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Jornalista Oswaldo Eustáquio presta depoimento à PF; veja íntegra

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O jornalista Oswaldo Eustáquio, preso desde o dia 26 de junho, prestou hoje (2/7) depoimento à Polícia Federal de Brasília.

O Terça Livre teve acesso ao documento em primeira mão. Em declaração, o jornalista afirmou que (obviamente) “não participou de manifestações antidemocráticas que tenham incentivado atos contra instituições”, mas sim, participou de “manifestações pelo Brasil, pelas instituições, pela manutenção da tripartição dos poderes e pela intervenção popular”.

Eustáquio disse ainda que “a intervenção popular seria a utilização do direito ao voto de forma consciente e colocar no parlamento pessoas que tenham desejo de mudar a história da nação brasileira para que haja paz sem fim”.

O jornalista ressaltou ainda que viu alguns cartazes e faixas que destoavam da maioria dos presentes na manifestação.  As pessoas que carregavam estas faixas e bradavam contra a democracia, segundo Oswaldo Eustáquio, eram infiltradas e não pertenciam a nenhum movimento conhecido por ele.

“QUE As pessoas se referiam ao ministro do STF, Alexandre de Moraes, como ‘cabeça de ovo’, ‘cabeça da minha piroca’, e advogado do PCC” (sic); “QUE essas mesmas pessoas forçaram as grades para tentar furar o bloqueio policial em direção à Praça dos Três Poderes”. Neste trecho do depoimento, Eustáquio refere-se às manifestações do dia 21 de junho de 2020.

Conforme o depoimento, Oswaldo Eustáquio teria neste momento ido até o limite do bloqueio policial e solicitou que essas pessoas se afastassem, conforme gravado em seu canal. Ele ainda afirmou que em todas as manifestações participou como jornalista, fazendo cobertura do evento de forma profissional.

O jornalista também disse à PF que mantém relação de amizade pessoal com a ativista Sara Winter, com o jornalista Allan dos Santos e com Luiz Belmonte.

Em relação à representação ministerial contra ele, afirma que houve “equívoco ou má interpretação”, pois “a frase deixa claro que o declarante não é favor de uma intervenção militar, mas sim de uma intervenção popular” ou seja, a intervenção pelo voto.

Prisão

O jornalista Oswaldo Eustáquio, que presta serviços ao site Agora Paraná, foi preso pela Polícia Federal em uma sexta-feira (26/6), em Campo Grande, Mato Grosso do Sul.

Eustáquio já havia sido alvo de busca e apreensão.

A autorização para as ações foi dada pelo ministro Alexandre de Moraes, após pedido da Procuradoria Geral da República.

De acordo com o Ministério Público Federal, Eustáquio defendeu “ruptura institucional de maneira oblíqua”.

A suspeita era que Eustáquio estaria tentando fugir do Brasil para o Paraguai, onde ele tem  familiares.

O jornalista é filiado à Federação Nacional dos Jornalistas e recebeu diversos prêmios na carreira, além de ser especializado em jornalismo investigativo. A FENAJ, no entanto, segue calada e não emitiu uma nota sequer em solidariedade à prisão.

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