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General Santos Cruz se recusa a citar nomes de membros das ‘milícias virtuais’

 


A maior expectativa em torno do depoimento de Carlos Alberto dos Santos Cruz na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) das Fake News, nesta terça-feira (26), era a possível relevação de nomes de pessoas que fazem parte ou coordenam as supostas “milícias virtuais”.

No entanto, para a decepção, principalmente dos deputados, Santos Cruz evitou citar nomes. “Eu não tenho nenhuma evidência em mãos, se eu tivesse, entregaria aqui sem nenhum problema”, justificou o ex-ministro-chefe da Secretaria de Governo da Presidência da República.

O general disse que não pode expor pessoas sem provas concretas. Mesmo pressionado por deputados como Natália Bonavides (PT/RN); Rui Falcão (PT/SP) e pelo Senador Humberto Costa, que se disse “frustrado” com a postura de Santos Cruz, o general não deu o braço a torcer. “Esperava que viria mais”, lamentou Humberto Costa.

Santos Cruz disse que talvez o petista tivesse criado uma “super expectativa” sobre sua participação e que, não era por questão de “lealdade” ao presidente que não revelaria os supostos nomes envolvidos nas “milícias virtuais”.

“Não posso pegar uma pessoa e sair [sic] fazendo festa, chutando, muitas vezes quem tem a culpa comprovada. Não é nem ético, é coisa de justiça. É por questão de honestidade”, declarou.

O presidente da CPMI, senador Angelo Coronel (PSD-BA) e a relatora, deputada Lídice da Mata (PSB-BA), chegaram a propor uma reunião sigilosa para que o general se sentisse mais “à vontade” para então expor os nomes de quem considerava miliciano virtual. Ele negou.

Santos Cruz fez ainda sugestões para o trabalho da CPMI. O conselho do general é para que a Comissão contrate empresa para descobrir donos de perfis anônimos na web e depois, entregá-los à Polícia Federal.

Fake news na CPMI das fake news

A relatora Lídice da Mata, alegou que assessor internacional da Presidência, Filipe Martins publicou um tuíte o chamando o general de embusteiro, carreirista e traidor.

A postagem, no entanto, nunca existiu e a afirmação foi desmentida pelo deputado federal Carlos Jordy (PSL/RJ).

Disciplinar nas mídias sociais

Questionado pela deputada Caroline De Toni (PSL/SC) sobre ter defendido que as redes sociais precisam ser disciplinadas, “por conta da atuação nessas redes do que ele chama de grupos radicais”, ele negou que tenha feito a afirmação e que o vídeo de sua entrevista, concedida em Boston no mês de abril, foi editada e distorcida.

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