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Globalismo em Ação: Revista The Economist da Família Agnelli ataca Jair Bolsonaro

Revista britânica The Economist, adquirida pela família italiana Agnelli em 2015, denigre Jair Bolsonaro e enaltece Lula e Haddad em matéria tendenciosa. A motivação: esquerdopatia e possivelmente interesses econômicos. 

Por Guilherme G. Villani

Nesta semana milhares de ativistas petistas e anti-Bolsonaro replicaram a capa da revista The Economist que diz que Bolsonaro é uma ameaça a América Latina.

A matéria é repleta de taxações maldosas e até mentirosas, como esta que fala que Jair Bolsonaro disse que não estupraria Maria do Rosário por ela ser feia. Mentira, Bolsonaro disse outra coisa: “porque você não merece”.

A deprimente matéria não ofende apenas o candidato do PSL. Fala que Jair Bolsonaro pode ingressar no clube nojento/desagradável (nasty) com os presidentes de direita Donald Trump, Matteo Salvini (Itália) e Rodrigo Duterte (Filipinas) . Embora todos eleitos democraticamente, a jornalista diz que Jair Bolsonaro na presidência coloca em risco a democracia na AL.

A matéria foi produzida por Sara Esther Maslin, que mais parece uma militante esquerdopata travestida de jornalista. Em sua conta do Twitter ela não perde a chance de replicar as esquerdopatias que denigrem Bolsonaro e pintam Fernando Haddad como um democrata moderado que respeita regras.

A matéria é tão delirante que diz que Haddad foi um prefeito de sucesso. Fez tanto sucesso que perdeu a reeleição em primeiro turno para o oponente João Dória.

Diz que Lula é o presidente lembrado por ter tirado milhares da pobreza. E que a aliança com o clã Calheiros é uma necessidade de sobrevivência política.

Mas a esquerdopatia desta jornalista não é o que interessa.

A revista The Economist foi adquirida em 2015 pela família Agnelli, uma das mais ricas da Europa. Os Agnelli são donos da FCA que incluem as marcas FIAT e JEEP. Além da The Economist, são donos do clube de futebol Juventus de Turim.

O Brasil é o 3º país em receitas desse grupo, atras de EUA e Itália apenas. E na frente da China.

A FIAT está sendo estraçalhada no Brasil. A interessante matéria do Infomoney de 8 de junho deste ano conta os detalhes. Link abaixo.

A boia de salvação do grupo no Brasil é a JEEP. Que vem ganhando participação de mercado.

A JEEP montou fábrica em Pernambuco graças a benefícios fiscais via Medida Provisória 512 feita sob medida  e assinada por Lula em 2010. Sob medida. Link abaixo.

Conhecida como a “MP da FIAT”, já havia causado mais de R$12 bilhões em prejuízos aos cofres públicos até 2016. Link abaixo.

Os benefícios acabam em 2020.

A “MP da Fiat” é uma das 3 Medidas Provisórias do PT que estão sendo investigadas no âmbito da Operação Zelotes.

Apenas em 2019 os benefícios fiscais para as montadoras concedidos na era PT vão causar prejuízo de R$ 7,2 bilhões aos cofres públicos.

Não há inocentes nas redações da mídia mainstream. Eles são o instrumento político de grupos poderosos que se beneficiam das relações promíscuas com governantes corruPTos.

FONTE:

https://oglobo.globo.com/economia/familia-italiana-agnelli-se-torna-maior-investidor-do-grupo-economist-17155904

https://economia.estadao.com.br/noticias/geral,com-ajuda-do-governo-federal-fiat-tera-fabrica-em-pernambuco-imp-,651893

https://www.em.com.br/app/noticia/politica/2016/05/01/interna_politica,758065/mp-da-fiat-causou-prejuizos-de-mais-de-r-12-bilhoes-aos-cofres-public.shtml

https://www.infomoney.com.br/blogs/carros/o-mundo-sobre-muitas-rodas/post/7465224/derrocada-fiat-quando-esperteza-demais-acaba-por-engolir-esperto

