IPCO faz abaixo-assinado em repúdio a Mangueira: ‘Ultraja Nosso Senhor’



Rosto negro, sangue índio, corpo de mulher
Moleque pelintra no Buraco Quente
Meu nome é Jesus da Gente

Essa é uma das estrofes do samba-enredo da Mangueira.

Na noite deste domingo (23), a Mangueira apresentou um desfile sobre a “vida de Jesus”.  Com enredo intitulado “A Verdade Vos Fará Livre”, o grupo levou para a avenida várias pessoas que interpretaram o “Cristo dos nossos tempos”.

A rainha de bateria da escola, Evelyn Bastos, foi uma das intérpretes de Jesus, bem como o ator Humberto Carrão. O pastor Henrique Vieira esteve na avenida como Cristo em situação de rua.

A Comissão de Frente da Mangueira apresentou uma versão contemporânea de Jesus, na qual ele também foi exibido como morador de periferia. Já Maria foi representada por Alcione.

No enredo, a escola carioca atacou líderes cristãos, chamados de “profetas da intolerância”, e também alfinetou o presidente Jair Bolsonaro, no trecho “Favela, pega a visão, não tem futuro sem partilha nem messias de arma na mão”.

Uma das compositoras da obra, Manuela Oiticica, mais conhecida como Manu da Cuíca, disse em entrevista ao portal Terra que a letra não é uma crítica ao presidente.

“Não é uma crítica direta a Bolsonaro, mas sim a supostos heróis de nossa história que surgem com soluções fáceis e agem com violência e autoridade, simplificando questões complexas”, afirma.

O título do enredo da Mangueira fez alusão ao texto João 8:32, frequentemente citado por Bolsonaro. Apesar dos elogios registrados por usuários do Twitter, o desfile não levantou o público da Sapucaí.

Além disso, o momento em que membros da escola agradeceram o apoio do governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, gerou vaias oriundas das arquibancadas do setor 1.

Antes de entrar na avenida, o segundo carro da Mangueira chegou a emperrar, por conta de duas rodas, mas o problema foi resolvido.

Abaixo-assinado

O Instituto Plinio Corrêa de Oliveira divulgou um abaixo-assinado em repúdio a Mangueira em seu site que, até o fechamento deste texto, possuía mais de 115 apoiadores.

Na petição, o IPCO diz que sente “repulsa por esse samba de 2020 que conspurca a figura sagrada de Nosso Senhor Jesus”.

“Nesses últimos anos, não há Carnaval em que a Face Sagrada de Cristo não seja ultrajada, agredida, sempre em nome da ‘liberdade de expressão'”, diz o documento.

Assine o abaixo-assinado clicando aqui. 

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(Com informações portal Terra e Pleno News)

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