Impacto do fim do imposto sindical: entidades terão que trabalhar para terem filiados



De acordo com matéria publicada pelo Estadão, o fim do imposto fiscal resultou em uma perda de receita para os sindicatos de 88%. O número reflete muito bem a chamada “representatividade” das entidades que agora, sem tais recursos, terão que ser mais ativos junto às classes que almejam representar, caso queiram atrair os filiados.

Os sindicatos – de uma forma geral – foram tomados por partidos políticos e por linhas ideológicas de esquerda, colocando os interesses de classes, muitas vezes, em segundo plano. Sem se sentir representados e com o fim da contribuição obrigatória, muitas pessoas deixaram de contribuir com as entidades.

O Estadão tenta colocar essa queda de arrecadação como reflexo da Reforma Trabalhista como um todo, mas se trata de um ponto: a ausência de obrigatoriedade de o todo trabalhador ter que contribuir com o equivalente a um dia de trabalho por ano. A obrigatoriedade era um absurdo, já que se filia a sindicatos quem deseja. A mudança respeita a liberdade do profissional.

“Com menos dinheiro, os sindicatos se viram obrigados a cortar despesas para sobreviver: demitiram funcionários, fecharam subsedes, venderam carros, alugaram imóveis e reformularam os serviços prestados aos associados”, destaca a matéria. Isto só prova que as entidades sindicais não conseguiam se manter com as próprias pernas, convencendo filiados por meio dos serviços prestados.

O fim da contribuição sindical obrigatória expõe essa realidade e a quem muitos sindicatos atendiam por meio da engrenagem da esquerdista Central Única dos Trabalhadores (CUT), por exemplo. Agora – como reconhece a grande mídia – as entidades terão que buscar filiados por meio de ações que de fato representem as classes e não interesses outros, com os partidários.

 

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