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17 Comentários

  1. Guilherme, sua informação está errada a The Economist continua sendo dos banqueiros judeus da família Rothschild do braço britânico ligado à Sociedade Fabiana de viés socialista. A família Agnelli teve ligação com os Rothschild em razão de suas dificuldades financeiras e eventualmente deve ter algumas ações da holding. Você pode confirmar na Wikipedia no link que estou enviando.
    https://pt.m.wikipedia.org/wiki/The_Economist
    Outrossim, seu texto está ótimo!
    Forte Abraço
    Bia Botana

  2. Beatriz, se vc pelo menos ler a matéria vai ver que no final do artigo tem um link que fala da aquisição da família Agnelli da maior parte do “The Economist”. Acho que vc está precisando de um TL Cursos

  3. Caros críticos sejam bem vindos! No passado as pessoas olhavam para o topo da montanha e viam um castelo e sabiam quem mandava. Nos dias de hoje olhamos para cima e raramente sabemos quem está no comando. A família Rothschild é mestre na arte dos bastidores é por conta disso que continua poderosa durante mais de 209 anos. A família Rothschild é quem manda na The Economist e no Financial Times, leiam o link que estou eu estou enviando abaixo. Não há falta de mérito nenhum na Wikipedia, ela é a Enciclopédia de Montesquieux contemporânea que colocou o conhecimento ao alcance de todos. Essa edição em inglês provavelmente foi feita pela própria empresa top, a holding guarda-chuva. Espero que gostem.
    https://en.m.wikipedia.org/wiki/Pearson_plc
    Forte Abraço a todos,
    Bia Botana

  4. Oi Beatriz, obrigado pelas informações. A Familia Agnelli é o maior acionista mas nao tem como saber quais são os termos do acordo de acionistas. O que consta no site é um bla bla bla para dar a impressão que a empresa é independente. As famílias banqueiras ainda possuem participação minoritaria. Mas é a EXOR dos AGNELLI quem possuem a maior posição, 43%.

    http://www.economistgroup.com/results_and_governance/ownership.html

  5. Guilherme,

    Como eu disse antes o seu artigo está ótimo. E, creio, que é isso que é relevante. Se a publicação britânica é de uma família italiana ou de uma família judaica talvez só seja importante a quem quer saber a quem serve a matéria públicada na The Economist, cujo interesse no Brasil desde o governo Lula é bastante questionável, o bastidor do bastidor da matéria de capa da The Economist este deve ser o foco de nós Jornalistas.
    Forte Abraço
    Bia Botana

  6. É aquela coisa que usaram para defender Dilma e uso para defender o outro lado: Esses discursos que criminalizam e tentam coibir a liberdade das pessoas, são discursos ante democrático. Se assim o for, para que uma eleição? Já está decidido, a opinião o povo não vale mais nada, o que importa é a opinião da ONU e do Economist. Sabe, se confia na democracia, já deveria esperá que as eleições decidam quem deve governa. São pensamentos como esse, que tentam coibir o fluxo natural de uma democracia, demonizando e tentando criminalizar e ilegalizar o direito das pessoas de votarem em quem elas quiser que corroí o significado de “Eleições”. Se assim, o for, esse pensamento não está distante dos pensamentos que defendem ditadura, pois ambos em uma coisa concordam: “O povo não sabe eleger, logo é melhor tira deles o direito de eleger”. Por isso, mesmo eu não indo votar em Bolsonaro, assim como foi com a Dilma, eu não concordo com essa demonização e coibição da liberdade das pessoas votarem. Bolsonaro será inelegível se for fixa suja como o Lula, e segundo que deixe o povo vota, pois esse é o significado de democracia, se ele tiver que vencer ele vai. Se o Capeta estiver na eleição e ele tiver que vence ele vai vencer, isso se chama Democracia.
    Pessoas que se quer vive em uma República e se quer nunca elegeram os governantes de seus países (as eleições que ocorre por lar elegem o que equivale para nos a Deputados e Senadores, mas não o Primeiro Ministro e Obviamente a Rainha, que é tudo interno, o que explica a hegemônica Conservadora inabalável lá [elegem um parlamentar (MP) à Câmara dos Comuns, a câmara baixa do Parlamento Britânico, mas não os líderes. É tipo nós podermos eleger os Senadores e Deputados, e deixa que eles elejam o presidente e por cima já existe o monarca de nascença]. Ironicamente um país onde o povo nunca elegeu um presidente tenta da sermão. Aff, por favor, vira república e me mostre que sabem eleger bons líderes e aprende o significado de Democracia. Ou pode segui o que um canal Chines disse: Não precisamos de democracia pois vivemos bem. E de fato China e Reino Unido apesar de não terem lideres eleitos democraticamente são ótimos países para se viver, o que não tira o fato de terem uma população analfabeta política, pela falta de praxis)
    Quando estivermos em uma ditadura onde a opinião do povo é irrelevante, ai sim, voltamos aqui para discutir o quão o povo é burro, pois eu realmente concordo com essa frase, porém acho ela invalida em uma democracia. Diferente dos mesmos, que vivem em um parlamentarismo e nunca elegeram seus governantes, tentando dar aula de eleição para Brasil e EUA, um país que vive em uma monarquia. Desculpe, mas como dito, se quer que o Brasil seja igual você, não será votações que vai mudar isso (mesmo porque Reino Unido nunca elegeu seu Primeiro Ministro ou Monarca, veja que país tenta da sermão) e sim torna o país uma monarquia parlamentarista, o que é algo distante de nossa realidade por enquanto.

