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Flávio Bolsonaro: Temer pode estar fazendo uso político de uma intervenção federal no RJ

Em entrevista ao Terça Livre, o deputado estadual , Flávio Bolsonaro (RJ), analisou a situação de intervenção federal na segurança pública do Rio de Janeiro. De acordo com o parlamentar, a situação é fruto de “anos de incompetência e roubalheira e suga da PM, exigindo resultados sem dar o mínimo de contrapartida”.

“O sistema começou a dar uma fadiga de alguns anos para cá. Não é de agora”, destacou. “Nós temos ex-governadores presos, histórico que afeta na arrecadação, recursos aplicados erradamente. É um trabalho de casa para fazer muito grande que é mudar a mentalidade de quem está gerindo segurança pública no Rio de Janeiro e no país”, ainda complementou o deputado estadual.

Sobre a atuação das Forças Armadas, Flávio Bolsonaro ainda chamou a atenção para a necessidade de se dar segurança jurídica para os militares. “É o que o policial militar não tem”.

Ele pontua que os militares precisam trabalhar sabendo que não estarão acuados, como os policiais se encontram; “sabendo que podem ser vítima de uma interpretação romântica da lei que favorece ao bandido. Essa segurança jurídica é um ponto. Tem que propor a alteração legal no Congresso Nacional”.

Bolsonaro também associou a decisão do governo federal com o momento que antecede a votação da Reforma da Previdência. “O governo federal está com dificuldade de aprovar a reforma da previdência. É preciso ajuste (na Previdência), mas não o que está sendo proposto. Ao decretar a intervenção, a Reforma da Previdência fica impedida de ser votada. Essa é uma primeira pulga atrás da orelha (…) se não estão desviando a atenção para outro assunto, para mascarar a incompetência do governo de aprovar qualquer coisa”.

Ele aponta para a possibilidade do presidente Michel Temer (PMDB) está usando o assunto de maneira “política”. “Eu não tenho a menor dúvida que ele faz o uso político da intervenção federal. Vai ter cerimônia. Eu só vou acreditar que ele está interessado em resolver o problema quando não houver alianças com ONGs, como a Viva Rio, que é a visão romântica em favor do marginal (…) A mentalidade é de proteger o marginal. Eu sou cético em relação ao governo que acho que está fazendo politicagem barata”, resumiu.

De acordo com o parlamentar, é momento de ter “pé atrás por se jogar a responsabilidade para os militares. Não digo isso pela incapacidade dos militares. Em tese, a União tem muitos mais meios de garantir uma tropa mais aparelhada que o governo estadual”.

Em breve, a entrevista na íntegra está no site do Terça Livre.

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