Foz do Iguaçu recebe o primeiro Centro Integrado para combater crime organizado nas fronteiras



Foi inaugurado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) no dia 16 de dezembro, o primeiro Centro Integrado de Operações de Fronteira (Ciof) do Brasil, em uma das principais áreas de livre comércio de importação e exportação do país, Foz do Iguaçu (PR).

O projeto conta com o apoio de Itaipu e é baseado nos modelos dos escritórios norte-americanos de monitoramento após os atentados de 11 de setembro de 2011.

O centro brasileiro irá funcionar em uma área de 600m² no Parque Tecnológico de Itaipu, e irá, de forma inédita, envolver todos os atores de segurança pública que antes exerciam suas funções isoladamente, ou em conjunto, mas nunca efetivamente coordenados, como polícias estaduais, Polícia Federal (PF), Polícia Rodoviária Federal (PRF), Agência Nacional de Inteligência (Abin), Ministério da Defesa, Unidade de Inteligência Financeira (UIF – antigo Coaf), Receita Federal, Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica internacional (DRCI), Departamento Nacional Penitenciário (Depen), entre outros órgãos.

De acordo com o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, esses agentes irão trabalhar juntos, compartilhar inteligências e para planejar operações.

“É como se houvesse uma força-tarefa permanente, com o objetivo de prevenir e reprimir crime de fronteira (contrabando, tráfico de drogas e armas, financiamento ao terrorismo e proteção de estruturas críticas para o país). Por isso, a localização estratégica em Itaipu”, explicou.

Moro agradeceu o apoio dado por Itaipu e do governo do Paraná para a concretização do projeto do governo federal.

Resultado operacional imediato

De acordo com o coordenador-geral de Combate ao Crime Organizado da Seopi/MJSP, Wagner Mesquita, o diferencial do CIOF é resultado operacional imediato.

Funcionando como um escritório de comando e controle para as operações ostensivas, segundo Mesquita, essa capacidade intelectual em gerar e compartilhar informações, direcionar ações coordenadas e ampliar ferramentas tecnológicas com a utilização de satélites, câmeras, sensores, e drones irá estimular e ampliar a capacidade de enfrentamento ao crime organizado, bem como o combate ao tráfico de drogas e armas, o financiamento ao terrorismo e a lavagem de dinheiro de organizações criminosas.

“A inauguração deste Centro irá revolucionar o modelo de operações ostensivas. As organizações criminosas se fortaleceram e passaram a utilizar recursos logísticos modernos e, agora, o MJSP investe na adoção de novas metodologias de trabalho, principalmente nos quesitos de ações integradas e compartilhamento de informações”, explicou Mesquita.

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