como a crítica contra Einstein de Cesar Lattes e Olavo de Carvalho são absurdas.

  • Prezado Guilherme,
    Parabenizo-o pela excelente matéria. Confesso que não acessava esse site, confundindo com o Catraca Livre, que considero de baixíssimo nível! Compartilho da opinião sobre o professor Olavo de Carvalho! A dor dos outros é que ao se apoiarem em diplomas, sabem que não tem a menor chance com o Olavo! A verdade, é que ele incomoda! Abraços

  • Prezado Hércules:

    Li seu cometário, não sei se você leu o que eu escrevi em um comentário que encerra umas 40 páginas e que pretendo converter posteriormente em um texto e publicar. Se foi extenso, foi para provar por A + B os erros do Professor Olavo de Carvalho, para que as pessoas assumam com relação a ele uma postura mais crítica e menos de adoração cega. Minha bronca com Olavo de Carvalho não está nos seus posicionamentos ideológico mas sim nos seus erros graves que prestam um desserviço tanto a causa conversadora quanto a ciência e a filosofia. Existe um empobrecimento violento dos discursos, tanto por parte de homens de direita quanto por parte de homens de esquerda e muitas vezes estas questões ideológicas vão contaminado a própria ciência e a filosofia sem necessidade.
    Quando Olavo diz, por exemplo, que Einstein criou suas teorias, mudando toda a física, para favorecer uma visão heliocêntrica do mundo, Olavo de Carvalho está faltando com a verdade para defender Aristóteles. Qualquer um que analisar o trabalho de H.Lorentz, Poincaré e Einstein e compara-lós vai notar isto. Nos meus comentários fiz esta comparação, com base naquilo que encontrei nestes trabalhos e com base em fatos históricos comprovados que desmente as teses de Olavo. Os dados históricos que Olavo apresenta ou são falsos, ou são inventados ou derivados diretamente de erros ou distorções que ele comente. Seus raciocínios são carregados de falácias, mentiras e erros lógicos Eu não estou aqui defendendo nem direita e nem esquerda e sim a razão, a verdade, o valor da ciência e da filosofia, naquilo que elas devem ter mais de sagrado: A justiça, a coerência e consistência e honestidade. Acredito que as causas situadas no espectro ideológico mais a direita não merecem o que ele está fazendo.

    Vou dá um exemplo com provas disto que falo:

    Quando ele diz que A. Einstein plagiou H.Lorentz/Poincaré e que a Teoria da Relatividade foi toda copiada dos trabalhos de Poincaré, ele mente maldosamente para difamar A. Einstein. Poincaré não fez uma teoria, o que ele fez foi analisar matematicamente uma teoria que foi construída por H.Lorentz “Teoria dos Elétrons”. E o trabalho de Einstein é radicalmente diferente do trabalho de H. Lorentz, Einstein não copiou nada, fez tudo diferente. Veja o que diz o próprio H.Lorentz em seu trabalho sobre a “Teoria dos Elétrons” publicado em 1915:

    “Se redigisse agora este capítulo, eu certamente daria importância maior à teoria da relatividade de Einstein, por força da qual a teoria dos fenômenos eletromagnéticos nos sistemas em movimento ganha grau e simplicidade que não pude atingir. A razão principal da minha falha foi o prender-me à ideia de que a variável t (o tempo medido no referencial do “éter”) só pode ser encarada como traduzindo o tempo verdadeiro e que tempo local, t’, não passa de quantidade matemática auxiliar. Na teoria de Einstein, ao contrário, t e t’ desempenham igual papel; se desejamos descrever fenômenos em termos de x’,y,’ z’, t’, devemos trabalhar com essas variáveis exatamente como trabalhamos com x,y,z,t.”

    Palavras de Lorentz!!!! Ele próprio demonstra que Einstein não o plagiou e ainda mostra a diferença entre os dois trabalhos.

    A tese de Olavo de Carvalho se baseia em uma mentira.

    A Direita precisa de um “Guru” Intelectual que seja um Pouco mais honesto. E a sociedade brasileira merece um discurso mais rico, tando da esquerda, quanto da direita.

    Fico realmente descrente quando vejo o discurso que emerge de ambos os lados!!!!

    Leia com cama os comentários que fiz!!!!

  • O Prof. Olavo realmente mudou o curso da história do país. Aos invejosos que tentam refutá-lo com textões (que talvez nem a mãe deles leiam) eu digo: nem nessa e nem noutra encarnação vocês sairão da insignificância. Kkkk.

  • Caro Lucas Rios Torres,

    Realmente consigo escrever muito e rápido e com uma qualidade no texto reconhecida por muita gente.
    Confesso que minha mãe não ler meus textos. A única coisa que ela leu foram as dedicatórias na minha Dissertação de Mestrado e na minha Tese de Doutorado. Mas foi ela quem, em casa, me alfabetizou e me ensinou as primeiras operações matemáticas. Hoje um bocado de gente mundo afora ler o que eu escrevo e ver valor e mim retorna elogios. Por isso virei revisor de trabalhos científicos nos melhores periódicos e editoras do mundo, na minha área de atuação. Agora mesmo fui convidado para apresentar os resultados das minhas pesquisas científicas e revisar trabalhos de outros pesquisadores em uma Conferencia Internacional no Japão. Não para apresentar artigo selecionado, mas como pesquisador reconhecido em um nível maior, como Palestrante Convidado.

    Não sou tão insignificância como você diz.

    Minha mãe me alfabetizou muito bem, sempre estudei de verdade e peguei gosto pela ciência deste os 4 anos de idade.
    Comecei a estudar Física e Eletrônica aos 7 e me tornei Rádio Técnico e comecei a ganhar dinheiro consertando aparelhos eletrônicos aos 12 anos de idade. Dá pra tu?

    Não quer ler o que eu escrevi. Ta jogando fora grande oportunidade de aprender um bocado!!!! Tenho já muita estrada rodada neste negócio de pensar!!!!
    Não falo nem escrevo nada a toa como você.

    O assunto que tratei é relevante e merece um textão e não um textinho medíocre como o seu.

    Vocês precisão aprender a ler de verdade. O analfabetismo funcional não é um estado do qual o homem deve se vangloriar

    Pelo jeito você só consegue escrever estas suas três linhas sem nenhum conteúdo.

    Você nem leu o que eu escrevi!!!!!

    Provavelmente só consiga ler 1 linha de um texto inteligente e mesmo assim não vai entender nem metade.

    Fica Lindo Olavo mesmo!!! Ele talvez escreva os textos dele exatamente para pessoas como você.

    Vê se escreve mais uma linhas para mim. gosto de analisar textos.

    Vê se aprende a ler e escrever Lucas.

    Abraços.

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