    Como dito, não discordo do fato do povo ser burro e geralmente eleger políticos igualmente burro. Mas isso se chama democracia. Ideias que vão contra a liberdade das pessoas eleger são ante democrática. O que é esperado, os comentários, de pessoas que vive em um país onde nunca elegeram seu líder.

  7. Apesar da Revista The Economist se declarar defensora do LIVRE MERCADO, ela apoia algumas políticas keynesianas. A Revista defende o casamento gay, a legalização das drogas, aborto, controle de armas, saúde universal, meio ambiente, minorias, imigrantes, redução das populações carcerárias e outras pautas da já conhecida esquerda. Foi forte apoiadora de “BARACK OBAMA” e dos DEMOCRATAS AMERICANOS e foi contra o “Brexit”.
    A Revista cria uma ilusão de uma verdade objetiva e desapaixonada, mas na verdade tem posições editoriais muito fortes e apaixonadas.

    A revista diz que ela é o “VERDADEIRO PROGRESSISMO” e gosta de ser chamada de “CENTRO RADICAL”.

  8. O erro ja começa com a declaracao de que “The Economist” pertence a familia Italiana dona da fiat. Depois, vem a “mentira” da economist sobre o estupro. “Ele nao dissse ‘porque vc é feia’ e sim ‘porque vc nao merece'”. Como se um motivo fosse melhor que o outro para se defender estupros! Depois segue-se a enxurrada de comentarios, verdadeiras ” plantacoes de abobrinhas”. Em que buraco tenebroso se encontra a mente das pessoas!!!

  9. Para o Paulo C. Alexandrino:
    Onde é que está o erro? O autor da matéria apenas corrigiu uma informação mentirosa que a revista publicou. Bolsonaro nunca disse que não estupraria Maria do Rosário porque ela era “feia” mas sim porque ela “não merecia”. Se você quer julgar o mérito da afirmação do Bolsonaro,problema seu, agora não venha insinuar erros onde eles não existem. Aliás, existem sim, só que foi por parte da The Economist!
    O autor não falou de “donos” da revista e sim sobre quem ADQUIRIU a maior parte das ações da revista. Os links provam isso.
    É preciso aprender a ler e interpretar textos antes de plantar abobrinhas. kkkkkkk

  10. Procurei no Google por “Sara Esther Malin”, autora do artigo no T.E.
    .
    Buscava conhecer referências, outros textos, e ligações jornalísticas / acadêmicas / etc.
    .
    Surpresa: -não encontrei nada até agora, exceto as menções críticas à publicação “panfletária” do The Economist.
    .
    Algo espantoso, por se tratar de “pessoa” que publica na imprensa – seria um pseudônimo ainda inédito? – seria “fake”?
    .

  11. VERDADEIRAMENTE a opiniao de uma revista esquerdista com interesses escusos a nos Brasileiros nao importa, basta olhar ao redor o que esta acontecendo para sabermos qual sera nosso futuro na mao dos inaltecidos citados pela dita revista. Torna-se absolutamente desnecessario citar detalhes. Bolsonaro sera o presidente queiram eles ou nao. E melhor Jair se acostumando.

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