Finalmente Museu Nacional ganha teto provisório com recursos doados pelo MEC

Museu Nacional
 


Em setembro de 2018, um incêndio de grandes proporções tomou o Museu Nacional (localizado na zona norte do Rio de Janeiro) e destruiu quase todo o acervo histórico do local. Contudo, o Ministério da Educação (MEC) doou recursos para obras emergenciais.

Nesta terça-feira (11/6), o diretor do museu, Alexander Kellner, informou que a instalação do teto provisório de material metálico está concluída.

“Faltam ainda alguns detalhes, mas a base toda foi feita. Em princípio, terminou”, disse hoje

Kellner reafirmou que a liberação, pelo MEC, da primeira parcela dos R$ 908 mil necessários às obras será usada na elaboração do projeto executivo de restauração da fachada e dos telhados permanentes do edifício.

O plano, que será entregue à Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), administradora do museu, para repasse ao MEC, inclui a reforma da área interna do antigo palácio imperial.

Doações

Segundo a assessoria do Museu Nacional, o total de recursos liberados pelo MEC é de R$ 16 milhões: R$ 8,9 milhões para obras emergenciais, incluindo escoramento das paredes, cobertura provisória do prédio e instalação de contêineres, R$ 908,8 mil para elaboração do projeto da reconstrução da fachada e dos telhados definitivos, e R$ 5 milhões para elaboração de dois projetos, um para a reconstrução interna do palácio e outro para novas exposições.

A assessoria do museu informou que o Ministério da Cultura da Itália irá colaborar com as obras. O cônsul-geral da Alemanha no Rio de Janeiro, Klaus Zillikens, anunciou doação que pode atingir até 1 milhão de euros. Do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, virão R$ 10 milhões e da agência britânica internacional British Council, R$ 150 mil para realização de intercâmbios educacionais e relações culturais.

* Com informações de Agência Brasil

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Redação TL

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  • Compreendo o esforço para reconstruir e revitalizar o Museu Nacional, é algo nobre e de interesse internacional com toda certeza mas acompanhando inumeros debates de universitários da UFRJ nas redes sociais percebi que a maioria é unanime em apontar que o maior problema é a falta de um modelo de exploração comercial do Museu que seja capaz de remunerar de forma justa os funcionários e os pesquisadores que preservam e estudam o acervo, bem como gerar a renda necessária para a justa e devida manutenção do local.

    Me parece que já existem algumas alternativas vencedoras para a gestão particular dos Museus, em parceria com a universidade e o governo federal porém está tudo travado nas esferas da política interna da universidade e das autoridades locais, ou seja, no governo Temer já estavam preparados para implementar este modelo mas ficaram sem ter como agir devido a estes problemas políticos internos de Reitor e governo Estadual..

    Seria interessante o Terça-Livre promover um debate público com alunos desta área de Museologia e a nova Reitora da UFRJ para promover esta causa tão nobre aos olhos do governo federal.

  • Essas ruínas que sobraram deveriam ficar dentro de outro museu moderno, amplo e com todo o conforto para quem trabalha e quem visita.

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