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Forças sírias atacam novamente espaço aéreo de Ghouta Oriental

Em três dias, mais de 1.400 pessoas foram feridas, a onda de violência mais sangrenta em Ghouta Oriental desde início da guerra, informa o site Deutsche Welle em sua versão portuguesa.

Novos ataques foram realizados pela Força Aérea da Síria e resultaram em muitas vítimas nesta quarta-feira, 21, em Ghouta Oriental, arredores de Damasco. Potências ocidentais e agências humanitárias, enquanto isso, reiteraram suas preocupações sobre o vertiginoso aumento no número de mortos e alertaram para uma catástrofe humanitária.

O regime do presidente Bashar al-Assad intensificou neste mês seus ataques ao enclave rebelde a leste de Damasco, onde quase 300 civis foram mortos desde domingo. Segundo o Observatório Sírio de Direitos Humanos, jatos de guerra executaram novos ataques aéreos a vilarejos em Ghouta Oriental nesta quarta-feira e mataram 24 civis.

A maioria morreu após bombas de barril – artefatos explosivos misturados com fragmentos metálicos e que causam danos indiscriminados – terem sido lançadas no vilarejo de Kfar Batna. Mais de 1.400 pessoas sofreram ferimentos em três dias, no que é a onda mais sangrenta de ataques ao enclave rebelde desde o início da guerra civil, em 2011.

Médicos e profissionais da saúde ficaram sobrecarregados ao longo de fevereiro. O cerco de cinco anos ao enclave restringiu o acesso a suprimentos médicos, e três clínicas foram atingidas esta semana e deixaram de funcionar. O hospital da cidade de Arbin foi atingido duas vezes na terça-feira. O Observatório afirmou que jatos russos executaram o ataque, o primeiro em Ghouta Oriental em três meses.

Mais de 1.400 pessoas foram feridas em três dias, a onda de violência mais sangrenta em Ghouta Oriental desde início da guerra

A Anistia Internacional considerou nesta terça-feira que os ataques em Goutha Oriental são crimes de guerra. “O governo sírio, com o apoio da Rússia, está atacando de forma proposital seu próprio povo em Goutha Oriental”, afirmou a pesquisadora da AI sobre a Síria, Diana Semaan.

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