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Jornalista de direita é impedida de entrar no Reino Unido por fazer críticas ao Islã

A jornalista e ativista canadense de direita Lauren Southern foi impedida de entrar no Reino Unido nessa segunda-feira (12). A razão seria um cartaz que ela distribuiu sobre o Islã em fevereiro – tornando-se a mais recente figura de direita internacional a ser impedida de entrar no Reino Unido após criticar a religião.

O Ministério do Interior do Reino Unido confirmou à Fox News que a jornalista foi  barrada na fronteira em Calais, na França, alegando que sua entrada não era “propícia ao bem público”.

“As autoridade na fronteira têm o poder de recusar a entrada de um indivíduo se considerar que a sua presença no Reino Unido não é favorável ao bem público”, disse um porta-voz do Ministério do Interior em um comunicado. O porta-voz não ofereceu detalhes sobre por que sua entrada foi recusada.

Lauren Southern, falando com Fox News da França, disse que ela iria visitar amigos no Reino Unido, incluindo Tommy Robinson – o fundador da Liga de Defesa Inglesa de direita, que também é conhecido por suas críticas ardentes ao Islã.

Southern disse que foi detida por seis horas no porto da fronteira de Calais, teve o telefone confiscado enquanto estava presa em um centro de detenção e interrogada por quatro horas em uma sessão de interrogatório que descreveu como “bizarra”.

“Eles me perguntaram se eu sou um extremista cristã”, disse ela a Fox News. “Eles me perguntaram sobre Tommy Robinson, perguntaram como eu me descreveria politicamente, me perguntou como eu descreveria o nacionalismo”.

A jornalista ainda contou que o aviso de recusa de entrada que lhe foi dado menciona que ela teria feito “distribuição de materiais racistas” em fevereiro. O documento ainda diz que a canadense “representa uma ameaça aos interesses fundamentais da sociedade e à política pública do Reino Unido”.

Southern tranquilizou seus seguidores no Twitter dizendo que estava “indo bem“, mas que havia sido “oficialmente proibida de entrar no Reino Unido por racismo“.

Tanto Southern como Robinson disseram à Fox News que o material a que se referia era uma experiência social com cartazes falsos com os dizeres: “LGBT para o Islã Reino Unido” que dizia: “Allah é gay, Allah é trans, Allah é lésbica, Allah é intersexual , Deus é feminista, Deus é queer, Deus somos todos nós “.

O experimento em Luton, que tem uma população islâmica significativa, foi em resposta a um artigo do Vice que perguntou se Jesus era gay e foi conduzido para mostrar o que seria a reação islâmica se uma reivindicação semelhante fosse feita sobre Deus. Robinson disse que eles foram forçados pela polícia a retirarem os cartazes. Os policiais teriam dito que aquilo era por sua própria segurança. Robinson e Southern negaram que os materiais fossem racistas, argumentando que criticar uma religião não é um ato racista.

Tanto Southern quanto Robinson não se dobram ao politicamente correto, particularmente na questão do islamismo. Robinson recentemente chateou o ex-apresentador da CNN, Piers Morgan, afirmando que o Alcorão cita “assassinato e violência contra nós” em uma aparição no programa “Good Morning Britain”.

A proibição da entrada de Southern ocorre dias depois que os ativistas de direita Martin Sellner e Brittany Pettibone, do grupo “Generation Identity”, também foram proibidos de entrar no Reino Unido quando chegaram no aeroporto de Luton na sexta-feira. De acordo com o Ministério do Interior, ambos foram detidos e liberados depois de serem avisados que sua presença também não era “propícia ao bem público”.

Informações: Fox News

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